quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Você foi, é e será amado eternamente


És amado por mim desde o primeiro momento que o vi
O tempo para mim atemporal
Não potencializou o esquecimento
Amo-te como fostes, como és e como vira ser


domingo, 20 de setembro de 2015

"Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra"

Pablo Neruda

sábado, 18 de abril de 2015

TALVEZ O ESQUECIMENTO


"Esqueço-me
de mim, quase sempre. Mas ontem foi de ti que me esqueci. De pensar em ti. Em nós. No que não aconteceu e no que gostaria que tivesse acontecido. Em como seria se os nossos lábios um dia se tocassem, ou se eu me pudesse deixar enterrar nos segredos dos teus olhos. Ontem esqueci-me de tudo isso. O que é muito bom. Talvez amanhã te acabe de esquecer. Talvez amanhã, olhar para ti deixe de doer. Talvez."

domingo, 18 de janeiro de 2015

Sonhos..


e sim... nos meus sonhos como eu gostava de estar perto de ti.
"…sim, o meu corpo chama-te todos os dias e todas as noites
encosta-se à saudade e procura o teu quente
consigo sentir-te muitas vezes
não sei se é de te querer tanto
se é da falta que me fazes
porque as duas coisas são iguais, são grandes.
será antes de mim e do meu amor.
sabes que já te construí dezenas de vezes, no escuro,
abraçada à noite como se fosse a ti.
sabes que te construo todos os dias, só para vires dormir comigo abraçado a mim e
…sim acredito que és tu.
 




sabes por que é que eu sou capaz de acreditar nisto?
acho que é por te querer tanto.
ou da falta que me fazes
ou será antes de mim e do meu amor  porque as três coisas são iguais e são grandes."

    (by desconhecida)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Amor: o reverso da esfinge

há mulheres que ignoram
as armadilhas do amor
como quem se recusa
distraída
à religião dos sangramentos mensais

há mulheres que soletram
tranquilas
a sonoridade de um não
e deixam para trás o arregalar de olhos
que apostam em sentimentos de culpa
a dor da não correspondência
estas mulheres
acostumaram-se a acariciar no peito
as facas cegas
com que matam amores utópicos

sabem
embalar a si mesmas
em insubornáveis celofanes coloridos
e a cada manhã
dão-se de presente
a quem nunca lhes foi companhia..

 desconhecida

domingo, 7 de setembro de 2014

FOR EVERYONE



In life, you will realize there is a role for everyone you meet. Some will test you, some will use you, some will love you, and some will teach you. But the ones who are truly important are the ones who bring out the best in you. They are the rare and amazing people who remind you why it’s worth it.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Alma de Perséfone


Persephone...surreal, meta metafísico, meta fenomênico, excitante, adorável, volupioso..para as almas perdidas como a minha...

It's because I love
(é porque amo)
It's because I love Iam
(Por que eu amo quem eu sou, e por isso sou)
It's because I love I labor, explosed between heaven and earth
(é porque amo que meu trabalho se dá entre a terra e o paraíso)
Hades transforms my pain into pleasure. finds salvation in my certain ruins
(Hades transforma minha dor em prazer e encontra salvação em minha ruína)
Consumed by Hades I have no time to consider my labor
(consumida pelo Hades eu não tenho tenho para considerar minha luta)
Consumed by the time I have no means to remember how I was brought to this state
(consumida pelo tempo eu não tenho motivos para lembrar porque fui trazida para este estado de ser)
I have no means to remember myself
(não tenho motivos para lembrar de mim mesma)

