"Os grandes só podem ser julgados pelo que são. Só os vulgares consentirão em atribuir sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência, serão 'escravos e prisioneiros' de suas próprias faculdades e descobrirão, caso lhes reste algo mais que sua vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem." Hannah Arendt
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Já não é para ti que escrevo...ou será ainda?? Já não sei como eu era antes de tever pela primeira vez...
Como te sonhei ou desenhei no vazio da existência, no vazio das noites, no vazio dos rostos...
Antes de ti eu era o SER-NADA, não mudei de lá para cá....
Sinto-me como um cisne a quem quebraram as asas e arrancaram o coração....
Prometi a mim mesma que um dia negaria a prudência, a frieza e atiraria todas as minhas moedas no poço profundo de um amor arredio...e larguei o trapézio das mãos e atirei-me cegamente...sem saber que não havia nada do outro lado...nada além de mim...
Afinal, tu não sabes nada de mim....
domingo, 30 de outubro de 2011
I-RACIONALE
Procurei razões no racional
Deparei-me com becos escuros
A luz não me conduzia a lugar algum
Encontrei você em meio aos meus devaneios
Amei-te como Dante...
Do negro hades até o branco paraíso
Lutei contra Lúcifer para não perder-te para morte
Lutei contra Deus para não te levares para a eternidade
Encontrei você e senti a dor do meu amor
Na i-racionalidade dos desvarios humanos
Na angústia de amar-te
Lembrei-me dos pregos de Cristo
Senti todos eles cravados em meu peito
Na i-racionalidade te vi em meus braços
Meus sôfregos beijos em seus lábios
Me levavam a canais iluminados
Em misto ao sofrimento de não tê-lo
Fui remetida pela i-racionalidade
Ao mundo orgásmico do teu corpo
Senti todo ele dentro de mim
Ele todo pertencia a mim
Já não tinha como perder-te
E minha i-racionalidade
Te aprisionou para sempre dentro de mim
Não encontrei na racionalidade
Motivos para o amor
O tamanho desejo de tê-lo
O medo de perdê-lo
E na minha i-racionalidade te mantenho aqui, bem aqui dentro de mim, meu amor.
domingo, 9 de outubro de 2011
Poema insone
Por entre as pausas e silêncio da tua voz,
procurei decifrar se ouvia apenas compassos
que me enloqueciam, por entre os desvios e reflexos do teu olhar,
tentei perceber se eram apenas raios, luzes e cores que me atraiam,
mas quando subi ao templo erguido no teu corpo,
senti que não eras figura nem escultura,
porque sequer existias.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
FAVELA VILA RICA:SÓ TRETA..."
"Tratar uma pessoa como se ela fosse em geral, e não em particular, produz uma profecia auto-realizadora.Ela põe em movimento vários mecanismos que conspiram para moldar a pessoa segundo a imagem que os outros têm dela." Howard Becker.
RESENHA 1
Sábado, 15:00 horas, 32 graus. Favela Vila Rica. No único espaço que podemos observar uma obra pública lemos os seguintes dizeres: "VILA RICA É SO TRETA".Bem no meio da miséria, eis que observa-se o glamour de uma Empresa de telefonia multinacional. Destacava-se com suas torres e radares. Imponente. A mesclagem do Kismo em contato com a massa periférica, suscinta o desejo de análises marxistas. Mas este dia não era pra isso. Era o dia de observá-los. Como se comportam, como vivem, qual a movimentação desviante que se pode notar no local.Pesquisando os Outsiders, me senti como um deles. Me senti um Outsider no meio dos Outsiders. Fresca, de sombrinha, travestida como se procurasse um endereço, fui logo reconhecida como forasteira. Uma branca no meio dos de pela queimada pelo sol.
Sempre odiei o sol, neste dia passei a amá-lo. Um grupo de mocinhas com roupas minúsculas ouviam 'funk,argh...', lançam-me um olhar de indiferença, mostram-se superiores. Realmente senti que são.Corei. Sabem ser elas mesmas, têm seus filhos, seus homens, sua família, seus amores...Sim, elas são superiores. Um campinho, crianças imundas correm atrás de algo que um dia foi uma bola. A cachorrada largada na rua também notaram a estranha. Havia esquecido o caderinho de anotações.Não se fez necessário. Tudo ficou tão marcado para mim que impossível seria esquecer.Num 'buteco'um grupo de homens sentado na mesas, posta 'desviantemente' na calçada, faz-me uma menção honrosa digna de uma dama medieval. Corei de novo.Um rapaz mais adiante: 'Dona tem um cigarro pra arrumá?, brigado...', bem, eu deselegantemente, fumava meio à via, mas precisava, não sabia mais para onde ir.Queria me sentar e observar.Já estava ficando 'avexada' quando percebi um grupo.Estavam em baixo de uma árvore.Senti muito medo. Meu desiquilibrio era notório. Mas afinal, não queria subir os morros cariocas? Senti o tráfico de perto.Ali estava o 'meu objeto', enfim
nos encontramos. E agora??? continuo...
sábado, 18 de dezembro de 2010
[Porque sou aquele a quem...]
