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domingo, 10 de outubro de 2010

O QUE REALMENTE ACONTECEU NO EQUADOR?

"No ordem das vicissitudes humanas não é sempre a maioria da massa física a que decide, mas sim a superioridade da força moral que inclina para si a balança política." [ Simón Bolivar ]

"Para compreender corretamente a natureza dos próximos acontecimentos devemos antes de mais nada demonstrar a teoria falsa e completamente equivocada segundo a qual a próxima guerra será uma guerra entre o fascismo e a "democracia. Nada é mais falso e mais estúpido do que essa idéia. As "democracias" imperialistas estão divididas por causa das contradições dos seus interesses em todo o mundo."(Trotsky).

(JÁ QUE NÃO ENCONTREI NENHUM SOCIÓLOGO DE PLANTÃO QUE PUDESSE ME EXPLICAR O QUE OCORREU POR LÁ, FIZ AS ANÁLISES POR 'EUZINHA' MESMA, ASSIM SENDO O QUE ESTÁ DITO ABAIXO NADA TEM DE REALMEMTE EMPÍRICO POR ASSIM DIZER, ENTÃO QUALQUER RELATO COM FATOS REAIS TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA....)

Os 'camaradas' proletas dizem que tenho asco exagerado pelos Imperialistas, (leia-se aqui EUA). Meu asco por assim dizer, não tem origem apenas no meu 'recente' conhecimento de suas práticas políticas dominadoras. Abomino os americanos do norte desde que tive o não prazer de por meus pés naquele lugar. Há alguns anos atrás meu vô foi convidado pela Igreja Batista do Estado do Alabama para participar de uma série de programações da Igreja local na cidade de Childersburg. Fui com ele. Diga-se de passagem meu vô era ótimo conferencista evangélico e seu inglês era impecável (ele sempre será meu orgulho). Lembro-me de como fomos tratados na alfândega daquele país. Senti-me não gente. Nos olharam como se fossêmos muito inferiores a eles. Mesmo dentro da comunidade dita 'cristã', os 'irmãos em Cristo' nos fizerem sentir o que realmente éramos:estrangeiros. Quando fomos para Nova Orleans (Louisiana), numa Igreja formada por portenhos, o tratamento não foi diferente. Essa gente sempre mostra sua 'superioridade' frente aos Latinos. Eles nos reconhecem à quilometros. Bem, Igreja e viagem não são o propósito aqui, até porquê quero esquecer-me daquele lugar.Foi só pra dizer que minha indignação não é tão acadêmica quanto pensam os meus colegas.Vamos repassar os fatos ocorridos no Equador em 30 de Setembro.1): Anuncia-se um golpe de Estado contra o Presidente Rafael Correa.2)-A imprensa nacional divulgou que Correa havia sido sequestrado. Mas na verdade ele havia ido para um hospital (para cuidar de problemas de saúde), mesmo assim fez questão que o mundo pensasse que ele estaria sob 'forças revolucionárias'. 3)- Os policiais revoltosos reclamavam a revogação da lei de serviço público,(que diga-se de passagem que as medidas tomadas por Correa foram uma afronta a essa categoria e também para várias classes de trabalhadores daquele país).O que na verdade queriam é que essas medidas fossem revistas, mas não a destituição do presidente pela força. 3) Todos os representantes do Estado burguês e da burguesia se pronunciaram contra o suposto golpe e pela defesa da 'democracia'. Agora analisem o estranho da coisa: o protesto foi feito apenas por policiais de baixa e média patentes. Sem autorização de seus superiores hierárquicos. O estranho aqui reside em pensarmos como uma classe que não possue uma representividade forte o suficiente para se mobilizar, consegue exilar o Presidente em um "HOSPITAL"? E mantê-lo lá para que as negociações fossem feitas. Outro ponto: Correa estava o tempo todo sob proteção das forças armadas. Que poderoso grupo de 'milicos' é esse para conseguir tal façanha??? Outra coisa, a policia equatoriana não possue o que podemos dizer a'simpatia' da população para se embrenhar em tal manifesto, visto que durante protestos das massas sempre foi a primeira a 'baixar o pau' no proletariado. Mas mesmo 'exilado' Correa dirigia o país e se comunicava o tempo todo com o exterior. Que forma mais contemporânea de sequestro hein??!!!(O que as FARCs pensariam sobre isso????rsrsrs)Passemos agora para a grande pantomima que foi montada:Correa sai do seu 'suposto' exílio com a ajuda do exército, como se alguma negociação tivesse sido acordada para tanto.Agora vem o mais engraçado de toda a história: Os Imperialistas saem solidários ao governo, dizendo que Correa era sinônimo de, PASMEM: DEMOCRACIA, naquele país. (BEM, VOCÊS SABEM QUE NÃO GOSTO DA TAL DEMOCRACIA), não vou nem falar sobre ela aqui. Mas analisar o governo equatoriano como democrático, é o fim dos tempos. Normal essa divulgação dos porcos Imperialistas quando se trata de um governo vassalo. E principalmente se esse governo for favorável aos seus interesses plutocráticos. Estou fortemente inclinada a acreditar que todo esse teatro foi montado para desviar a atenção do povo equatoriano para a venda da sua nação para a 'Grande Roma Contemporânea'. Esse 'scripit do suposto golpe', é digno de mentes hollywoodianas. Isso não nasceu do cérebro inépto do Correa. E tudo isso mostra que somos o 'alvo da vez' do TIO SAM. A manutenção da nossa indigência Latino-americana interessa e muito aos Imperialistas. Indigência tanto no campo econômico quanto intelecutal. Até quando continuaremos a sermos prêsas tão fáceis???

