quinta-feira, 18 de julho de 2013

TOQUES DO MEU AMOR

Ao meu Amado...
 
 
 
Nas sombrias noites solitárias, eis que Tua presença surge como raios celestiais, me tocando em lugares deliciosos...esquiva-se de mim toda a nostalgia que me traz a vontade de vê-lo (sempre de longe, às vezes somente pelas costas, e assim mesmo são os mais doces momentos que meus olhos podem presenciar nessa angustiante existência...como gostaria de  vê-lo, mesmo de longe... sempre das escadarias altas que me separam de ti, dos desertos abissais que  te levam de mim, pouco me importaria de galgar infernos para ter-te, enfrentaria todos os demônios por ti, defender-te ia se preciso fosse diante da minha Divindade para salvar-te, arruinaria minha medíocre existência para vê-lo feliz..  oh doce Amor!!) sinto-te de perto, toco a tua boca com um dedo, toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se, pela primeira vez, a tua boca entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para fazer tudo recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha  mão escolheu para desenhar,  uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade, e que, por acaso, coincide com a sua boca, com seu sorriso. Sua insubstituível boca, seu insubstituível rosto, seu insubstituível ser...
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Uma grande razão

 
 
Para você, meu doce, eterno e insubstituível Amor!
 
 
Talvez eu seja um pouco de tudo que já li...Um pouco de tudo o que meu olhar já apreendeu do mundo...Um pouco das belas músicas...
Um pouco daqueles que me são queridos...Um pouco de múltiplos sentimentos e algumas fraquezas...Talvez eu seja um pouco do que tu deixas em mim...mas, em essência, o muito da minha essência é composto do tudo que és para mim...e é algo delicado...misterioso..
(de mim que sempre te amarei)
 
 
 
 

 
 
 
 

you are welcome to elsinore

 

Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
... do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras, surdamente,
as mão e as paredes de Elsinore

E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar


(Mário Cesariny, in Uma Grande Razão)

sábado, 6 de julho de 2013

Umbrais do paraíso


Gosto dos sacrifícios feitos em nome do Amor que possuo...a dor...o prazer solitário...a solidão..
Me transformas sempre em alguém que gosta de gostar... gosto de gostar das coisas...das pessoas, dos lugares, dos momentos que penso em ti...gosto de cui
dar, de proteger, de acarinhar...gosto desse gostar...Esse Amor leva-me ao mundo do gostar..há algo lá que não há aqui...Você..posso sentir o seu cheiro, o toque de tuas mãos, tuas carícias me levando ao paraíso das volúpias...gosto de tudo...gosto do resto..ouço o som dos teus sussurros...na sinfonia da tua voz, descanso o meu espírito..teus olhos trazem o mar...gosto de ínfimo como se gigante fosse...gosto do nada pois tu és tudo para mim..teu brilho trouxe o sol...coisas pequenas tornaram-se grandes..o nada se perde no tudo que tu és...tens o sentido da vida e o sabor da existência..
A ti levanto meus altares..pouco abaixo tu ficas da minha Divindade..Ela se enfurece, tem ciúmes de ti..Mas Deus, não te aborreças, tu me deste esse Amor...fique em paz!
Gosto de mim, gosto de ti..gosto de gostar desse Amor...Tu tens a raridade dos seres celestiais..tens o calor dos anjos dentro de se...Tiras o peso do meu mundo e o carrega para si..leva contigo a minha dor...colocaste sobre mim o doce-amargo desse amor..à noite traz teus calorosos beijos..mas estou abandonada pela manhã..meu devaneio se foi com a última nuvem..sobre meus ombros pesa a cruz desse Amor..mas tu tens o poder de abrir o mundo com o brilho dos seus olhos, denuda-me a beleza..suas frases soam como poemas...sua imaginária presença me traz a paz...refugio-me sempre no seu peito para escapar do infortúnio existencial..desafia-me a morte, mas esse Amor me fez imortal...seus braços são como ondas do mar, cadentes e pingentes. Tu não se deixa apanhar, apenas cativar..tu estás nas cartas que guardei na gaveta, nos desejos que sufoquei..tu estás em todos os meus lugares...gosto de gostar de ti, e apesar de não conseguir prendê-lo, beijá-lo, protege-lo, continuo te amando bem de perto...bem aqui, dentro de mim. gosto de amar você...estás dentro de mim como se fosse o próprio movimento do seu corpo e na minha carne rasgada ... sinto o bálsamo desse amor a curar-me de todas as feridas...e no teu dorso nu escrevo o meu verso em pura solidão acontecido.. transformo-me nas coisas que tocaste..gosto de amar você..(oh metade de mim)..