I. chamaram Caim, em tempos
II. longínquos [mas muito antes
III. dos Princípios Primeiros], e
IV. porque meu nome caiu nas
V. mãos de Santos e Ímpios, devo
VI. eu mesmo contar das Razões o
VII. que sei. Da forma que melhor
VIII. que possa.
IX. [...]
X. [...]
XI. [...]
XII. Ouvi, pois.
XIII. [...]
XIV. O que Deus fez, antes que
XV. De mim se ocupasse, foi Emanar
XVI. De Si, miríades de seres. O Primeiro
XVII. Sacrifício foi Emanar-se. Alguns diriam
XVIII. Ser da Ordem da Emanação, como nos
XIX. Sonhos, onde do Eu se emanam feixes
XX. De personagens. Outros se referem,
XXI. Mais propriamente, ao aroma que
XXII. evola [ou que transpira] do Frasco
XXIII. de Perfume. Então, Não haveria
XXIV. Sacrifício. Mas pura Expressão
XXV. Incontornável.
XXVI. [...]
XXVII. [...]
XXVIII. Estão certas ambas as opiniões.
XXIX. E mais cento e dez.
XXX. Ouvi, pois.
XXXI. [...]
XXXII. [...]
XXXIII. Em Sua Emanação, Deus Gerou
XXXIV. De Si, Tudo que Estava Ligado
XXXV. À Própria Fonte: como os
XXXVI. Personagens estão ligados
XXXVII. [...]
XXXVIII. Ao Sonho e ao Sonhador.
XXXIX. Como o Aroma está ligado
XL. Ao Frasco Sagrado e Secreto.
XLI. Mas Deus não era Secreto,
XLII. Ainda.
XLIII. [...]
XLIV. Tudo o que Existia estava
XLV. Ligado à Luz. Mas Evolvia e
XLVI. Se Desdobrava. Pois Deus não
XLVII. Cessava de Criar.
XLVIII. [...]
XLIX. [...]
L. Sim. Havia um Limite para o
LI. Criado, Mas a Criação haveria
LII. De ser Sem-Fim. Isso era, tão
LIII. somente, Deus-Se-Expressando.
LIV. Que se fixe bem essa Noção.
LV. [...]
LVI. [...]
LVII. Ouvi, pois. Com Mente e
LVIII. Coração.
LIX. [...]
LX. [...]
LXI. Havia um Limite Externo à
LXII. Criação: a Borda do que Não
LXIII. Fora Criado. Tudo o que Ouve
LXIV. E Respira Pressentia a Borda,
LXV. Desde a Primeira Hora.
LXVI. [...]
LXVII. [...]
LXVIII. E as Coisas Vivas eram
LXIX. Sustentadas na Própria
LXX. Fonte, e da Própria
LXXI. Fonte.
LXXII. [...]
LXXIII. O que dizer disso?!
LXXIV. Cada Qual [Criatura
LXXV. Vivente, Nascida de Deus,
LXXVI. Mas não Igual] dava certo
LXXVII. Nome a esta Borda.
LXXVIII. Deus Ouvia Todos os Nomes.
LXXIX. E um Nome Próprio Lhe Dava
LXXX. Deus.
LXXXI. Era a Fronteira do que Poderia
LXXXII. [Ser], Diziam Alguns. Mas Deus,
LXXXIII. Simplesmente, lhe Chamava
LXXXIV. Borda. Sabendo Que Sua Própria
LXXXV. Criação Haveria Sempre de
LXXXVI. Se Expandir. Mas Desde a
LXXXVII. Fonte. E Sendo Infinito o Criar
LXXXVIII. [Em Si Mesmo, e no Espaço-Tempo],
LXXXIX. “Haveria de Haver” Um Limite. Daí a
XC. Borda.
XCI. [...]
XCII. [...]
XCIII. [...]
XCIV. O Além-Borda era chamado, por
XCV. Alguns, Trevas Exteriores. Mormente
XCVI. Por Lúcifer, que significa: Aquele que
XCVII. É um Facho [de Luz] em Sua Própria
XCVIII. Presença. Aquele que De Si Emite Luz,
XCIX. Conforme a Fonte.
C. [...]
CI. [...]
CII. Há de se dizer que toda a Criação de
CIII. Deus Emitia Luz. Por Ser conforme a
CIV. Fonte. Porém, o Epíteto dado a
CV. Lúcifer se dava mais pelo fato dEle
CVI. Estar particularmente Ciente dessa
CVII. Luz emitida. E, sobretudo, de se
CVIII. Identificar com Ela. Essa também
CIX. Era uma das Razões dEle Chamar
CX. De “Trevas Exteriores” o que Deus,
CXI. Simplesmente, chamava Borda.
CXII. [...]
CXIII. [...]
CXIV. Pois Deus sabia poder preencher
CXV. Essa Borda, ao longo dos Eons [os
CXVI. Longos Períodos da Criação]. Ou
CXVII. Melhor: Sempre Estendê-la para
CXVIII. Adiante. Ou Reduzi-la. Ou Preenchê-la,
CXIX. E Fazer a Criação Evolver-Se dentro de
CXX. Si Sem sair de Si. Esse é o Primeiro
CXXI. Mistério [Trinitário]. O Segundo
CXXII. Mistério é Considerar como Deus
CXXIII. Emana. Tal Qual o Sonhador, pode-se
CXXIV. Concebê-lo Sonhando Todos Os Dias [ou
CXXV. Noites]. Mas, tal qual o Perfume, ter-se-ia
CXXVI. De imaginá-Lo Inesgotável em Sua Substância:
CXXVII. Como Se a Si Mesmo Se Gerasse. Como
CXXVIII. Se Luz refletisse [E Engendrasse ou Parisse] Luz
CXXIX. Em Si Mesmo [e Em Si Mesma]. Por Isso, se Lhe
CXXX. Entende como Possuindo Fontes Inter-relacionadas
CXXXI. Em si mesmo: Luz refletindo Luz, antes de Emanar-se.
CXXXII. Esse é o Mistério do relacionamento de Deus em
CXXXIII. Si Mesmo antes da Criação, e que a Viabiliza ao
CXXXIV. Infinito, ainda que no tempo. Alguns chamam a esse
CXXXV. Mistério de “Pessoas”. Outros O veem como
CXXXVI. Fontes Correlatas de Luz. Outros, mais prudentes,
CXXXVII. Desistem de qualificá-Lo [e qualificar tal Relacionamento Intrínseco a Deus] em sua Própria Substância,
CXXXVIII. Mas contentam-se em defini-Lo, por aproximação,
CXXXIX. Em Seus Atributos. A versão Trinitária é uma Tentativa de
CXL. Súmula [na Verdade, uma “Sumarização”] deste Mistério,
CXLI. Que a Deus Pertence: na Origem, e desde a Origem.
CXLII. Em essência, tais Mistérios [por serem os Primeiros]
CXLIII. São Inescrutáveis, por serem Perceptíveis só no
CXLIV. Interior do Próprio Deus, em Suas Fontes Correlatas
CXLV. Que o Mantêm em Perpétuo Devir Criativo. Ou, em
CXLVI. Outros termos: por serem perceptíveis só às
CXLVII. “Pessoas” que o Constituem em Si Mesmo.
CXLVIII. Sábios são os que se abstêm de especular sobre a
CXLIX. Natureza ou “número” dessas Luzes-em-Luzes-que
CL. –Engendram-Luzes. Sábios os que se contentam em
CLI. Roçar a Borda do Manto do Criador desde Antes da
CLII. Borda, como que “pervadidos por Seu Aroma”. A
CLIII. Certo grau de limpidez na percepção da Fragrância
CLIV. Criadora das Luzes Correlatas, o ser se sente como
CLV. Que “infuso nEla(s)”. Isso é co-participação consciente
CLVI. Na Natureza de Deus. Isso se dá em Silêncio ou em
CLVII. Música. Ou em Arte. Isso se dá, sempre, em
CLVIII. Santidade. Jamais fora dEla. Não importa o
CLIX. Nome que se dê a Deus, pois que Seus Nomes
CLX. Reverberam no Interior dEssas Mesmas Fontes
CLXI. Secretas e Sacratíssimas. E o que dIsso Emana
CLXII. [qual Aroma] São Suas Emanações ou
CLXIII. Hipóstases. Os Sábios que com Isso se
CLXIV. Contentaram são os mais fidedignos com
CLXV. O que se pode falar do Mistério Primeiro
CLXVI. [ou Último]. Eles estão espalhados pelo
CLXVII. Mundo sub-lunar, e os homens os
CLXVIII. Conheceram como Ramanujacharya, Plotino,
CLXIX. Jâmblico, Amônio Saccas, Al-Gazhalli, Porfírio,
CLXX. Valentino de Alexandria, Duns Scotus e alguns
CLXXI. Outros.
CLXXII. [...]
CLXXIII. [...]
CLXXIV. O Entendimento de Deus através da percepção
CLXXV. De sua Infusão na Alma em santidade, e
CLXXVI. Da Consciência de Suas Sagradas Emanações
CLXXVII. Como Gradações-de-Si-Mesmo ou Hipóstases
CLXXVIII. É a Noção que menos Falseia sua Essência. Para os
CLXXIX. Mais prudentes, em vez de Sondar-Lhe o “Número
CLXXX. Essencial” [pois que Toda Essência é também Número],
CLXXXI. Melhor contentar-se pela aproximação gradativa
CLXXXII. [número, outra vez: proporcionalidade], através
CLXXXIII. De Seus Atributos. O estudo da proporcionalidade
CLXXXIV. Divina dos números, em suas Hipóstases ou
CLXXXV. Emanações [matemático-astronômico-musicais]
CLXXXVI. Foi esboçado no Mundo sub-lunar por Pitágoras
CLXXXVII. E pelos Pitagóricos. Platônicos, Neoplatônicos e
CLXXXVIII. Cristãos Gnósticos [além de Gnósticos Sufis-
CLXXXIX. Muçulmanos], bem como Vedantinos Hindus, desde
CXC. Ramanuja [portanto, após Shankaracharya], sempre
CXCI. Estiveram conscientes deste Mistério. Outros estiveram
CXCII. Conscientes, mas abstiveram de falar das Primeiras
CXCIII. Causas ou Efeitos, preferindo evocar do Homem a
CXCIV. Consciência das coisas que lhe fossem úteis para
CXCV. Dissipar o obscurecimento no qual caiu. Sócrates,
CXCVI. E Buda assim agiram.
CXCVII. [...]
CXCVIII. [...]
CXCIX. Restaria falar de como o homem caiu no obscurecimento.
CC. Mas como esse é um relato sobre os Primeiros Mistérios
CCI. De Deus, terei de voltar à Borda, que é o Ponto-Limite
CCII. Sempre Expansivo da Criação Eterna do Eterno.
CCIII. Deus a chamava “Borda”.
CCIV. Lúcifer, por estar demasiado ciente da Luz que lhe era
CCV. Intrínseca [bem como a Todos], preferiu chamá-la de
CCVI. Trevas Exteriores. Trevas Exteriores por estar além da
CCVII. Compreensão da Luz que lhe emanava como Inteligência.
CCVIII. Lúcifer queria conhecer o além-criado e o ainda
CCIX. –por-Criar. Quis debruçar-se sobre a Borda, dizendo
CCX. a Si Mesmo ser Ali o Limite a Ser Transposto pela
CCXI. própria Luz, Impaciente com o tempo de Deus.
CCXII. Lúcifer engendrou a Idéia de preencher o além
CCXIII. –Borda com a Própria Luz que em Si Portava.
CCXIV. [...]
CCXV. [...]
CCXVI. Muitos outros com Isso não se Importavam. Mas
CCXVII. Não Lúcifer. A Essa Fronteira ou Borda entre
CCXVIII. O Criado [Emanado] ou ainda Não-Criado por Deus
CCXIX. Pretendeu-se dar Nome ou Atributo, ainda que ela fosse
CCXX. A Fronteira do Não-Ainda. Ainda que ela fosse a Espera
CCXXI. Do Ser [ou da Divina Fragrância]. Por ser exatamente a
CCXXII. Linha Limite, concebeu-se ser Ali [ou ser Ela] a
CCXXIII. Mãe do que Deus em Si Mesmo Não Pudera
CCXXIV. Conceber. Lúcifer Concebeu, em Si mesmo, que Ali
CCXXV. Era o Limite do Alcance do Poder do Próprio
CCXXVI. Deus. Por ser Fronteira, e por Estar Toda a
CCXXVII. Criação Imersa [Infusa, Difusa ou Emanada]
CCXXVIII. Da Fonte Única, Lúcifer quis ser Ele Mesmo
CCXXIX. O Propulsor do Movimento além-Divisa. Sendo ela
CCXXX. Divisa, teria de Dividir o “Já” do “Não-Ainda”,
CCXXXI. O “Concebido-Em-Deus” Pelo “Ainda-Não
CCXXXII. –Concebido”. Lúcifer quis adiantar-se, e Ele
CCXXXIII. Mesmo Concebê-lo, antes de Deus Emanar
CCXXXIV. Mais de Si Mesmo. À Linha Fronteiriça entre
CCXXXV. O Já e o Não-Ainda, Lúcifer Considerou poder
CCXXXVI. Transpor e de Si Gerar Luz que a Preenchesse
CCXXXVII. [Ciente que Era da Própria Luz].
CCXXXVIII. Chamou à Fronteira [Aquilo que era
CCXXXIX. “Simplesmente Borda”, no Plano Incessante e Progressivamente Preenchente de Deus: a que se pode considerar como O Atributo Divino da Infinita Paciência],
CCXL. Chamou Àquilo de “Mãe da Dualidade”. E Quis Fecundá-la
CCXLI. Com a Própria Luz. Sabia que por Limitado que
CCXLII. Fosse o Alcance do Facho perante o Infinito,
CCXLIII. Entreteceria, Ali, Novo Tecido. Haveria Luz
CCXLIV. E Trevas. Considerava seu Plano de Criação mais
CCXLV. Perfeito e Liberal do que o de Deus, por ser
CCXLVI. Essencialmente Dual, e por Permitir Maior
CCXLVII. Escolha. Assim Concebeu Ele em Seu Orgulho
CCXLVIII. Travestido em Glória. E Passou a considerar a Deus
CCXLIX. Como um Tirano Monarca que desencorajava a
CCL. Sondagem e fecundação do Ainda-Não [ou do
CCLI. Não-Ainda] por Sua Própria Criação. Com esse
CCLII. Argumento, convenceu Ele da Limpidez de seus
CCLIII. Propósitos a Vinte e Sete por cento dos Anjos.
CCLIV. Dizia ser o Tecido Mesclado, parido e tecido
CCLV. Pelas Primeiras Criaturas [tendo Ele à Frente],
CCLVI. Como Melhor Tecido: Mais Justo e Democrático.
CCLVII. Deus não Era Justo, mas Tirano. Segundo a
CCLVIII. Lógica do Portador do Facho [de Luz].
CCLIX. [...]
CCLX. [...]
CCLXI. Deus, “O Tirano”, Não Discutiu. Saiu de Seu Trono
CCLXII. E Um Plano de Escolha Livre Concebeu para Esses
CCLXIII. Que Intentavam Substituí-lo. Lúcifer, em sua
CCLXIV. Intensa Luxúria e Inépcia, Pensava que Deus estaria
CCLXV. Abandonando O trono em Seu Favor. De Forma
CCLXVI. Alguma. Em Seu Íntimo de Luzes em Luzes, Deus
CCLXVII. Engendrava a Oportunidade de Escolha no Não-
CCLXVIII. Ainda ou Além-Borda. Sim. Lúcifer poderia Prová-la e
CCLXIX. Provar o Alcance de Sua Prepotente Escolha. Prepotente
CCLXX. Porque Impaciente, essa era a essência da Avaliação Divina.
CCLXXI. Mas lúcifer Precisaria da Cooperação de Deus, “O Tirano”, para poder levar a cabo Seu Próprio Intento.
CCLXXII. [...]
CCLXXIII. [...]
CCLXXIV. “Vamos à Borda, Lúcifer”, Disse Deus. Precisas de
CCLXXV. Mim para o Seu Plano [Começo e Fim]. Não é
CCLXXVI. Irônico?!”Mas Deus Não Riu. Deus debruçou-se
CCLXXVII. Sobre a Linha que Lúcifer chamava de “Mãe da
CCLXXVIII. Dualidade”, e disse assim: “Anjo Meu, Luminoso
CCLXXIX. E Impaciente, Queres Alguma Abertura no Não-Ainda
CCLXXX. Para Testar a Riqueza e Beleza Dessa Tua Concebida
CCLXXXI. Dualidade em Relação à Toda Emanação Minha Que Só
CCLXXXII. Provém da Fonte?! Não Acha Isso Mais Justo da Parte
CCLXXXIII. Minha?!”
CCLXXXIV. Lúcifer detestava quando Deus Lhe Tratava Como
CCLXXXV. Criança Divina.
CCLXXXVI. “Pois Bem; Aqui Tens de Mim um Olhar Sobre Teu
CCLXXXVII. Caminho. Dobremo-nos à Borda, Dobremo-nos sobre
CCLXXXVIII. A Borda; Mas Não Caia, Lúcifer”.
CCLXXXIX. Lúcifer receava, no Íntimo, Duvidar do Alcance de Sua Própria
CCXC. Luz, e Perder-se em Moldura de Escuridão Infinita.
CCXCI. “Tu a Ti Te Chamas Lúcifer”. Mas Permita-me, Anjo Meu,
CCXCII. A partir de Agora Chamá-lo Samael, “O Anjo Cego”,
CCXCIII. Porque Escolheu Olhar para o Limite do Que Ainda
CCXCIV. Não Pode Ver. Alguns te Chamarão “Satã”, “O Que Divide”,
CCXCV. Justamente por te debruçares na Linha [a Minha Borda],
CCXCVI. E Amares a Dualidade. Como Eu, considerado pelos
CCXCVII. Mais Simples como tendo Três Nomes [Trindade como
CCXCVIII. Gérmen de Minha Auto-Criação Incessante], Também agora a Mim te Igualas: tens também Três Nomes: Lúcifer, Satã,
CCXCIX. Samael. Eis meu primeiro Ato de Justiça a Ti.
CCC. [...]
CCCI. [...]
CCCII. Não se Sabe se Samael-Satã-Lúcifer Ficou Satisfeito com Essas primeiras Palavras de Deus. Mas Ele Não Se Mostrou Tirano,
CCCIII. Contrariando o Atributo que o Anjo Lhe Dera. Os Outros a
CCCIV. Tudo Observavam e Julgavam. Havia pelos menos Oitocentas
CCCV. Hostes de Anjos Mais Luminosos do Que Lúcifer [pois que cada
CCCVI. Emanação de Deus tem Características Únicas e Singulares],
CCCVII. Mas Eles a Si mesmos Não se Nomeavam por Tal Atributo [o tal “quantum de Luz”]. Não Importam Seus Nomes.
CCCVIII. Alguns se Manifestaram a Homens, em Todos os Povos [não só o Hebreu]. Deus é Deus do universo e seus Emissários Envia à Todo canto onde lhe Apraz e Se faz Necessário. Não é Só o Deus da Terra, muito menos só o Deus de Uma Tribo, ou de Doze
CCCIX. Perfazendo Uma.
CCCX. Para Se Ter um Exemplo, à Suméria Deus Enviou alguns Anjos
CCCXI. Femininos, Dos Quais darei apenas Dois Nomes: Siduri e
CCCXII. Hákara. Anjos São Zeladores de alguns dos Mistérios Divinos, e Expressam Frações de Suas
CCCXIII. Luzes. Hákara e Siduri estavam lá.
CCCXIV. Havia um Círculo de Anjos Imantados à Visão de Samael e
CCCXV. Deus Sobre a Borda: eram Cinco. E não estariam Destinados ao Povo de Israel. Mas a Outros. Dispensariam
CCCXVI. A diversos povos frações de uma “Linhagem do Conhecimento”. Os Anjos Dispensadores das Frações
CCCXVII. [Números, de novo] das tais Linhagens, Possuíam
CCCXVIII. Mais Luz do que Samael, mas dIsso não Se
CCCXIX. Ufanavam.
CCCXX. Quão Ampla & Diversa & Rica é a Obra de
CCCXXI. Deus. Aos Crédulos ou a Quem não Acredita.
CCCXXII. [...]
CCCXXIII. [...]
CCCXXIV. Deus disse então a Samael: “Soprarei além Borda,
CCCXXV. Par que Possas Seguir o Sopro com Sua Presença
CCCXXVI. Ou Com Sua Luz.
CCCXXVII. E Será, como Queres tu, O reino da Dualidade,
CCCXXVIII. De Sua Própria Bordadura. Acompanhe-me”.
CCCXXIX. [...]
CCCXXX. [...]
CCCXXXI. Harut e Marut, Anjos que revelariam Coisas
CCCXXXII. Necessárias aos Árabes, a Tudo Assistiam.
CCCXXXIII. [..]
CCCXXXIV. E deus Fez Aquela Partilha das águas Universais,
CCCXXXV. Que a Samael Serviu como Trilho ou
CCCXXXVI. Trilha. E não é que era Bom o Deus?! Assim consideraram
CCCXXXVII. Marut e Harut e Hákara, Siduri e
CCCXXXVIII. Mikhael.
CCCXXXIX. Deus soprou e gerou um “palco-plano” de
CCCXL. Elementos contrapostos e duais: Dia
CCCXLI. E Noite, Fogo e
CCCXLII. Água. Samael quis chamar ao conjunto da Trama
CCCXLIII. Que Empreenderia de “Teia de Bem e Mal. E Deus
CCCXLIV. Assim Concedeu que
CCCXLV. Fosse.
CCCXLVI. Djins Diversos Apreendiam bem os Planos,
CCCXLVII. Bem como Serafins e
CCCXLVIII. Arcanjos.
CCCXLIX. As Luzes em Deus Engendravam Misericórdia Durante a
CCCL. Própria Execução do
CCCLI. Ato.
CCCLII. [...]
CCCLIII. [...]
CCCLIV. Foi feito então esse plano-palco misto, para Samael
CCCLV. Exercitar Seu Olho e Seu Padrão
CCCLVI. de Justiça.
CCCLVII. Seres que Não Ambicionavam Tanto
CCCLVIII. [Waldroo Drop, Urik, Azumah] Futuros
CCCLIX. Auxiliares dos Anjos para cantos Diversos Já
CCCLX. Entendiam a Limitação do Escopo da
CCCLXI. Criação
CCCLXII. Dual.
CCCLXIII. Waldroo Drop traduziu aquela Trama, em Seus
CCCLXIV. Olhos-em-Chama em Mosaico,
CCCLXV. Verde e Vermelho. Zelaria por
CCCLXVI. Humanas Tribos Indígenas, nos Futuros Territórios do Canadá e
CCCLXVII. Centro América. Agnes, Anjo Feminino, com ele alguma
CCCLXVIII. Coisa Partilhava.
CCCLXIX. [...]
CCCLXX. [...]
CCCLXXI. No Mundo Dual havia um Trono. Samael pensou a Ele mesmo destinado.
CCCLXXII. Não.
CCCLXXIII. Deus Era Mais Justo. Sabiam dIsso Kanzeon e Kuan Yin,
CCCLXXIV. Anjos Irmanados.
CCCLXXV. Deus iria deixar o Trono do Mundo Dual a ser emanado
CCCLXXVI. A partir de dentro do Conflito. No centro da Dupla Posição.
CCCLXXVII. Alguma Objeção?!
CCCLXXVIII. Disso não Discordou nem a Assembléia dos Vinte
CCCLXXIX. E Sete por Cento dos Anjos e Auxiliares
CCCLXXX. De Samael mais
CCCLXXXI. Amigos. Deus Era Bom Tribuno e
CCCLXXXII. Fiel.
CCCLXXXIII. “Saiamos de Cena Os Dois: o Trono do Palco
CCCLXXXIV. Dual não é Meu nem Teu, mas deste que
CCCLXXXV. Sopro em meio aos Elementos:
CCCLXXXVI. Sopra-lhe, também, a Escuridão no
CCCLXXXVII. Ouvido.”
CCCLXXXVIII. [...]
CCCLXXXIX. [...]
CCCXC. Todos se Encantaram com o Engenho de
CCCXCI. Deus. O Plano e o Palco eram Justos. Não
Obra de Tirano. O que dizer
Disso.