domingo, 20 de junho de 2010

A REVOLUÇÃO DE TROTSKY

"SE O CAPITALISMO É INCAPAZ DE SATISFAZER AS REIVINDICAÇÕES QUE SURGE INFALIVELMENTE DOS MALES QUE ELE MESMO ENGENDROU, ENTÃO QUE MORRA"-LEON TROTSKY



A democracia e a moral "geralmente aceita" não são únicas vítimas do imperialismo. O "bom senso inato em todos as homens" é a terceira vitima. Esta forma inferior do intelecto, sempre necessária, é também, em certas condições, suficiente. O principal capital do bom senso é constituído por considerações elementares obtidas da experiência geral: fique longe do fogo... prefira a estrada principal... não cutuque o cachorro que dorme... etc. etc. A simples crise do capitalismo o desconcerta; diante de catástrofes como as revoluções, as contra-revoluções e as guerras, o bom senso demonstra sua completa imbecilidade. Para compreender as convulsões "catastróficas" do curso "normal" das coisas, são necessárias qualidades intelectuais mais elevadas, cuja expressão filosófica, até hoje, só o materialismo dialético garantiu. - Do Senso Comum- Trotsky


Temos que admitir que as representações simbólicas da grande massa, é construida por modelos capitalistas e imperialistas, facilmente absorvidas pelos poros insensatos do grande tecido que constitue o corpóreo social. Isso é facilmente visível no comportamento das gentes, principalmente nos países ditos 'emergentes', emergentes??? (Se estão emergindo, estão percorrendo um longo caminho, pois nunca chegam à tona). Mergulhados num sistema pré imposto pelo ocidentalismo, liderado pelos malditos Tio Sam, alguns deles abrem mão de suas próprias tradições, de sua própria linguagem, de seu modo peculiar de ser. Isso é feito de forma velada pelos donos do Grande K manipulador, pela sua indústria cinematográfica que incansavelmente incute em mentes "empobrecidas de percepção", sua superioridade racial e seu heroismo que salvará o mundo no caso de uma hecatombe nuclear, sua tecnologia (que levou o homem ao espaço, mas não consegue descobrir a cura do câncer), seu poderio bélico, etc. Toda essa imposição é aceita de forma optativa pelas periferias sociais humanas. Todos optam pela grandiosidade do Grande Império (mal sabem que favelas horríveis existem em Nova Orleans, do lixo que é acumulado nos subúrbios de Miami, dos deserdados negros que vivem no Harlem, dos mendigos sob a ponte do Brooklyn). Os imperialistas escondem sua sujeira em baixo do tapete. O que as "fileiras do terceiro mundo" não sabem, é que essa revolução contra suas identidades, tem intuito de anulá-las, fazendo-se permeável e como numa grande teia
mantendo nações e povos sob sua jurisprudência.O exercício de conscientização de povos da 'revolução velada', travada contra os "menos atentos intelectualmente", será uma complexa tarefa para educadores, sociólogos, antropólogos, até mesmo porquê parece-me que há uma predisposição destes na aceitação da subserviência àqueles.
É realmente lastimável o caminho que o Kismo projetou para grande parte dos povos.

                               DUALISMO BURKEANO Edmund Burke. Dublin, Irlanda. (1729-1797). Filósofo conservador/liberal. Discípulo d...