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A DÁDIVA DO ÓCIO



Não tenho palavras. Não gosto de poupar palavras. Nunca gostei. Hoje estou tão cheia de sensações. A  sensação de sentir-te por perto. Aquela tão vertiginosa, mas tão convidativa. Tu… nunca me observa. Eeu te vejo.Vejo-te cá n’alma... horas, dias..meses…talvez séculos. Mas fisicamente, hoje ainda não te vejo. O fenomênico funde-se ao abstrato. Tu. Outra vez tu! Só podias ser tu. Também não queria que fosse mais ninguém.
Estivesses como estivesses.  Desejaria que ali estivesses. E eu fui a menina feliz, aquela a quem lhe foi dado o balão  maior. O amor maior. Aquele com mais cor. Com a cor-de-rosa e tudo. A minha cor preferida.
As minhas entranhas, os meus lábios, tudo o que me rodeava resumiu-se ao sabor da tua essência. A tua. Aquela que só eu vejo.
Amar-te não é segredo...
Tu és…És tanto….és a minha paixão tão assolapada quanto impossível!
És diferente. És o imprevisto mais meigo que conheci. És…. O tal que me desnudaria, o tal que me arrebataria o coração e me levaria para longe!
Onde fica esse longínquo  amor?  Está aonde nunca fui e tenho vontade de voltar? Porque volto sempre aos lugares que nunca fui..
Um efêmero eterno...Uma eterno efêmero... E nós já fomos tão longe! Longe?  Um desconhecido sítio favorito.. E o nosso longe é tão perto. E o nosso perto abismal! É tão intrigante. Tão meu e tão desconhecido. Há sempre um odor que salta das tuas veias humanas...Aquele que me persegue.
Ainda ontem eu dizia:” Um dia tu vens e ficas…” !Mas será que alguma vez foste real? Para mim?  Nunca.. Tão nunca que  te sinto em mim. Agora. Permanentemente. O cheiro, o toque, o teu olhar, a tua indiferença.
Saberás lá tu o que é marcar a indiferença. Sim tu o sabes.  Saberás lá tu que a tua indiferença vive em mim. Saberás lá tu que tenho sonhos diabólicos contigo. Sonhos a dormir! Daqueles em que acordo úmida, molhada, a suar, assustada, extasiada. Por vezes  confusão. s meus sonhos. Saberás lá tu dos sonhos acordada, dos sonhos que me “assombram”? Dos tormentos existenciais que me cercam?  Aprendi agora que a sapiência não supera certos órgãos. Muito menos o vital.
Saberás tu dos sonhos. Das utopias? Saberá alguém a cor das minhas doloridas sagas?
Saberás tu o quanto vale para mim?   Saberás?
 Não queres ouvir falar de amor, e eu muito menos quero falar-te dele. Porque o amor às vezes tem umas armadilhas estranhas.  Entranhas do Seol.   Entranhas espirais. Direcionadas ao abismo.  A minha queda é direcionada ao sepulcro...  estranha entranha embebida  com um absinto  estonteante. Chega a ser perturbante, mas isso pouco importa. É a ti que dedico esse Amor. Às vezes dói. Mas... É um facto. Também sei que isso pouco ou nada me valerá.  Não me preocupa resultados... fujo de todos...fujo da intencionalidade..
E se reparar que o êxtase que sinto supera todo o meu turbilhão de emoções? Valerá de muito? Ou não me valerá de nada?
Tu sabes que sou uma “menina” de emoções. E também sabes que o teu nome há muito que passou a fazer parte da lista delas. Da lista mais gritante… aliás. Como se fosse preciso dizer.
Gosto de ti. Gosto mesmo de ti. Gosto de ti enquanto escrevo. Gosto de ti deitada na cama onde nunca me possuíste!
  Karem Regina Costa

domingo, 20 de julho de 2014

POEMA DO ÓCIO II

Quero apenas amar-te lentamente
Tal qual o vento que transforma as rochas
Sempre de forma constante
Como o ininterrupto pulsar da veia
Como se o tempo a mim pertencesse
Sem as aflições das barganhas de amor
Sem o equivocado desejo da reciprocidade
Longe, muito longe, das feiras dos sentimentos
Longe da fantástica racionalidade mas  perto do real irracional...
Quero amar-te como se o tempo fosse meu
Como se  meu  tempo  fosse eterno...
Manipulando eras, brincando com Cronos...
Mas todo o tempo, todo o tempo é pouco

Talvez sequer haja tempo
Iniciei o diálogo com o 'tempo'...
Não houve jeito, o tempo perdeu-se no devir das horas
Casou-se com a deusa Prado
Um milhão de vezes tentei falar-lhe
Mas o tempo....
Desde então tenho me fatigado todos os dias
Vestindo e despindo e arrastando amor, sombras e eternidades....
Tempo que escoa sempre longe de mim...
Karem Regina Costa  - 05/12/2011

sábado, 12 de julho de 2014

Hasta la vista nacionalismo..

E agora  José?!  Retiraremos as bandeiras dos nossos carros? Esqueceremos a letra do hino? E o tal patriotismo das camisetas amarelas? Encerra-se aqui o espírito cidadão na nação brasilis. Eis que adentra a era da apatia política! Não há esperança para a desalienação dos alienados, que após alguns instantes de 'flashs nacionalistas', retornam agora ao 'berço esplêndido' do qual na realidade nunca sairam..



“As coisas mais importantes (...) que podemos saber a respeito de um homem é o que ele admite como certo,  e os fatos mais elementares e importantes de uma sociedade são os que raramente encontram discussão e que em geral são vistos como estabelecidos.”(WIRTH, Loius -  ‘Preface’ a Karl Mannheim. Ideology e Utopy. New York, Brace & Tramp; World, 1936)




                               DUALISMO BURKEANO Edmund Burke. Dublin, Irlanda. (1729-1797). Filósofo conservador/liberal. Discípulo d...