CCCXCII. Samael teria de seguir com seu Plano em
CCCXCIII. Exílio. Falou a alguns com a Forma que condisse
CCCXCIV. Com tua escolha e afastamento:
Membranosa. Reptiliana. Por isso se diz ser “O Tentador”
a Serpente.
CCCXCV. Algumas Pessoas Emocionais lhe deram
CCCXCVI. Ouvidos. A convenção fez considerar que fossem Mulheres, pelo fato de ser a Emocionalidade um de seus atributos.
CCCXCVII. Mas muitos Homens Emocionais também deram
CCCXCVIII. Ouvidos aos
CCCXCIX. Répteis, cuja Essência do discurso era assim:
CD. “Dias e Noites em Sucessão é o que há de melhor;
CDI. Prova do Bem e do Mal, de Toda a Trama, que Essa é a Vida
CDII. Mais Plena, ao contrário do que dizem os Emissários do
CDIII. Criador”.
CDIV. Quem assim falava aos homens eram os “répteis” [Draconianos,
CDV. Reptilianos ou
CDVI. Serpentes, conforme a linhagem da
CDVII. Tradição]. Eram os Emissários de Samael, que não podia se dar a conhecer antes da escolha consumada.
CDVIII. Deus Também só falava por Emissários, conforme
CDIX. A Justiça Programada. E a Toda à Terra: China, Egito,
CDX. Suméria, Povos D’África, Tribos Nômades.
CDXI. A certa Tribo um de seus Emissários mais Ríspidos e Enérgicos
CDXII. Apresentou-se como “Eu Sou o Que Sou”, porque não podia
CDXIII. Dar Nome que não Fosse
Seu. Não Poderia Dizer que Era Deus, porque tal Tribo Precisava da Presunção de ter Exclusivo Contato
Direto.
Idiossincrasia Tribal.
Eu Sou o que Sou sempre foi Emissário: Nunca o Próprio
Criador. Assim como Samael Não Se Dirige ao Homem senão
Por seus comandados
CDXIV. Reptilianos que passaram a temer a Luz.
CDXV. Os Homens que aceitaram a dualidade como Superior à Trama Original passaram a temer O Olhar dos Emissários da
CDXVI. Luz. E Isso foi sua Forma de “Filiação às Trevas”.
CDXVII. Assim, Samael arregimentava Servos.
CDXVIII. Deus não gosta de Servos, mas espera que O
Escolham. Que o homem mesmo o escolha. O ser
Engendrado no meio da Dualidade.
CDXIX. Por Curiosa transposição de termos, em Inversão
CDXX. Poética que melhor Traduz a Justiça de Mão-Dupla de Deus,
CDXXI. Passou-se a Chamar aos que “O escolhem” de Escolhidos.
CDXXII. É correto no sentido de que Ele
CDXXIII. Não Se impõe, mas Deixa Escolher-Se. E Acolhe aos que
CDXXIV. O Escolhem, de Livre e Espontânea
CDXXV. Vontade.
CDXXVI. [...]
CDXXVII. [...]
Como o Livre Samael propôs e supôs ser seu Mundo Mais Justo e
Completo, Deu-se-lhe a Oportunidade de ganhar adesão de
Criaturas Livres à Sua Proposta. Os Textos
CDXXVIII. Que metaforizam Isso, muitas vezes de forma
CDXXIX. Grosseira, como na Parábola de Jó, nada mais querem expressar do que algo da dramaticidade desse “palco-plano de Liberdade”, onde se inscreve o Homem.
CDXXX. Consciente do que é
CDXXXI. Dual, o Homem não faz o seu trabalho com plena integração e júbilo: ele sua, sofre, sangra. Antecipa, se impacienta. Não é
CDXXXII. Castigo, mas imersão na própria dualidade que traz como corolário o fragmento da
CDXXXIII. Impaciência [Escolha] do próprio
CDXXXIV. Samael.
CDXXXV. Disso tudo deve ter o Homem
CDXXXVI. Ciência.
CDXXXVII. O que acolhe e como acolhe.
CDXXXVIII. O que escolhe.
CDXXXIX. [...]
CDXL. [...]
CDXLI. Se Antes as Criaturas Todas
CDXLII. Originadas da Fonte e sem suspirar pela Borda podiam desfrutar de um avançar-em-paciência acompanhado pelo Olhar do Próprio Criador, agora o homem poderia contar, no máximo, com seus emissários, e com as provas e livres
CDXLIII. Escolhas do plano-palco
CDXLIV. Dual. Assim sendo, nem a grandeza de Deus nem o Olhar Cego de Samael poderiam diretamente se impingir ao homem, mas sim suas escolhas e seus emissários.
CDXLV. [...]
CDXLVI. [...]
CDXLVII.
CDXLVIII. A Aposta de Samael era absolutamente
Rústica e Intransigente. Ele Se Atrevia a Dizer o Seguinte: “Dê ao
Homem a Livre Escolha que Ele escolherá Minha Mescla: a Dualidade
Superior à Sua Intransigência ou Tirania” Mesmo que o Homem experimente Decadência, Doença, Velhice ou Morte. Terá um Belo Quinhão de bem e mal.
CDXLIX. Em Si Mesmo As Luzes de Deus Conceberam
CDL. Um Algo que Provaria a Samael no Centro Mesmo de Suas Presunções:
CDLI. Uma Hipóstase de Deus, Engendrada a partir de Dentro Tomaria Toda a Carga do Mundo Dual, Exemplificando [e Provando a Excelência da Escolha Nas Próprias Condições dadas por Samael, e Aceitas por
CDLII. Deus, em Nome da Liberdade de
CDLIII. Escolha.
CDLIV. Vários já haviam dado um belo “tapa” no Olho Cago do Anjo, provando da Dualidade do mundo e dela abdicando, por desprezá-la. Vários já haviam optado pela Luz, pós- conhecimento das Trevas co-implicadas na Dualidade Proposta por Samael. Buda assim o fizera, exemplarmente. Desmontara a Rede na qual se enredara por exemplar auto-esclarecimento “desilusionário”.
CDLV. Esse desmanche da Teia Dual a partir de dentro irritava sobremodo o Orgulhoso Pai dos
CDLVI. Répteis. Chefe dos
CDLVII. Dragões. Príncipe deste mundo.
CDLVIII. O Príncipe Gautama o esbofeteara como poucos, tendo tudo para saciar-se sob os seus critérios, mas optando pela mendicância e auto-sobriedade. Feitos operados pelo Desmanche
CDLIX. Das Ilusões. Saída do Circuito de Compulsão aos Pólos da
Dualidade.
CDLX. [...]
CDLXI. Deus Muito se Agradava de Gautama [O Buda], de Sócrates, de Pitágoras, de Lao-Tsé e de predecessores de Seu Próprio Intento.
CDLXII. Era claro que o homem não poderia conhecer a Deus face a Face, nem a Samael. Apenas seus
CDLXIII. Torpes servos[...].
CDLXIV. Os Auxiliares dos Anjos de Deus inspiravam métodos aos homens de boa-vontade de todos os povos. Deus nunca foi territorialista, nem nacionalista nem patriota. Muito menos Colonialista. O palco-plano Dual era prova de sua
CDLXV. Isenção e Liberdade Concedida.
CDLXVI. O Bem nunca se
CDLXVII. Impõe. Não Arromba Portas. Mas Sussurra aos Ouvidos de Boa Vontade.
CDLXVIII. Não se Perca Isso de Vista.
CDLXIX. [...]
CDLXX. [...]
CDLXXI. Então Deus engendrou um Gesto no Seio de Suas Mesmas Luzes que Era Experimentar como Homem o mesmo Plano Tomado por Samael como Criação Superior, Expondo-se aos Choques e Contradições
CDLXXII. Desses mesmos Elementos
CDLXXIII. Duais.
CDLXXIV. Dessa forma, além de viver finitamente [e por tempo humano] o modelo de Criação de seu Contestador, Deus se daria a ver agindo no Plano Dual sem Romper o Trato.
CDLXXV. Simples e Engenhoso.
CDLXXVI. Além de Magnânimo, Justo e Misericordioso.
CDLXXVII. [...]
CDLXXVIII. [...]
CDLXXIX. Cada Um Desses Atributos pode Ser Facilmente Explanado. Justo Era Experimentar o Limite Proposto por Samael como se fora Transcendência da Tirania de Deus: o que Ele Mesmo [O Anjo Cego] Sabia tratar-se de
CDLXXX. Impostura. Porque agora era ele mesmo
CDLXXXI. E seus Répteis comandados
CDLXXXII. Escravos de luxúrias, ambições e medos. Tinham de escravizar. Tinham de possuir
CDLXXXIII. Servos.
CDLXXXIV. Deus queria Servir, para Dar-se a
CDLXXXV. Conhecer. Sem Servilismos aliciados. Toda a idéia de que Deus quer “servos” é uma contrafação armada pelos próprios emissários de Samael. Sem
CDLXXXVI. Exceção.
CDLXXXVII. Deus quer Escolha.
CDLXXXVIII. Ou “Os que O Escolham”.
CDLXXXIX. Os Assim-Chamados “Escolhidos”, por serem os “Livres Escolhedores”. E que farão Boa Colheita.
CDXC. [...]
CDXCI. [...]
CDXCII. Experimentando o Pathos [Dor, Paixão] da Vida entre elementos Duais e exemplificando o que Deus mesmo poderia escolher estando submetido [temporariamente] às regras de Samael, o Criador faria Triplo Trabalho:
CDXCIII. Mostraria a Samael uma vida não de fastio e superação do dual [como o fez Buda, por exemplo], o que para Samael já era intolerável.
CDXCIV. Mas exemplificaria uma trajetória límpida em plano intrinsecamente maculado. Essa era a Tarefa
CDXCV. Primeira.
CDXCVI. Como Não Podia Dar-Se e Muitos mensageiros e intermediários encontravam obstruções às suas tarefas no egoísmo de homens e tribos e povos [e o nacionalismo é o egoísmo exponenciado ao território ou nação], Ele se
CDXCVII. Mostraria através de uma Emanação
CDXCVIII. Límpida.
CDXCIX. Através de seu Filho.
D. Ele falaria em Nome do Pai e Diria: "Quem a Mim Vê, Vê ao Pai". Sua Trajetória Serviria para Exemplificar o Homem Possível como Sonhado No Seio Das Luzes de Deus, mesmo lançado ou imerso no seio das regras de Samael. Eis a Segunda
DI. Tarefa.
DII. A Partir de Então, Todo Homem que se dirigisse ao Pai através do Filho, Seria restituído ao Antigo Diálogo Quebrado Desde a Condição do Plano Dual [Descenso ou Queda, em nome da Livre Escolha entre Polos].
DIII. Há Seres que nunca escolheram “Descer”.
DIV. Todos os que desceram eram almas que queriam “experimentar as dualidades”, por se sentirem tentados à Lógica de Samael. Sem Exceção. Mesmo os Libertadores no seio mesmo da Dualidade. Eis a [...] Terceira.
DV. [...]
DVI. [...]
DVII. Que fique registrado que há miríades de seres que evolvem dos elementos todos [ar, fogo, éter] à condição de Devas ou Anjos, sem nunca pretenderem passar pelo Reino Humano. Por Livre Escolha. A escolha de Nascimento Humano é para todos os espíritos que conceberam a possibilidade ou validade ou legitimidade da Lógica de Samael. Ou seja: “Quiseram Provar do Fruto da Dualidade como Superior à 'Mesmice' da Evolução Pura e Divinamente Ordenada".
DVIII. O sacrifício do Filho consiste em nunca ter advogado tal experiência, mas fazê-la para abrir um Canal de Intermediação Direto entre Deus e Homem.
DIX. [...]
DX. [...]
DXI. Eis o Supremo Sacrifício. Eis a Suprema Tarefa. [Terceira].
DXII. Eis o “tornar-se Carne e Sangue em nome de muitos”.
DXIII. Para Diálogo, Exemplificação e Intermediação.
DXIV. Para dar a Conhecer a Face [ou Vontade] do Pai.
Terceira Tarefa.
DXV. [...]
DXVI. [...]
DXVII. Eis Tudo que é para ser dito sobre o Filho, que não seja especulação de teólogos comprometidos com Instituições Terrenas e facções.
DXVIII. Eis porque Deus também se agrada de todo homem que “tendo provado da dualidade, a ela dá as costas”.
DXIX. Eis porque Deus se agrada de todo homem descrito como “Filho Pródigo”, o que se serve das futilidades do mundo para dizer “foi tudo em vão”, e depois se transforma.
DXX. Porque tais homens provam, no seio mesmo da lógica de Samael, que Seu reino pode ser repudiado até por quem não conheceu diretamente a Luz, mas rumou em direção a Ela.
DXXI. Tal se deu com os Profetas e Santos de todos os Povos. São poucos, mas sempre existiram.
DXXII. E também se dará para o que aprender com o filho e, a partir dele, procurar uma interlocução direta com Deus. A isso [essa Interlocução] certa Tradição passou a chamar “Ação do Espírito Santo”. Ou Infusão pelo espírito. Ou Unção. É um Nome útil como qualquer outro.
DXXIII. [...]
DXXIV. Eu, Caim, desgostei-me de pleitear as coisas ao modo de Samael, querendo conquistar o que meu não era, e cobiçando a Borda do que se me divisava.
DXXV. Fosse ela uma posse, um dom, um
DXXVI. Talento outro, a afeição dada a
DXXVII. Abel. Por isso me fiz ao Modo de Samael , até que me visitasse o filho, ao descer da Cruz aos Ínferos [como coroação de seu sacrifício], visitando as hostes e Servos da Serpente.
DXXVIII. Aos que pôde Libertar, Libertou.