 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

                                               (Angústia - CANDIDO PORTINARI - 1950)

Ferimentos sangram, licores imaginários.... o amor é a causa.

"Não paramos de amar o que um dia amamos. Gostaria de acreditar que de peça em peça, um certo dia, construiria seu rosto como num jogo puzzle. E não precisaria mais procurar. ...No entanto, em termos de imagem total só tenho a última, e ela não apaga as precedentes. Como num filme, e em meios a devaneios, vislumbro todas as imagens que sempre construí para mim. Meu amor atado a ti. Mesmo os sonhos fazem parte de um mundo real. Possuimos um mundo de figuras reais. Nenhuma figura é esquecida, nenhuma nos retém. É o que faz nossa vida não ser uma sucessão de fracassos, mas uma construção incerta inteiramente destinada ao amor. Guerras são travadas, solidão contra solidão. Feridos enfrentam outros feridos, o amor é a causa. O que desejamos no outro não é o fato de compartilhar conosco o mesmo ferimento, é o de ele ter encontrado o mesmo remédio. O amor é quando cada um acredita que o outro encontrou um remédio diferente, que vai curá-lo. Amar-te traz a cura para chagas profundas..Amar-te faz com que esqueça as dores da indiferença...Amar-te me faz melhor..Mesmo que venerando apenas imagens..Minhas feridas contigo se vão...O fato de de ignorares para sempre, não muda a história do amor que sinto por ti...quisera eu que sua indiferença ou até mesmo o total desconhecimento que tens por mim, fosse capaz de extirpar esse sentimento que trago no peito...há tempos estaria eu livre dessa dor...
                                                (Angústia - CANDIDO PORTINARI - 1950)

Ferimentos sangram, licores imaginários.... o amor é a causa.

"Não paramos de amar o que um dia amamos. Gostaria de acreditar que de peça em peça, um certo dia, construiria seu rosto como num jogo puzzle. E não precisaria mais procurar. ...No entanto, em termos de imagem total só tenho a última, e ela não apaga as precedentes. Como num filme, e em meios a devaneios, vislumbro todas as imagens que sempre construí para mim. Meu amor atado a ti. Mesmo os sonhos fazem parte de um mundo real. Possuimos um mundo de figuras reais. Nenhuma figura é esquecida, nenhuma nos retém. É o que faz nossa vida não ser uma sucessão de fracassos, mas uma construção incerta inteiramente destinada ao amor. Guerras são travadas, solidão contra solidão. Feridos enfrentam outros feridos, o amor é a causa. O que desejamos no outro não é o fato de compartilhar conosco o mesmo ferimento, é o de ele ter encontrado o mesmo remédio. O amor é quando cada um acredita que o outro encontrou um remédio diferente, que vai curá-lo. Amar-te traz a cura para chagas profundas..Amar-te faz com que esqueça as dores da indiferença...Amar-te me faz melhor..Mesmo que venerando apenas imagens..Minhas feridas contigo se vão...See More

sexta-feira, 21 de junho de 2013



                                             Ao meu grande Amor no seu dia....


 
 
'Se me obrigassem a dizer porque o amava, sinto que a minha única resposta seria:"Porque era ele, porque era eu." - Montaigne
 
Eternamente
 
 
 
 




                                                         A ti meu Amor, no seu dia...

'Se me obrigassem a dizer porque o amava, sinto que a minha única resposta, seria: "Porque era ele, porque era eu." Montaigne

Eternamente feliz porque agraciada fui pela minha bondosa Divindade
Com este denso e eterno Amor, que mesmo sem nenhma reciprocidade,
faz de mim a mais viva das criaturas...como se nas minhas veias transcorresse
a seiva da existência..Tu tens o poder de morte e vida sobre mim...sua indiferença
leva-me ao Hades e lá convivo com espíritos sombrios...o teu solene existir, transformado
no Ser que tu és para mim...faz jorrar cá dentro uma fonte inesgotável de felicidade...
Sinto-me feliz pelo fato de coexistires comigo numa mesma dimensão da vida...mesmo sabendo
que desertos abissais nos separam...mas esse Amor...esse intenso e doce Amor...traz você até mim...
Tu me tornas imortal pelo poder que tens de despertar em mim esse eterno sentimento
que guardo por ti...Feliz pelo seu dia meu Grande amor...
(Muito me honrarias grande Amor ser digna da sua amizade, mas se isso nunca for possível,
contentar-me-ei em amar-Te sempre daqui, do fundo do meu coração!)

domingo, 16 de junho de 2013

 
A chuva trouxe você...
 