Amén.
Ps. O escriba pede desculpas pelas lacunas, ou eventuais erros ortográficos. O pergaminho não permitiu trabalho mais satisfatório.
Marcelo Novaes
Postado por Marcelo Novaes às 16:24 0 comentários
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+ O Livro dos Mistérios de Deus Segundo Caim
I. chamaram Caim, em tempos
II. longínquos [mas muito antes
III. dos Princípios Primeiros], e
IV. porque meu nome caiu nas
V. mãos de Santos e Ímpios, devo
VI. eu mesmo contar das Razões o
VII. que sei. Da forma que melhor
VIII. que possa.
IX. [...]
X. [...]
XI. [...]
XII. Ouvi, pois.
XIII. [...]
XIV. O que Deus fez, antes que
XV. De mim se ocupasse, foi Emanar
XVI. De Si, miríades de seres. O Primeiro
XVII. Sacrifício foi Emanar-se. Alguns diriam
XVIII. Ser da Ordem da Emanação, como nos
XIX. Sonhos, onde do Eu se emanam feixes
XX. De personagens. Outros se referem,
XXI. Mais propriamente, ao aroma que
XXII. evola [ou que transpira] do Frasco
XXIII. de Perfume. Então, Não haveria
XXIV. Sacrifício. Mas pura Expressão
XXV. Incontornável.
XXVI. [...]
XXVII. [...]
XXVIII. Estão certas ambas as opiniões.
XXIX. E mais cento e dez.
XXX. Ouvi, pois.
XXXI. [...]
XXXII. [...]
XXXIII. Em Sua Emanação, Deus Gerou
XXXIV. De Si, Tudo que Estava Ligado
XXXV. À Própria Fonte: como os
XXXVI. Personagens estão ligados
XXXVII. [...]
XXXVIII. Ao Sonho e ao Sonhador.
XXXIX. Como o Aroma está ligado
XL. Ao Frasco Sagrado e Secreto.
XLI. Mas Deus não era Secreto,
XLII. Ainda.
XLIII. [...]
XLIV. Tudo o que Existia estava
XLV. Ligado à Luz. Mas Evolvia e
XLVI. Se Desdobrava. Pois Deus não
XLVII. Cessava de Criar.
XLVIII. [...]
XLIX. [...]
L. Sim. Havia um Limite para o
LI. Criado, Mas a Criação haveria
LII. De ser Sem-Fim. Isso era, tão
LIII. somente, Deus-Se-Expressando.
LIV. Que se fixe bem essa Noção.
LV. [...]
LVI. [...]
LVII. Ouvi, pois. Com Mente e
LVIII. Coração.
LIX. [...]
LX. [...]
LXI. Havia um Limite Externo à
LXII. Criação: a Borda do que Não
LXIII. Fora Criado. Tudo o que Ouve
LXIV. E Respira Pressentia a Borda,
LXV. Desde a Primeira Hora.
LXVI. [...]
LXVII. [...]
LXVIII. E as Coisas Vivas eram
LXIX. Sustentadas na Própria
LXX. Fonte, e da Própria
LXXI. Fonte.
LXXII. [...]
LXXIII. O que dizer disso?!
LXXIV. Cada Qual [Criatura
LXXV. Vivente, Nascida de Deus,
LXXVI. Mas não Igual] dava certo
LXXVII. Nome a esta Borda.
LXXVIII. Deus Ouvia Todos os Nomes.
LXXIX. E um Nome Próprio Lhe Dava
LXXX. Deus.
LXXXI. Era a Fronteira do que Poderia
LXXXII. [Ser], Diziam Alguns. Mas Deus,
LXXXIII. Simplesmente, lhe Chamava
LXXXIV. Borda. Sabendo Que Sua Própria
LXXXV. Criação Haveria Sempre de
LXXXVI. Se Expandir. Mas Desde a
LXXXVII. Fonte. E Sendo Infinito o Criar
LXXXVIII. [Em Si Mesmo, e no Espaço-Tempo],
LXXXIX. “Haveria de Haver” Um Limite. Daí a
XC. Borda.
XCI. [...]
XCII. [...]
XCIII. [...]
XCIV. O Além-Borda era chamado, por
XCV. Alguns, Trevas Exteriores. Mormente
XCVI. Por Lúcifer, que significa: Aquele que
XCVII. É um Facho [de Luz] em Sua Própria
XCVIII. Presença. Aquele que De Si Emite Luz,
XCIX. Conforme a Fonte.
C. [...]
CI. [...]
CII. Há de se dizer que toda a Criação de
CIII. Deus Emitia Luz. Por Ser conforme a
CIV. Fonte. Porém, o Epíteto dado a
CV. Lúcifer se dava mais pelo fato dEle
CVI. Estar particularmente Ciente dessa
CVII. Luz emitida. E, sobretudo, de se
CVIII. Identificar com Ela. Essa também
CIX. Era uma das Razões dEle Chamar
CX. De “Trevas Exteriores” o que Deus,
CXI. Simplesmente, chamava Borda.
CXII. [...]
CXIII. [...]
CXIV. Pois Deus sabia poder preencher
CXV. Essa Borda, ao longo dos Eons [os
CXVI. Longos Períodos da Criação]. Ou
CXVII. Melhor: Sempre Estendê-la para
CXVIII. Adiante. Ou Reduzi-la. Ou Preenchê-la,
CXIX. E Fazer a Criação Evolver-Se dentro de
CXX. Si Sem sair de Si. Esse é o Primeiro
CXXI. Mistério [Trinitário]. O Segundo
CXXII. Mistério é Considerar como Deus
CXXIII. Emana. Tal Qual o Sonhador, pode-se
CXXIV. Concebê-lo Sonhando Todos Os Dias [ou
CXXV. Noites]. Mas, tal qual o Perfume, ter-se-ia
CXXVI. De imaginá-Lo Inesgotável em Sua Substância:
CXXVII. Como Se a Si Mesmo Se Gerasse. Como
CXXVIII. Se Luz refletisse [E Engendrasse ou Parisse] Luz
CXXIX. Em Si Mesmo [e Em Si Mesma]. Por Isso, se Lhe
CXXX. Entende como Possuindo Fontes Inter-relacionadas
CXXXI. Em si mesmo: Luz refletindo Luz, antes de Emanar-se.
CXXXII. Esse é o Mistério do relacionamento de Deus em
CXXXIII. Si Mesmo antes da Criação, e que a Viabiliza ao
CXXXIV. Infinito, ainda que no tempo. Alguns chamam a esse
CXXXV. Mistério de “Pessoas”. Outros O veem como
CXXXVI. Fontes Correlatas de Luz. Outros, mais prudentes,
CXXXVII. Desistem de qualificá-Lo [e qualificar tal Relacionamento Intrínseco a Deus] em sua Própria Substância,
CXXXVIII. Mas contentam-se em defini-Lo, por aproximação,
CXXXIX. Em Seus Atributos. A versão Trinitária é uma Tentativa de
CXL. Súmula [na Verdade, uma “Sumarização”] deste Mistério,
CXLI. Que a Deus Pertence: na Origem, e desde a Origem.
CXLII. Em essência, tais Mistérios [por serem os Primeiros]
CXLIII. São Inescrutáveis, por serem Perceptíveis só no
CXLIV. Interior do Próprio Deus, em Suas Fontes Correlatas
CXLV. Que o Mantêm em Perpétuo Devir Criativo. Ou, em
CXLVI. Outros termos: por serem perceptíveis só às
CXLVII. “Pessoas” que o Constituem em Si Mesmo.
CXLVIII. Sábios são os que se abstêm de especular sobre a
CXLIX. Natureza ou “número” dessas Luzes-em-Luzes-que
CL. –Engendram-Luzes. Sábios os que se contentam em
CLI. Roçar a Borda do Manto do Criador desde Antes da
CLII. Borda, como que “pervadidos por Seu Aroma”. A
CLIII. Certo grau de limpidez na percepção da Fragrância
CLIV. Criadora das Luzes Correlatas, o ser se sente como
CLV. Que “infuso nEla(s)”. Isso é co-participação consciente
CLVI. Na Natureza de Deus. Isso se dá em Silêncio ou em
CLVII. Música. Ou em Arte. Isso se dá, sempre, em
CLVIII. Santidade. Jamais fora dEla. Não importa o
CLIX. Nome que se dê a Deus, pois que Seus Nomes
CLX. Reverberam no Interior dEssas Mesmas Fontes
CLXI. Secretas e Sacratíssimas. E o que dIsso Emana
CLXII. [qual Aroma] São Suas Emanações ou
CLXIII. Hipóstases. Os Sábios que com Isso se
CLXIV. Contentaram são os mais fidedignos com
CLXV. O que se pode falar do Mistério Primeiro
CLXVI. [ou Último]. Eles estão espalhados pelo
CLXVII. Mundo sub-lunar, e os homens os
CLXVIII. Conheceram como Ramanujacharya, Plotino,
CLXIX. Jâmblico, Amônio Saccas, Al-Gazhalli, Porfírio,
CLXX. Valentino de Alexandria, Duns Scotus e alguns
CLXXI. Outros.
CLXXII. [...]
CLXXIII. [...]
CLXXIV. O Entendimento de Deus através da percepção
CLXXV. De sua Infusão na Alma em santidade, e
CLXXVI. Da Consciência de Suas Sagradas Emanações
CLXXVII. Como Gradações-de-Si-Mesmo ou Hipóstases
CLXXVIII. É a Noção que menos Falseia sua Essência. Para os
CLXXIX. Mais prudentes, em vez de Sondar-Lhe o “Número
CLXXX. Essencial” [pois que Toda Essência é também Número],
CLXXXI. Melhor contentar-se pela aproximação gradativa
CLXXXII. [número, outra vez: proporcionalidade], através
CLXXXIII. De Seus Atributos. O estudo da proporcionalidade
CLXXXIV. Divina dos números, em suas Hipóstases ou
CLXXXV. Emanações [matemático-astronômico-musicais]
CLXXXVI. Foi esboçado no Mundo sub-lunar por Pitágoras
CLXXXVII. E pelos Pitagóricos. Platônicos, Neoplatônicos e
CLXXXVIII. Cristãos Gnósticos [além de Gnósticos Sufis-
CLXXXIX. Muçulmanos], bem como Vedantinos Hindus, desde
CXC. Ramanuja [portanto, após Shankaracharya], sempre
CXCI. Estiveram conscientes deste Mistério. Outros estiveram
CXCII. Conscientes, mas abstiveram de falar das Primeiras
CXCIII. Causas ou Efeitos, preferindo evocar do Homem a
CXCIV. Consciência das coisas que lhe fossem úteis para
CXCV. Dissipar o obscurecimento no qual caiu. Sócrates,
CXCVI. E Buda assim agiram.
CXCVII. [...]
CXCVIII. [...]
CXCIX. Restaria falar de como o homem caiu no obscurecimento.
CC. Mas como esse é um relato sobre os Primeiros Mistérios
CCI. De Deus, terei de voltar à Borda, que é o Ponto-Limite
CCII. Sempre Expansivo da Criação Eterna do Eterno.
CCIII. Deus a chamava “Borda”.
CCIV. Lúcifer, por estar demasiado ciente da Luz que lhe era
CCV. Intrínseca [bem como a Todos], preferiu chamá-la de
CCVI. Trevas Exteriores. Trevas Exteriores por estar além da
CCVII. Compreensão da Luz que lhe emanava como Inteligência.
CCVIII. Lúcifer queria conhecer o além-criado e o ainda
CCIX. –por-Criar. Quis debruçar-se sobre a Borda, dizendo
CCX. a Si Mesmo ser Ali o Limite a Ser Transposto pela
CCXI. própria Luz, Impaciente com o tempo de Deus.
CCXII. Lúcifer engendrou a Idéia de preencher o além
CCXIII. –Borda com a Própria Luz que em Si Portava.
CCXIV. [...]
CCXV. [...]
CCXVI. Muitos outros com Isso não se Importavam. Mas
CCXVII. Não Lúcifer. A Essa Fronteira ou Borda entre
CCXVIII. O Criado [Emanado] ou ainda Não-Criado por Deus
CCXIX. Pretendeu-se dar Nome ou Atributo, ainda que ela fosse
CCXX. A Fronteira do Não-Ainda. Ainda que ela fosse a Espera
CCXXI. Do Ser [ou da Divina Fragrância]. Por ser exatamente a
CCXXII. Linha Limite, concebeu-se ser Ali [ou ser Ela] a
CCXXIII. Mãe do que Deus em Si Mesmo Não Pudera
CCXXIV. Conceber. Lúcifer Concebeu, em Si mesmo, que Ali
CCXXV. Era o Limite do Alcance do Poder do Próprio
CCXXVI. Deus. Por ser Fronteira, e por Estar Toda a
CCXXVII. Criação Imersa [Infusa, Difusa ou Emanada]
CCXXVIII. Da Fonte Única, Lúcifer quis ser Ele Mesmo
CCXXIX. O Propulsor do Movimento além-Divisa. Sendo ela
CCXXX. Divisa, teria de Dividir o “Já” do “Não-Ainda”,
CCXXXI. O “Concebido-Em-Deus” Pelo “Ainda-Não
CCXXXII. –Concebido”. Lúcifer quis adiantar-se, e Ele
CCXXXIII. Mesmo Concebê-lo, antes de Deus Emanar
CCXXXIV. Mais de Si Mesmo. À Linha Fronteiriça entre
CCXXXV. O Já e o Não-Ainda, Lúcifer Considerou poder
CCXXXVI. Transpor e de Si Gerar Luz que a Preenchesse
CCXXXVII. [Ciente que Era da Própria Luz].
CCXXXVIII. Chamou à Fronteira [Aquilo que era
CCXXXIX. “Simplesmente Borda”, no Plano Incessante e Progressivamente Preenchente de Deus: a que se pode considerar como O Atributo Divino da Infinita Paciência],
CCXL. Chamou Àquilo de “Mãe da Dualidade”. E Quis Fecundá-la
CCXLI. Com a Própria Luz. Sabia que por Limitado que
CCXLII. Fosse o Alcance do Facho perante o Infinito,
CCXLIII. Entreteceria, Ali, Novo Tecido. Haveria Luz
CCXLIV. E Trevas. Considerava seu Plano de Criação mais
CCXLV. Perfeito e Liberal do que o de Deus, por ser
CCXLVI. Essencialmente Dual, e por Permitir Maior
CCXLVII. Escolha. Assim Concebeu Ele em Seu Orgulho
CCXLVIII. Travestido em Glória. E Passou a considerar a Deus
CCXLIX. Como um Tirano Monarca que desencorajava a
CCL. Sondagem e fecundação do Ainda-Não [ou do
CCLI. Não-Ainda] por Sua Própria Criação. Com esse
CCLII. Argumento, convenceu Ele da Limpidez de seus
CCLIII. Propósitos a Vinte e Sete por cento dos Anjos.
CCLIV. Dizia ser o Tecido Mesclado, parido e tecido
CCLV. Pelas Primeiras Criaturas [tendo Ele à Frente],
CCLVI. Como Melhor Tecido: Mais Justo e Democrático.
CCLVII. Deus não Era Justo, mas Tirano. Segundo a
CCLVIII. Lógica do Portador do Facho [de Luz].
CCLIX. [...]
CCLX. [...]
CCLXI. Deus, “O Tirano”, Não Discutiu. Saiu de Seu Trono
CCLXII. E Um Plano de Escolha Livre Concebeu para Esses
CCLXIII. Que Intentavam Substituí-lo. Lúcifer, em sua
CCLXIV. Intensa Luxúria e Inépcia, Pensava que Deus estaria
CCLXV. Abandonando O trono em Seu Favor. De Forma
CCLXVI. Alguma. Em Seu Íntimo de Luzes em Luzes, Deus
CCLXVII. Engendrava a Oportunidade de Escolha no Não-
CCLXVIII. Ainda ou Além-Borda. Sim. Lúcifer poderia Prová-la e
CCLXIX. Provar o Alcance de Sua Prepotente Escolha. Prepotente
CCLXX. Porque Impaciente, essa era a essência da Avaliação Divina.
CCLXXI. Mas lúcifer Precisaria da Cooperação de Deus, “O Tirano”, para poder levar a cabo Seu Próprio Intento.
CCLXXII. [...]
CCLXXIII. [...]
CCLXXIV. “Vamos à Borda, Lúcifer”, Disse Deus. Precisas de
CCLXXV. Mim para o Seu Plano [Começo e Fim]. Não é
CCLXXVI. Irônico?!”Mas Deus Não Riu. Deus debruçou-se
CCLXXVII. Sobre a Linha que Lúcifer chamava de “Mãe da
CCLXXVIII. Dualidade”, e disse assim: “Anjo Meu, Luminoso
CCLXXIX. E Impaciente, Queres Alguma Abertura no Não-Ainda
CCLXXX. Para Testar a Riqueza e Beleza Dessa Tua Concebida
CCLXXXI. Dualidade em Relação à Toda Emanação Minha Que Só
CCLXXXII. Provém da Fonte?! Não Acha Isso Mais Justo da Parte
CCLXXXIII. Minha?!”
CCLXXXIV. Lúcifer detestava quando Deus Lhe Tratava Como
CCLXXXV. Criança Divina.
CCLXXXVI. “Pois Bem; Aqui Tens de Mim um Olhar Sobre Teu
CCLXXXVII. Caminho. Dobremo-nos à Borda, Dobremo-nos sobre
CCLXXXVIII. A Borda; Mas Não Caia, Lúcifer”.
CCLXXXIX. Lúcifer receava, no Íntimo, Duvidar do Alcance de Sua Própria
CCXC. Luz, e Perder-se em Moldura de Escuridão Infinita.
CCXCI. “Tu a Ti Te Chamas Lúcifer”. Mas Permita-me, Anjo Meu,
CCXCII. A partir de Agora Chamá-lo Samael, “O Anjo Cego”,
CCXCIII. Porque Escolheu Olhar para o Limite do Que Ainda
CCXCIV. Não Pode Ver. Alguns te Chamarão “Satã”, “O Que Divide”,
CCXCV. Justamente por te debruçares na Linha [a Minha Borda],
CCXCVI. E Amares a Dualidade. Como Eu, considerado pelos
CCXCVII. Mais Simples como tendo Três Nomes [Trindade como
CCXCVIII. Gérmen de Minha Auto-Criação Incessante], Também agora a Mim te Igualas: tens também Três Nomes: Lúcifer, Satã,
CCXCIX. Samael. Eis meu primeiro Ato de Justiça a Ti.
CCC. [...]
CCCI. [...]
CCCII. Não se Sabe se Samael-Satã-Lúcifer Ficou Satisfeito com Essas primeiras Palavras de Deus. Mas Ele Não Se Mostrou Tirano,
CCCIII. Contrariando o Atributo que o Anjo Lhe Dera. Os Outros a
CCCIV. Tudo Observavam e Julgavam. Havia pelos menos Oitocentas
CCCV. Hostes de Anjos Mais Luminosos do Que Lúcifer [pois que cada
CCCVI. Emanação de Deus tem Características Únicas e Singulares],
CCCVII. Mas Eles a Si mesmos Não se Nomeavam por Tal Atributo [o tal “quantum de Luz”]. Não Importam Seus Nomes.
CCCVIII. Alguns se Manifestaram a Homens, em Todos os Povos [não só o Hebreu]. Deus é Deus do universo e seus Emissários Envia à Todo canto onde lhe Apraz e Se faz Necessário. Não é Só o Deus da Terra, muito menos só o Deus de Uma Tribo, ou de Doze
CCCIX. Perfazendo Uma.
CCCX. Para Se Ter um Exemplo, à Suméria Deus Enviou alguns Anjos
CCCXI. Femininos, Dos Quais darei apenas Dois Nomes: Siduri e
CCCXII. Hákara. Anjos São Zeladores de alguns dos Mistérios Divinos, e Expressam Frações de Suas
CCCXIII. Luzes. Hákara e Siduri estavam lá.
CCCXIV. Havia um Círculo de Anjos Imantados à Visão de Samael e
CCCXV. Deus Sobre a Borda: eram Cinco. E não estariam Destinados ao Povo de Israel. Mas a Outros. Dispensariam
CCCXVI. A diversos povos frações de uma “Linhagem do Conhecimento”. Os Anjos Dispensadores das Frações
CCCXVII. [Números, de novo] das tais Linhagens, Possuíam
CCCXVIII. Mais Luz do que Samael, mas dIsso não Se
CCCXIX. Ufanavam.
CCCXX. Quão Ampla & Diversa & Rica é a Obra de
CCCXXI. Deus. Aos Crédulos ou a Quem não Acredita.
CCCXXII. [...]
CCCXXIII. [...]
CCCXXIV. Deus disse então a Samael: “Soprarei além Borda,
CCCXXV. Par que Possas Seguir o Sopro com Sua Presença
CCCXXVI. Ou Com Sua Luz.
CCCXXVII. E Será, como Queres tu, O reino da Dualidade,
CCCXXVIII. De Sua Própria Bordadura. Acompanhe-me”.
CCCXXIX. [...]
CCCXXX. [...]
CCCXXXI. Harut e Marut, Anjos que revelariam Coisas
CCCXXXII. Necessárias aos Árabes, a Tudo Assistiam.
CCCXXXIII. [..]
CCCXXXIV. E deus Fez Aquela Partilha das águas Universais,
CCCXXXV. Que a Samael Serviu como Trilho ou
CCCXXXVI. Trilha. E não é que era Bom o Deus?! Assim consideraram
CCCXXXVII. Marut e Harut e Hákara, Siduri e
CCCXXXVIII. Mikhael.
CCCXXXIX. Deus soprou e gerou um “palco-plano” de
CCCXL. Elementos contrapostos e duais: Dia
CCCXLI. E Noite, Fogo e
CCCXLII. Água. Samael quis chamar ao conjunto da Trama
CCCXLIII. Que Empreenderia de “Teia de Bem e Mal. E Deus
CCCXLIV. Assim Concedeu que
CCCXLV. Fosse.
CCCXLVI. Djins Diversos Apreendiam bem os Planos,
CCCXLVII. Bem como Serafins e
CCCXLVIII. Arcanjos.
CCCXLIX. As Luzes em Deus Engendravam Misericórdia Durante a
CCCL. Própria Execução do
CCCLI. Ato.
CCCLII. [...]
CCCLIII. [...]
CCCLIV. Foi feito então esse plano-palco misto, para Samael
CCCLV. Exercitar Seu Olho e Seu Padrão
CCCLVI. de Justiça.
CCCLVII. Seres que Não Ambicionavam Tanto
CCCLVIII. [Waldroo Drop, Urik, Azumah] Futuros
CCCLIX. Auxiliares dos Anjos para cantos Diversos Já
CCCLX. Entendiam a Limitação do Escopo da
CCCLXI. Criação
CCCLXII. Dual.
CCCLXIII. Waldroo Drop traduziu aquela Trama, em Seus
CCCLXIV. Olhos-em-Chama em Mosaico,
CCCLXV. Verde e Vermelho. Zelaria por
CCCLXVI. Humanas Tribos Indígenas, nos Futuros Territórios do Canadá e
CCCLXVII. Centro América. Agnes, Anjo Feminino, com ele alguma
CCCLXVIII. Coisa Partilhava.
CCCLXIX. [...]
CCCLXX. [...]
CCCLXXI. No Mundo Dual havia um Trono. Samael pensou a Ele mesmo destinado.
CCCLXXII. Não.
CCCLXXIII. Deus Era Mais Justo. Sabiam dIsso Kanzeon e Kuan Yin,
CCCLXXIV. Anjos Irmanados.
CCCLXXV. Deus iria deixar o Trono do Mundo Dual a ser emanado
CCCLXXVI. A partir de dentro do Conflito. No centro da Dupla Posição.
CCCLXXVII. Alguma Objeção?!
CCCLXXVIII. Disso não Discordou nem a Assembléia dos Vinte
CCCLXXIX. E Sete por Cento dos Anjos e Auxiliares
CCCLXXX. De Samael mais
CCCLXXXI. Amigos. Deus Era Bom Tribuno e
CCCLXXXII. Fiel.
CCCLXXXIII. “Saiamos de Cena Os Dois: o Trono do Palco
CCCLXXXIV. Dual não é Meu nem Teu, mas deste que
CCCLXXXV. Sopro em meio aos Elementos:
CCCLXXXVI. Sopra-lhe, também, a Escuridão no
CCCLXXXVII. Ouvido.”
CCCLXXXVIII. [...]
CCCLXXXIX. [...]
CCCXC. Todos se Encantaram com o Engenho de
CCCXCI. Deus. O Plano e o Palco eram Justos. Não
Obra de Tirano. O que dizer
Disso.
CCCXCII. Samael teria de seguir com seu Plano em
CCCXCIII. Exílio. Falou a alguns com a Forma que condisse
CCCXCIV. Com tua escolha e afastamento:
Membranosa. Reptiliana. Por isso se diz ser “O Tentador”
a Serpente.
CCCXCV. Algumas Pessoas Emocionais lhe deram
CCCXCVI. Ouvidos. A convenção fez considerar que fossem Mulheres, pelo fato de ser a Emocionalidade um de seus atributos.
CCCXCVII. Mas muitos Homens Emocionais também deram
CCCXCVIII. Ouvidos aos
CCCXCIX. Répteis, cuja Essência do discurso era assim:
CD. “Dias e Noites em Sucessão é o que há de melhor;
CDI. Prova do Bem e do Mal, de Toda a Trama, que Essa é a Vida
CDII. Mais Plena, ao contrário do que dizem os Emissários do
CDIII. Criador”.
CDIV. Quem assim falava aos homens eram os “répteis” [Draconianos,
CDV. Reptilianos ou
CDVI. Serpentes, conforme a linhagem da
CDVII. Tradição]. Eram os Emissários de Samael, que não podia se dar a conhecer antes da escolha consumada.
CDVIII. Deus Também só falava por Emissários, conforme
CDIX. A Justiça Programada. E a Toda à Terra: China, Egito,
CDX. Suméria, Povos D’África, Tribos Nômades.
CDXI. A certa Tribo um de seus Emissários mais Ríspidos e Enérgicos
CDXII. Apresentou-se como “Eu Sou o Que Sou”, porque não podia
CDXIII. Dar Nome que não Fosse
Seu. Não Poderia Dizer que Era Deus, porque tal Tribo Precisava da Presunção de ter Exclusivo Contato
Direto.
Idiossincrasia Tribal.
Eu Sou o que Sou sempre foi Emissário: Nunca o Próprio
Criador. Assim como Samael Não Se Dirige ao Homem senão
Por seus comandados
CDXIV. Reptilianos que passaram a temer a Luz.
CDXV. Os Homens que aceitaram a dualidade como Superior à Trama Original passaram a temer O Olhar dos Emissários da
CDXVI. Luz. E Isso foi sua Forma de “Filiação às Trevas”.
CDXVII. Assim, Samael arregimentava Servos.
CDXVIII. Deus não gosta de Servos, mas espera que O
Escolham. Que o homem mesmo o escolha. O ser
Engendrado no meio da Dualidade.
CDXIX. Por Curiosa transposição de termos, em Inversão
CDXX. Poética que melhor Traduz a Justiça de Mão-Dupla de Deus,
CDXXI. Passou-se a Chamar aos que “O escolhem” de Escolhidos.
CDXXII. É correto no sentido de que Ele
CDXXIII. Não Se impõe, mas Deixa Escolher-Se. E Acolhe aos que
CDXXIV. O Escolhem, de Livre e Espontânea
CDXXV. Vontade.
CDXXVI. [...]
CDXXVII. [...]
Como o Livre Samael propôs e supôs ser seu Mundo Mais Justo e
Completo, Deu-se-lhe a Oportunidade de ganhar adesão de
Criaturas Livres à Sua Proposta. Os Textos
CDXXVIII. Que metaforizam Isso, muitas vezes de forma
CDXXIX. Grosseira, como na Parábola de Jó, nada mais querem expressar do que algo da dramaticidade desse “palco-plano de Liberdade”, onde se inscreve o Homem.
CDXXX. Consciente do que é
CDXXXI. Dual, o Homem não faz o seu trabalho com plena integração e júbilo: ele sua, sofre, sangra. Antecipa, se impacienta. Não é
CDXXXII. Castigo, mas imersão na própria dualidade que traz como corolário o fragmento da
CDXXXIII. Impaciência [Escolha] do próprio
CDXXXIV. Samael.
CDXXXV. Disso tudo deve ter o Homem
CDXXXVI. Ciência.
CDXXXVII. O que acolhe e como acolhe.