 
 




Porque do Amor também se vive..e, também se morre...
Gosto quando falas do amor, quando citas a amizade...oh! fala-me tu da distância entre o ardor das línguas e a asfixia dos corpos!
fala-me tu do Amor e desse desejo que arrasta a proximidade e que anula todos os intervalos em pequenas existências que de tão insignificantes desaparecem numa doçura e amargura. Sorvo pensamentos em ti tal como manjares...trago os goles do absinto da tua eterna indiferença...
conta-me do constante faz e refaz, de ressuscitar e morrer, de adormecer e sonhar, do conforto da luz dos dias na realidade que nos mata. Por que do Amor também se morre e também se vive?
encostarei a cabeça no seu (imaginário) peito para que te ouça..ouvir os sussuros da tua alma..as dores que te ferem..o amor que tu amas...sequeer importando que eu sofra com isso...queria te fazer bem...morreria muito, mas gostaria que um amor te fizesse bem...com a chuva você veio...me inspirou..e tudo o que posso fazer é pedir à minha Divindade por ti oh meu grande Amor..a chuva foi-se te deixou aqui...vou cuidar de ti..como gostaria de cuidar de ti...

segunda-feira, 10 de junho de 2013



Oh meu impossível Amor!!
(Jamais, nunca poderá ser substituído, és único, és eterno, és dádiva da minha Divindade)
 
 
 


Tudo o que tenho para te dizer jamais será dito, pois sentimentos não podem ser traduzidos em palavras. Talvez ecoem como gemidos da alma.As palavras não se separam dos corpos, porque apenas o tempo se move. Mas o Amor esse não!Meu Amor perpassa o Universo. Não se mantem no soma. Não há tempo capaz de exterminá-lo.Pertence à eternidade. Ah insólito Amor. Não há prazer ou volúpia, sequer os melhores espasmos orgásmicos, podem a ele se comparar. Você, sim você grande Amor. Tudo se resume em ti. Tens o poder de compactar em ti o mais nobre e o melhor que há em mim. Se de mim for retirado esse Amor, nada mais restará que valha viver. Pois tu grande Amor é a causa do desejo pela existência..
Tudo o que tenho para te dizer é o que ainda me faz ter-te. Não exijo a dança imóvel das coisas, adoraria o toque, e depois o arrepio, mas contento em contemplat-te. O idioma da carne é o poema.
Tudo o que tenho para te dizer não consigo dizer. Que me arranca aos órgãos, que me colhes de apogeu; que me dói, sou mero fragmento e sentido inteiro. Que nã...o há papel onde te caibas em letras. Meu Amor está para além de bondade, justiça ou prazer...superou a banalidade e a futilidade da linguagem...não pode mais ser expresso...apenas sentido...
Tudo o que tenho para te dizer não se diz".






sexta-feira, 7 de junho de 2013

 
No silêncio do meu Amor...Á tu e tão somente tu, grande Amor!
 
É no silêncio que te amo..é no silêncio que escuto a sua voz..
Não é o silêncio de quem não tem nada para dizer, ou de quem já disse tudo. Não é o silêncio do desprezo ou da indiferença.
Este é o silêncio que faz a diferença. É neste silêncio que mora meu sagrado afeto por ti..É neste silêncio que mais me atento para te ouvir ...
É neste silêncio que as nossas conversas são intermináveis.
Mesmo sabendo que nunca se dirige a mim...não são para mim suas palavras e sequer seu pensamento...Não conteria tamanha felicidade num tão limitado corpo e numa tão frágil alma...
Tu pescas e eu arranjo as redes, apanho sempre os seus peixes jogados no caminho...
Sabendo que sorvo todas as migalhas que caem do banquete do vosso conhecimento..
Isso me honra sempre grande Amor... 
 
 

                               DUALISMO BURKEANO Edmund Burke. Dublin, Irlanda. (1729-1797). Filósofo conservador/liberal. Discípulo d...