CDXXXVIII. O que escolhe.
CDXXXIX. [...]
CDXL. [...]
CDXLI. Se Antes as Criaturas Todas
CDXLII. Originadas da Fonte e sem suspirar pela Borda podiam desfrutar de um avançar-em-paciência acompanhado pelo Olhar do Próprio Criador, agora o homem poderia contar, no máximo, com seus emissários, e com as provas e livres
CDXLIII. Escolhas do plano-palco
CDXLIV. Dual. Assim sendo, nem a grandeza de Deus nem o Olhar Cego de Samael poderiam diretamente se impingir ao homem, mas sim suas escolhas e seus emissários.
CDXLV. [...]
CDXLVI. [...]
CDXLVII.
CDXLVIII. A Aposta de Samael era absolutamente
Rústica e Intransigente. Ele Se Atrevia a Dizer o Seguinte: “Dê ao
Homem a Livre Escolha que Ele escolherá Minha Mescla: a Dualidade
Superior à Sua Intransigência ou Tirania” Mesmo que o Homem experimente Decadência, Doença, Velhice ou Morte. Terá um Belo Quinhão de bem e mal.
CDXLIX. Em Si Mesmo As Luzes de Deus Conceberam
CDL. Um Algo que Provaria a Samael no Centro Mesmo de Suas Presunções:
CDLI. Uma Hipóstase de Deus, Engendrada a partir de Dentro Tomaria Toda a Carga do Mundo Dual, Exemplificando [e Provando a Excelência da Escolha Nas Próprias Condições dadas por Samael, e Aceitas por
CDLII. Deus, em Nome da Liberdade de
CDLIII. Escolha.
CDLIV. Vários já haviam dado um belo “tapa” no Olho Cago do Anjo, provando da Dualidade do mundo e dela abdicando, por desprezá-la. Vários já haviam optado pela Luz, pós- conhecimento das Trevas co-implicadas na Dualidade Proposta por Samael. Buda assim o fizera, exemplarmente. Desmontara a Rede na qual se enredara por exemplar auto-esclarecimento “desilusionário”.
CDLV. Esse desmanche da Teia Dual a partir de dentro irritava sobremodo o Orgulhoso Pai dos
CDLVI. Répteis. Chefe dos
CDLVII. Dragões. Príncipe deste mundo.
CDLVIII. O Príncipe Gautama o esbofeteara como poucos, tendo tudo para saciar-se sob os seus critérios, mas optando pela mendicância e auto-sobriedade. Feitos operados pelo Desmanche
CDLIX. Das Ilusões. Saída do Circuito de Compulsão aos Pólos da
Dualidade.
CDLX. [...]
CDLXI. Deus Muito se Agradava de Gautama [O Buda], de Sócrates, de Pitágoras, de Lao-Tsé e de predecessores de Seu Próprio Intento.
CDLXII. Era claro que o homem não poderia conhecer a Deus face a Face, nem a Samael. Apenas seus
CDLXIII. Torpes servos[...].
CDLXIV. Os Auxiliares dos Anjos de Deus inspiravam métodos aos homens de boa-vontade de todos os povos. Deus nunca foi territorialista, nem nacionalista nem patriota. Muito menos Colonialista. O palco-plano Dual era prova de sua
CDLXV. Isenção e Liberdade Concedida.
CDLXVI. O Bem nunca se
CDLXVII. Impõe. Não Arromba Portas. Mas Sussurra aos Ouvidos de Boa Vontade.
CDLXVIII. Não se Perca Isso de Vista.
CDLXIX. [...]
CDLXX. [...]
CDLXXI. Então Deus engendrou um Gesto no Seio de Suas Mesmas Luzes que Era Experimentar como Homem o mesmo Plano Tomado por Samael como Criação Superior, Expondo-se aos Choques e Contradições
CDLXXII. Desses mesmos Elementos
CDLXXIII. Duais.
CDLXXIV. Dessa forma, além de viver finitamente [e por tempo humano] o modelo de Criação de seu Contestador, Deus se daria a ver agindo no Plano Dual sem Romper o Trato.
CDLXXV. Simples e Engenhoso.
CDLXXVI. Além de Magnânimo, Justo e Misericordioso.
CDLXXVII. [...]
CDLXXVIII. [...]
CDLXXIX. Cada Um Desses Atributos pode Ser Facilmente Explanado. Justo Era Experimentar o Limite Proposto por Samael como se fora Transcendência da Tirania de Deus: o que Ele Mesmo [O Anjo Cego] Sabia tratar-se de
CDLXXX. Impostura. Porque agora era ele mesmo
CDLXXXI. E seus Répteis comandados
CDLXXXII. Escravos de luxúrias, ambições e medos. Tinham de escravizar. Tinham de possuir
CDLXXXIII. Servos.
CDLXXXIV. Deus queria Servir, para Dar-se a
CDLXXXV. Conhecer. Sem Servilismos aliciados. Toda a idéia de que Deus quer “servos” é uma contrafação armada pelos próprios emissários de Samael. Sem
CDLXXXVI. Exceção.
CDLXXXVII. Deus quer Escolha.
CDLXXXVIII. Ou “Os que O Escolham”.
CDLXXXIX. Os Assim-Chamados “Escolhidos”, por serem os “Livres Escolhedores”. E que farão Boa Colheita.
CDXC. [...]
CDXCI. [...]
CDXCII. Experimentando o Pathos [Dor, Paixão] da Vida entre elementos Duais e exemplificando o que Deus mesmo poderia escolher estando submetido [temporariamente] às regras de Samael, o Criador faria Triplo Trabalho:
CDXCIII. Mostraria a Samael uma vida não de fastio e superação do dual [como o fez Buda, por exemplo], o que para Samael já era intolerável.
CDXCIV. Mas exemplificaria uma trajetória límpida em plano intrinsecamente maculado. Essa era a Tarefa
CDXCV. Primeira.
CDXCVI. Como Não Podia Dar-Se e Muitos mensageiros e intermediários encontravam obstruções às suas tarefas no egoísmo de homens e tribos e povos [e o nacionalismo é o egoísmo exponenciado ao território ou nação], Ele se
CDXCVII. Mostraria através de uma Emanação
CDXCVIII. Límpida.
CDXCIX. Através de seu Filho.
D. Ele falaria em Nome do Pai e Diria: "Quem a Mim Vê, Vê ao Pai". Sua Trajetória Serviria para Exemplificar o Homem Possível como Sonhado No Seio Das Luzes de Deus, mesmo lançado ou imerso no seio das regras de Samael. Eis a Segunda
DI. Tarefa.
DII. A Partir de Então, Todo Homem que se dirigisse ao Pai através do Filho, Seria restituído ao Antigo Diálogo Quebrado Desde a Condição do Plano Dual [Descenso ou Queda, em nome da Livre Escolha entre Polos].
DIII. Há Seres que nunca escolheram “Descer”.
DIV. Todos os que desceram eram almas que queriam “experimentar as dualidades”, por se sentirem tentados à Lógica de Samael. Sem Exceção. Mesmo os Libertadores no seio mesmo da Dualidade. Eis a [...] Terceira.
DV. [...]
DVI. [...]
DVII. Que fique registrado que há miríades de seres que evolvem dos elementos todos [ar, fogo, éter] à condição de Devas ou Anjos, sem nunca pretenderem passar pelo Reino Humano. Por Livre Escolha. A escolha de Nascimento Humano é para todos os espíritos que conceberam a possibilidade ou validade ou legitimidade da Lógica de Samael. Ou seja: “Quiseram Provar do Fruto da Dualidade como Superior à 'Mesmice' da Evolução Pura e Divinamente Ordenada".
DVIII. O sacrifício do Filho consiste em nunca ter advogado tal experiência, mas fazê-la para abrir um Canal de Intermediação Direto entre Deus e Homem.
DIX. [...]
DX. [...]
DXI. Eis o Supremo Sacrifício. Eis a Suprema Tarefa. [Terceira].
DXII. Eis o “tornar-se Carne e Sangue em nome de muitos”.
DXIII. Para Diálogo, Exemplificação e Intermediação.
DXIV. Para dar a Conhecer a Face [ou Vontade] do Pai.
Terceira Tarefa.
DXV. [...]
DXVI. [...]
DXVII. Eis Tudo que é para ser dito sobre o Filho, que não seja especulação de teólogos comprometidos com Instituições Terrenas e facções.
DXVIII. Eis porque Deus também se agrada de todo homem que “tendo provado da dualidade, a ela dá as costas”.
DXIX. Eis porque Deus se agrada de todo homem descrito como “Filho Pródigo”, o que se serve das futilidades do mundo para dizer “foi tudo em vão”, e depois se transforma.
DXX. Porque tais homens provam, no seio mesmo da lógica de Samael, que Seu reino pode ser repudiado até por quem não conheceu diretamente a Luz, mas rumou em direção a Ela.
DXXI. Tal se deu com os Profetas e Santos de todos os Povos. São poucos, mas sempre existiram.
DXXII. E também se dará para o que aprender com o filho e, a partir dele, procurar uma interlocução direta com Deus. A isso [essa Interlocução] certa Tradição passou a chamar “Ação do Espírito Santo”. Ou Infusão pelo espírito. Ou Unção. É um Nome útil como qualquer outro.
DXXIII. [...]
DXXIV. Eu, Caim, desgostei-me de pleitear as coisas ao modo de Samael, querendo conquistar o que meu não era, e cobiçando a Borda do que se me divisava.
DXXV. Fosse ela uma posse, um dom, um
DXXVI. Talento outro, a afeição dada a
DXXVII. Abel. Por isso me fiz ao Modo de Samael , até que me visitasse o filho, ao descer da Cruz aos Ínferos [como coroação de seu sacrifício], visitando as hostes e Servos da Serpente.
DXXVIII. Aos que pôde Libertar, Libertou.
Amén.
Ps. O escriba pede desculpas pelas lacunas, ou eventuais erros ortográficos. O pergaminho não permitiu trabalho mais satisfatório.
Marcelo Novaes
Postado por Marcelo Novaes às 16:24 0 comentários
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domingo, 5 de dezembro de 2010
IMPRENSA ÁS AVESSAS
"Uma outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e nescessária", obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Em fim, isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação até a chegada do momento."NOAM CHOMSKY-"
As 10 Estratégias da Manipulação"
"(...)a descontextualização é uma decorrência da seleção de aspectos.Isolados como particularidades de um fato, o dado, a informação, a declaração perdem todo o seu significado original e real para permanecer no limbo, sem significado aparente, ou receber outro significado, diferente e mesmo antagônico ao significado real original..." (pag.26)
"(...)alguns aspectos são sistematicamente relembrados na composição das matérias sobre determinados grupos sociais, mas igualmente evitados de forma sistematica quando se trata de outros..."(pag.34) ambos os textos do Livro "PADRÕES DE MANIPULAÇÃO NA GRANDE IMPRENSA"-Perseu Abramo.
Tenho me deliciado com esses dois autores ultimamente. O 'quarto poder' exerce um fascínio sobre as massas. Ele tanto levanta uma instituição, como a abate até o 'hades'. Como forma de dominação, ditará as regras de acordo com o que seja interessante defender num determinado momento da história. Analisando os acontecimentos do Rio, posso dizer com toda certeza que nada foi resolvido, cortou-se apenas 'uma das cabeças da Medusa', nescessário seria, estirpá-la do corpo, o que não aconteceu. (Pensando na Medusa, estranho, mas quem olhava para ela ficava petrificado...talvez seja isso o que está acontecendo com as consciências diante dos fatos noticiados...).Enfim, medidas que agradaram a todos. A população está novamente imbuida de esperança. Vivemos num 'shangri-La' virtual midiático. Gostamos disso. Amamos ter paixões que jamais se concretizarão. Por que meu Deus, por que somos assim?? Por que preferimos o fictício ao real?? Bem, não tenho resposta para isso. O crime organizado ainda persitirá por eras e eras, até que se decida exterminar de vez as raízes de seus tentáculos. Trabalho para semideuses. Os homens nunca estarão dispostos a abrir mão de seus interesses espúrios e a grande prole estará num êxtase eterno, proporcionado por doses homeopáticas de 'boas novas' anunciadas pela grande mídia, tal qual o INGSOC...O Grande Irmão tudo proverá...Um outro caso já não tão simpático quanto o primeiro, trata-se do vazamento de informações pelo soldado americano Bradley Manning.Não satisfeitos em bisbilhotar, criar intrigas, espionar e assassinar pessoas no mundo todo, os Imperialistas agora querem punir aqueles que denunciam seus crimes. O Partido republicano pede pena de morte para o soldado. O que mereceriam caso fossem julgados por um tribunal internacional pelas milhões de barbáries cometidas por eles contra a humanidade????. Ainda terão o que merecem. Basta que a imprensa americana não seja tão pusilânime quanto a nossa.
As 10 Estratégias da Manipulação"
"(...)a descontextualização é uma decorrência da seleção de aspectos.Isolados como particularidades de um fato, o dado, a informação, a declaração perdem todo o seu significado original e real para permanecer no limbo, sem significado aparente, ou receber outro significado, diferente e mesmo antagônico ao significado real original..." (pag.26)
"(...)alguns aspectos são sistematicamente relembrados na composição das matérias sobre determinados grupos sociais, mas igualmente evitados de forma sistematica quando se trata de outros..."(pag.34) ambos os textos do Livro "PADRÕES DE MANIPULAÇÃO NA GRANDE IMPRENSA"-Perseu Abramo.
Tenho me deliciado com esses dois autores ultimamente. O 'quarto poder' exerce um fascínio sobre as massas. Ele tanto levanta uma instituição, como a abate até o 'hades'. Como forma de dominação, ditará as regras de acordo com o que seja interessante defender num determinado momento da história. Analisando os acontecimentos do Rio, posso dizer com toda certeza que nada foi resolvido, cortou-se apenas 'uma das cabeças da Medusa', nescessário seria, estirpá-la do corpo, o que não aconteceu. (Pensando na Medusa, estranho, mas quem olhava para ela ficava petrificado...talvez seja isso o que está acontecendo com as consciências diante dos fatos noticiados...).Enfim, medidas que agradaram a todos. A população está novamente imbuida de esperança. Vivemos num 'shangri-La' virtual midiático. Gostamos disso. Amamos ter paixões que jamais se concretizarão. Por que meu Deus, por que somos assim?? Por que preferimos o fictício ao real?? Bem, não tenho resposta para isso. O crime organizado ainda persitirá por eras e eras, até que se decida exterminar de vez as raízes de seus tentáculos. Trabalho para semideuses. Os homens nunca estarão dispostos a abrir mão de seus interesses espúrios e a grande prole estará num êxtase eterno, proporcionado por doses homeopáticas de 'boas novas' anunciadas pela grande mídia, tal qual o INGSOC...O Grande Irmão tudo proverá...Um outro caso já não tão simpático quanto o primeiro, trata-se do vazamento de informações pelo soldado americano Bradley Manning.Não satisfeitos em bisbilhotar, criar intrigas, espionar e assassinar pessoas no mundo todo, os Imperialistas agora querem punir aqueles que denunciam seus crimes. O Partido republicano pede pena de morte para o soldado. O que mereceriam caso fossem julgados por um tribunal internacional pelas milhões de barbáries cometidas por eles contra a humanidade????. Ainda terão o que merecem. Basta que a imprensa americana não seja tão pusilânime quanto a nossa.
domingo, 28 de novembro de 2010
NARCODITADURA
“Contam-se os mortos e os da nos para avaliar o crescimento da violência”. Além do
mortos e feridos que podem ser contabilizados em delegacias e hospitais, há tam -
bém que se levar em conta os sofrimen tos psíquicos e morais. Os primeiros são visí
veis e publicitáveis. Os segundos são invisíveis, e deles pouco se fala. As vítimas
daviolência que sobrevivem não têm apenas as deficiências físicas que decorrem das
agressões sofridas. As marcas traumáticas no seu psiquismo são tão ou mais gra -
ves, e muitas jamais cicatrizam."ALBA ZALUAR
"Baleado nos pés, mãos amarradas, arrastado pelas ruas da favela como se fosse um troféu de caça.Os traficantes transpiravam ódio, furiosos com uma matéria (Feira das drogas) que ele havia produzido para a TV Globo. O sacrifício de Arcanjo Tim Lopes provocou o entrelaçamento de situações e circunstâncias que movem o jornalismo de investigação, no qual Tim era mestre, em direção ao poderoso e triunfante crime organizado e uma de suas vertentes:o tráfico de drogas"-PERCIVAL DE SOUZA-Jornalista da Folha de São Paulo.
A pantomima instalada no morro do Alemão, foi algo que conseguiu me tirar do sério. A sociedade exigia uma resposta imediata para os ataques. O Poder tinha que dá a resposta.E ela veio bastante rápida:"OCUPAÇÃO PÕE FIM A DÉCADAS DE DOMÍNIO". Que Governo mais eficiente esse nosso, não??? Quanto hipocrisia... O filme "INIMIGO DO ESTADO", tinha um script bem mais original.Estou estudando duramente o crime organizado. Não estou me baseando em comentários publicados em jornais ou canais de televisão. Fico furiosa com visões simplistas sobre o tráfico de drogas. Os intelectuais de gabinete, que procuram minimizar esse tema, não possuem conhecimento algum sobre o que 'rola' verdadeiramente nos bastidores desse submundo. Tecem comentários superficiais, porque seus conhecimentos também são superficiais. O que nossos amados intelectuais não sabem é que o tráfico está enraizado por todos os setores da sociedade. Não há só setor que esteja livre de seus tentáculos. Vejo isso nas favelas que visito, vejo isso na universidade em que estudo, vejo isso até em determinadas Igrejas ditas cristãs que estão hoje instaladas no Complexo do Acari (7 favelas ao todo), com o dinheiro do tráfico de drogas. Malditos filisteus!!!!Se existe inferno, deve haver algum bem mais quente para essa gente. O tráfico está alicerçado da seguinte forma:1)- O ARMAMENTO:-Sabemos que há uma facilitação da Policia Federal para a entrada de armas através dos principais portos do país. 2)-A HIERARQUIA:-Constituída dentro dos mais rigorosos padrões de seleção:2.1-O poderoso chefão, o indivíduo que administra o negócio, que tem os 'contatos' (policiais, donos de casas de massagens e boates de prostituição, grandes banqueiros do jogo do bicho, dirigentes de escolas de samba e por fim nossos 'bem escolhidos' políticos, 2.2-Os soldados médios e rasos são arrebanhados entre os viciados, que sem opção, precisam trabalhar para pagar suas dívidas. 2.3-Os chamados 'aviãozinhos' , chamados carinhosamente de 'anjinhos da guarda', são menores de 12 anos que trabalham como mensageiros, avisando quando se aproxima o 'caveirão', e leva porções para a população local. Há também o sistema 'delivery', que só pode ser feito pelos 'manos firmeza', geralmente trabalham no refino e na embalagem das drogas. Esses possuem a total confiança do 'patrão'. 3)-A TECNOLOGIA- na era da Internet, os contatos são feitos por traficantes poliglotas, 'gente fina', que estuda inglês para fazer contatos com o exterior. Computadores potentes, sistemas de radares via satélite, telefones celulares com sensores, algo de dar inveja para aquele pessoal da NASA.
4)-A POLÍTICA- Estou estudando o crime organizado pós período ditatorial. Por pior que fosse a época dos militares, quase não achei elementos dentro da política e dentro do sistema de segurança do país, que pudessem me embasar num possível im bricamento de interesses.O que vemos hoje, é de dar ânsia. É claro que toda a minha pesquisa é hipotética, por enquanto. Então se compararmos o que ocorre dentro da Narcoditadura, jamais poderemos fazer uma comparação entre as drogas ditas 'lícitas e as ilegais, é o fim tentarmos algo assim. Que diga o meu amigo Aluisio, que há anos atrás, teve seu barraco invadido por policiais, toda sua alimentação jogada no chão, toda sua casa revirada, e para se despedirem os policiais falaram que sua esposa era uma 'gostosa'. Talvez o Alu tenha sofrido o menor dos males. Os males ainda maiores serão sofridos pela população caso não se corte as raízes profundas desse câncer já metástico no organismo da nossa sociedade.
mortos e feridos que podem ser contabilizados em delegacias e hospitais, há tam -
bém que se levar em conta os sofrimen tos psíquicos e morais. Os primeiros são visí
veis e publicitáveis. Os segundos são invisíveis, e deles pouco se fala. As vítimas
daviolência que sobrevivem não têm apenas as deficiências físicas que decorrem das
agressões sofridas. As marcas traumáticas no seu psiquismo são tão ou mais gra -
ves, e muitas jamais cicatrizam."ALBA ZALUAR
"Baleado nos pés, mãos amarradas, arrastado pelas ruas da favela como se fosse um troféu de caça.Os traficantes transpiravam ódio, furiosos com uma matéria (Feira das drogas) que ele havia produzido para a TV Globo. O sacrifício de Arcanjo Tim Lopes provocou o entrelaçamento de situações e circunstâncias que movem o jornalismo de investigação, no qual Tim era mestre, em direção ao poderoso e triunfante crime organizado e uma de suas vertentes:o tráfico de drogas"-PERCIVAL DE SOUZA-Jornalista da Folha de São Paulo.
A pantomima instalada no morro do Alemão, foi algo que conseguiu me tirar do sério. A sociedade exigia uma resposta imediata para os ataques. O Poder tinha que dá a resposta.E ela veio bastante rápida:"OCUPAÇÃO PÕE FIM A DÉCADAS DE DOMÍNIO". Que Governo mais eficiente esse nosso, não??? Quanto hipocrisia... O filme "INIMIGO DO ESTADO", tinha um script bem mais original.Estou estudando duramente o crime organizado. Não estou me baseando em comentários publicados em jornais ou canais de televisão. Fico furiosa com visões simplistas sobre o tráfico de drogas. Os intelectuais de gabinete, que procuram minimizar esse tema, não possuem conhecimento algum sobre o que 'rola' verdadeiramente nos bastidores desse submundo. Tecem comentários superficiais, porque seus conhecimentos também são superficiais. O que nossos amados intelectuais não sabem é que o tráfico está enraizado por todos os setores da sociedade. Não há só setor que esteja livre de seus tentáculos. Vejo isso nas favelas que visito, vejo isso na universidade em que estudo, vejo isso até em determinadas Igrejas ditas cristãs que estão hoje instaladas no Complexo do Acari (7 favelas ao todo), com o dinheiro do tráfico de drogas. Malditos filisteus!!!!Se existe inferno, deve haver algum bem mais quente para essa gente. O tráfico está alicerçado da seguinte forma:1)- O ARMAMENTO:-Sabemos que há uma facilitação da Policia Federal para a entrada de armas através dos principais portos do país. 2)-A HIERARQUIA:-Constituída dentro dos mais rigorosos padrões de seleção:2.1-O poderoso chefão, o indivíduo que administra o negócio, que tem os 'contatos' (policiais, donos de casas de massagens e boates de prostituição, grandes banqueiros do jogo do bicho, dirigentes de escolas de samba e por fim nossos 'bem escolhidos' políticos, 2.2-Os soldados médios e rasos são arrebanhados entre os viciados, que sem opção, precisam trabalhar para pagar suas dívidas. 2.3-Os chamados 'aviãozinhos' , chamados carinhosamente de 'anjinhos da guarda', são menores de 12 anos que trabalham como mensageiros, avisando quando se aproxima o 'caveirão', e leva porções para a população local. Há também o sistema 'delivery', que só pode ser feito pelos 'manos firmeza', geralmente trabalham no refino e na embalagem das drogas. Esses possuem a total confiança do 'patrão'. 3)-A TECNOLOGIA- na era da Internet, os contatos são feitos por traficantes poliglotas, 'gente fina', que estuda inglês para fazer contatos com o exterior. Computadores potentes, sistemas de radares via satélite, telefones celulares com sensores, algo de dar inveja para aquele pessoal da NASA.
4)-A POLÍTICA- Estou estudando o crime organizado pós período ditatorial. Por pior que fosse a época dos militares, quase não achei elementos dentro da política e dentro do sistema de segurança do país, que pudessem me embasar num possível im bricamento de interesses.O que vemos hoje, é de dar ânsia. É claro que toda a minha pesquisa é hipotética, por enquanto. Então se compararmos o que ocorre dentro da Narcoditadura, jamais poderemos fazer uma comparação entre as drogas ditas 'lícitas e as ilegais, é o fim tentarmos algo assim. Que diga o meu amigo Aluisio, que há anos atrás, teve seu barraco invadido por policiais, toda sua alimentação jogada no chão, toda sua casa revirada, e para se despedirem os policiais falaram que sua esposa era uma 'gostosa'. Talvez o Alu tenha sofrido o menor dos males. Os males ainda maiores serão sofridos pela população caso não se corte as raízes profundas desse câncer já metástico no organismo da nossa sociedade.
domingo, 21 de novembro de 2010
O LULISMO E O PACTO SOCIAL
PARA POUPAR DILMA, LULA DEVE ANTECIPAR CORTE DE GASTOS E MEDIDAS DE AJUSTE FISCAL
"O presidente Lula deverá antecipar medidas econômicas duras e impopulares para evitar que a sucessora, Dilma Rousseff, tenha de adotá-las no início de seu governo, informa reportagem de Kennedy Alencar, publicada nesta terça-feira pela Folha." (íntegra disponível para assinantes do jornal(FOLHA DE SÃO PAULO e do UOL) (ANÁLISE 1)
(FALA I)
(...)o fim incondicional da perspectiva de lutas de classes do Partido dos Trabalhadores e sua adesão enquanto partido no poder à tradição imoral e particularista brasileiras, foi o primeiro e muito importante movimento político realizado pelo governo Lula, em sua busca de consenso em todo o espectro da vida social brasileira...
(FALA II)
(...)Pela primeira vez na historia deste País, dada a regressão e paralisação geral do sistema internacional, o Brasil, sempre algo avançado/regredido nas coisas da civilização, tornou-se 'inteiramente contemporâneo' do momento autal do capitalismo global...TALES A.M.SÁBER-Professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). (ANÁLISE 2)
"O capitalismo gera seu proprio coveiro". KARL MARX(DESNECESSÁRIO ANÁLISE)
O Lulismo gera agora um ESCRIBA MEDIADOR. Para a pura análise política das três vertentes sociológicas acima.Por partes: Análise 1):-É muito simples e óbvia: A SERPENTE PROTEGE SEU OVO". Análise 2):- FALA I:-É compreensível a contradição da fala do Prof.Tales, afinal, ele é filósofo e não sociólogo, bem, até a promiscuidade do PT com a imoralidade e particularismo brasileiros, já sabíamos, mas, 'o primeiro e muito importante movimento político realizado pelo governo Lula, em sua busca de consenso em todo o espectro da vida social brasileira...', é que não deu pra entender...Mas vejam sou burrinha, burrinha, meu cérebro tá fazendo um esforço 'danado' pra entender,de que 'diacho' de concepção sobre 'importância' está falando esse Sr.??? Para mim (burrinha, burrinha...),um primeiro e muito importante movimento politico para consenso da vida social, deveria ser no mínimo um movimento ético e moral (retiro aqui a minha visão marxista de moral), usando o termo 'moral' dentro do que se entende o senso comum. Que coisa mais estranha...Ele está falando metafisicamente? Que tipo de imbricamento é esse?? Se une os mais diferentes polos da sociedade, com práticas tão desenrosas como as citadas???Será que ele pensa assim mesmo???Eu, hein....Bem não entendendo nada da FALA I, vamos seguir em frente.FALA II:- (...)regressão e paralisação geral do sistema internacional....'(crise no Kismo mundial,kkkkkkk, há de ruir até a morte!.)Quanto ao 'avançado/regredido', deixou muito a desejar pois não explica nem um nem outro, coisa bastante confusa....O desfecho com a frase de ouro:(...) tornou-se 'inteiramente contemporâneo' do momento autal do capitalismo global...,
nessa ele acertou, como o Kismo mundial está em plena corrosão, o Brasil aproveitou então, o melhor momento pra se lançar no Mercado Mundial....Que piada essa análise...Acho que a Corte do Planalto se for um pouquinho 'esperta', vai dar uns puxões de orelhas no Sr. Tales...E pra fechar e se pensar na cama, como dizia o Boris Casoy, fica o meu velho, que só 'dá bola dentro': "O KISMO GERA SEUS PRÓPRIOS COVEIROS". rsrsrsrsrs
"O presidente Lula deverá antecipar medidas econômicas duras e impopulares para evitar que a sucessora, Dilma Rousseff, tenha de adotá-las no início de seu governo, informa reportagem de Kennedy Alencar, publicada nesta terça-feira pela Folha." (íntegra disponível para assinantes do jornal(FOLHA DE SÃO PAULO e do UOL) (ANÁLISE 1)
(FALA I)
(...)o fim incondicional da perspectiva de lutas de classes do Partido dos Trabalhadores e sua adesão enquanto partido no poder à tradição imoral e particularista brasileiras, foi o primeiro e muito importante movimento político realizado pelo governo Lula, em sua busca de consenso em todo o espectro da vida social brasileira...
(FALA II)
(...)Pela primeira vez na historia deste País, dada a regressão e paralisação geral do sistema internacional, o Brasil, sempre algo avançado/regredido nas coisas da civilização, tornou-se 'inteiramente contemporâneo' do momento autal do capitalismo global...TALES A.M.SÁBER-Professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). (ANÁLISE 2)
"O capitalismo gera seu proprio coveiro". KARL MARX(DESNECESSÁRIO ANÁLISE)
O Lulismo gera agora um ESCRIBA MEDIADOR. Para a pura análise política das três vertentes sociológicas acima.Por partes: Análise 1):-É muito simples e óbvia: A SERPENTE PROTEGE SEU OVO". Análise 2):- FALA I:-É compreensível a contradição da fala do Prof.Tales, afinal, ele é filósofo e não sociólogo, bem, até a promiscuidade do PT com a imoralidade e particularismo brasileiros, já sabíamos, mas, 'o primeiro e muito importante movimento político realizado pelo governo Lula, em sua busca de consenso em todo o espectro da vida social brasileira...', é que não deu pra entender...Mas vejam sou burrinha, burrinha, meu cérebro tá fazendo um esforço 'danado' pra entender,de que 'diacho' de concepção sobre 'importância' está falando esse Sr.??? Para mim (burrinha, burrinha...),um primeiro e muito importante movimento politico para consenso da vida social, deveria ser no mínimo um movimento ético e moral (retiro aqui a minha visão marxista de moral), usando o termo 'moral' dentro do que se entende o senso comum. Que coisa mais estranha...Ele está falando metafisicamente? Que tipo de imbricamento é esse?? Se une os mais diferentes polos da sociedade, com práticas tão desenrosas como as citadas???Será que ele pensa assim mesmo???Eu, hein....Bem não entendendo nada da FALA I, vamos seguir em frente.FALA II:- (...)regressão e paralisação geral do sistema internacional....'(crise no Kismo mundial,kkkkkkk, há de ruir até a morte!.)Quanto ao 'avançado/regredido', deixou muito a desejar pois não explica nem um nem outro, coisa bastante confusa....O desfecho com a frase de ouro:(...) tornou-se 'inteiramente contemporâneo' do momento autal do capitalismo global...,
nessa ele acertou, como o Kismo mundial está em plena corrosão, o Brasil aproveitou então, o melhor momento pra se lançar no Mercado Mundial....Que piada essa análise...Acho que a Corte do Planalto se for um pouquinho 'esperta', vai dar uns puxões de orelhas no Sr. Tales...E pra fechar e se pensar na cama, como dizia o Boris Casoy, fica o meu velho, que só 'dá bola dentro': "O KISMO GERA SEUS PRÓPRIOS COVEIROS". rsrsrsrsrs
domingo, 14 de novembro de 2010
ANDRÉ SINGER MATA A ESQUERDA BRASILEIRA
VALHA ME DEUS, VAMOS LÁ....
"-(...)Ao constituir, desde o alto, o povo em ator político, o lulismo retoma a combinação de autoridade e proteção aos pobres que Getulio encarnou...
-Empurrados pelas circunstâncias, o líder e sua base se encontraram: um presidente que precisava do povo e um povo que identificou nele o propósito de redistribuir a renda sem confronto...
-Em 2006, pela primeira vez, o andar debaixo tinha fechado com o PT, antes forte na classe média, numa inversão que define o realinhamento iniciado quatro anos antes...
-A aliança entre a burguesia e o povo, que ninguém mais achava que pudesse funcionar, se materializava diante dos olhos. Que o estádio do Corinthians em Itaquera não nos deixe mentir...." Fragmentos da 'obra' "Raízes Sociais e Ideológicas do Lulismo..."-ANDRÉ SINGER
"Sem sombra de dúvida, a vontade do capitalista consiste em encher os bolsos, o mais que possa. E o que temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites."KARL MARX
Oras, oras, eu não sabia que havia literatos/sociológos 'placa branca', para redigir obras tão convincentes quanto essa. Quase caio aos pés de Friedrich Hayek (genitor do Neoliberalismo), tamanha minha emoção! O precursor do 'Lulismo', (título dado a ele por mim tá??), esbanja graça ao relatar os primórdios da ascensão de Lula. Começa assim:(Once upon a time, bricadeirinha), "(...)CONTA-SE QUE UMA CERTA VEZ O ENGENHEIRO LEONEL BRIZOLA TERIA LEVADO LULA AO TÚMULO DE GETULIO VARGAS....E daí em diante não dá pra relatar, o estômago reclama, o suor da fatiga mental cai em grossas gotas, a aceleração da minha alma proletária gera em mim uma ansiedade fóbica...Estou pronta para degolar esse 'camarada'. Controlo meus impulsos. Vou retomar. Ele conseguiu reunir num só lugar (mundo das idéias), um latifundiário (VARGAS), com um retirante nordestino (LULA), olha o feito do homem, é um gênio! Atenção às falas (1):"(...)fazendo um governo que atende do banqueiro ao morador de rua...". Será que esse senhor já leu "O Manifesto do Partido Comunista?", é o mínimo que se exige de um sociólogo. Não, definitivamente ele não leu, ele colou nessa matéria. Como fazer um imbricamento como esse?? Como posso servir à Deus e à Lucifer ao mesmo tempo?? Tenho lido uma porção de idiotices dentro da minha ciência, mas essa foi a do ano. Esse senhor é digno do troféu 'BESTEIROL EDIÇÃO 2010'. Defende as esmolas do Governo, como Bolsa Família, o crédito consignado e o incentivo do consumo popular.Professor Singer o que para o senhor vem a ser redistribuição de renda??? Pense matematicamente: se fôssemos "re-distribuir" a renda (de forma justa) que a classe operária acumulou para o grande K, após o período ditatorial (veja, estou sendo muito boazinha, estou colocando um período relativamente curto, concorda???), V.Sa. há de convir comigo que esses 'bolsões de miséria' que seu governinho dá pra essa massa esfomeada, não seria de modo algum, necessários. O povo brasileiro pularia com um só pé, para 'o andar de cima'. E o senhor sabe que não precisamos de nenhum discípulo de Adam Smith para fazer essa conta, certo? A quem você pensa que engana com esse discursinho medíocre? Relata ainda que: "(...)nos lugares onde a aposentadoria representava o único meio de vida, havia um verdadeiro espetáculo de crescimento...". Espetáculo de crescimento???De que país estamos falando??? Vamos ao mensalão. O que pude observar toda esse 'franscicanismo às avessas', serviu de blindagem para o Governo Lula que sequer foi convocado para depor nas CPIs. Espertinhos não???? Seu governo está atolado na malediscência até os ossos. E ninguém falou mais nada. Estavam com a boca cheia do 'manjar burguês'. Farta-lhes ó Grande Zeus... Até aqui engoli todas as farpas desse senhor 'escriba da Super Estrutura'. Não me venha falar que a esquerda está morta, porque não está. Quando o senhor diz que:"(...)a oposição terá que falar a linguagem do lulismo para ter chances eleitorais...", o senhor comprova que é um profundo desconhecedor dos movimentos sociais que acontecem no Brasil. Nós não nos encurvamos para ler nas cartilhas 'burguesas', temos nossos próprios ideais, que divergem muito de toda essa sujeira que aí está, não nos prostituimos com o grande K, não vendemos nossa honra para o Grande Império do Norte. Somos conscientes da nossa derrota eleitoral, mas de modo algum matamos nossos valores morais e éticos, de modo algum nos vendemos ao grande K. Gostaria que o senhor tivesse um pouco mais de respeito com o partido Comunista Brasileiro. Há movimento do proletariado por toda parte,mas a sua burguesia nojenta sempre nos aplaca. Respeite-nos por favor. (Vou enviar todo esse texto para o seu E-mail). Suas teses não possuem consistência. Comprove-nos que todos os todos os setores periféricos e proletários que hoje possuem atuação política, estão totalmente à 'mercê' dos ditames lulistas. Prove-nos. O tripé de base do lulismo (como o senhor mesmo se refere), acabou de ganhar um 'pé' a mais: os seus escritos bajuladores. Nas cortes passadas havia o 'bobo' para distrair o Rei, hoje há o escriba puxa-saco.Desculpe-me, havia me esquecido que o Sr,é porta-voz do Rei.
Em tempo: NÃO TOME O NOME DO MEU SANTO TIME EM VÃO NOVAMENTE TÁ??
"-(...)Ao constituir, desde o alto, o povo em ator político, o lulismo retoma a combinação de autoridade e proteção aos pobres que Getulio encarnou...
-Empurrados pelas circunstâncias, o líder e sua base se encontraram: um presidente que precisava do povo e um povo que identificou nele o propósito de redistribuir a renda sem confronto...
-Em 2006, pela primeira vez, o andar debaixo tinha fechado com o PT, antes forte na classe média, numa inversão que define o realinhamento iniciado quatro anos antes...
-A aliança entre a burguesia e o povo, que ninguém mais achava que pudesse funcionar, se materializava diante dos olhos. Que o estádio do Corinthians em Itaquera não nos deixe mentir...." Fragmentos da 'obra' "Raízes Sociais e Ideológicas do Lulismo..."-ANDRÉ SINGER
"Sem sombra de dúvida, a vontade do capitalista consiste em encher os bolsos, o mais que possa. E o que temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites."KARL MARX
Oras, oras, eu não sabia que havia literatos/sociológos 'placa branca', para redigir obras tão convincentes quanto essa. Quase caio aos pés de Friedrich Hayek (genitor do Neoliberalismo), tamanha minha emoção! O precursor do 'Lulismo', (título dado a ele por mim tá??), esbanja graça ao relatar os primórdios da ascensão de Lula. Começa assim:(Once upon a time, bricadeirinha), "(...)CONTA-SE QUE UMA CERTA VEZ O ENGENHEIRO LEONEL BRIZOLA TERIA LEVADO LULA AO TÚMULO DE GETULIO VARGAS....E daí em diante não dá pra relatar, o estômago reclama, o suor da fatiga mental cai em grossas gotas, a aceleração da minha alma proletária gera em mim uma ansiedade fóbica...Estou pronta para degolar esse 'camarada'. Controlo meus impulsos. Vou retomar. Ele conseguiu reunir num só lugar (mundo das idéias), um latifundiário (VARGAS), com um retirante nordestino (LULA), olha o feito do homem, é um gênio! Atenção às falas (1):"(...)fazendo um governo que atende do banqueiro ao morador de rua...". Será que esse senhor já leu "O Manifesto do Partido Comunista?", é o mínimo que se exige de um sociólogo. Não, definitivamente ele não leu, ele colou nessa matéria. Como fazer um imbricamento como esse?? Como posso servir à Deus e à Lucifer ao mesmo tempo?? Tenho lido uma porção de idiotices dentro da minha ciência, mas essa foi a do ano. Esse senhor é digno do troféu 'BESTEIROL EDIÇÃO 2010'. Defende as esmolas do Governo, como Bolsa Família, o crédito consignado e o incentivo do consumo popular.Professor Singer o que para o senhor vem a ser redistribuição de renda??? Pense matematicamente: se fôssemos "re-distribuir" a renda (de forma justa) que a classe operária acumulou para o grande K, após o período ditatorial (veja, estou sendo muito boazinha, estou colocando um período relativamente curto, concorda???), V.Sa. há de convir comigo que esses 'bolsões de miséria' que seu governinho dá pra essa massa esfomeada, não seria de modo algum, necessários. O povo brasileiro pularia com um só pé, para 'o andar de cima'. E o senhor sabe que não precisamos de nenhum discípulo de Adam Smith para fazer essa conta, certo? A quem você pensa que engana com esse discursinho medíocre? Relata ainda que: "(...)nos lugares onde a aposentadoria representava o único meio de vida, havia um verdadeiro espetáculo de crescimento...". Espetáculo de crescimento???De que país estamos falando??? Vamos ao mensalão. O que pude observar toda esse 'franscicanismo às avessas', serviu de blindagem para o Governo Lula que sequer foi convocado para depor nas CPIs. Espertinhos não???? Seu governo está atolado na malediscência até os ossos. E ninguém falou mais nada. Estavam com a boca cheia do 'manjar burguês'. Farta-lhes ó Grande Zeus... Até aqui engoli todas as farpas desse senhor 'escriba da Super Estrutura'. Não me venha falar que a esquerda está morta, porque não está. Quando o senhor diz que:"(...)a oposição terá que falar a linguagem do lulismo para ter chances eleitorais...", o senhor comprova que é um profundo desconhecedor dos movimentos sociais que acontecem no Brasil. Nós não nos encurvamos para ler nas cartilhas 'burguesas', temos nossos próprios ideais, que divergem muito de toda essa sujeira que aí está, não nos prostituimos com o grande K, não vendemos nossa honra para o Grande Império do Norte. Somos conscientes da nossa derrota eleitoral, mas de modo algum matamos nossos valores morais e éticos, de modo algum nos vendemos ao grande K. Gostaria que o senhor tivesse um pouco mais de respeito com o partido Comunista Brasileiro. Há movimento do proletariado por toda parte,mas a sua burguesia nojenta sempre nos aplaca. Respeite-nos por favor. (Vou enviar todo esse texto para o seu E-mail). Suas teses não possuem consistência. Comprove-nos que todos os todos os setores periféricos e proletários que hoje possuem atuação política, estão totalmente à 'mercê' dos ditames lulistas. Prove-nos. O tripé de base do lulismo (como o senhor mesmo se refere), acabou de ganhar um 'pé' a mais: os seus escritos bajuladores. Nas cortes passadas havia o 'bobo' para distrair o Rei, hoje há o escriba puxa-saco.Desculpe-me, havia me esquecido que o Sr,é porta-voz do Rei.
Em tempo: NÃO TOME O NOME DO MEU SANTO TIME EM VÃO NOVAMENTE TÁ??
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