domingo, 27 de abril de 2014

Fiat Lux!






“Isso significa que tomei consciência do fato de que não era mais possível se contentar em ser espectador”(Entrevista concedida por Hannah Arendt a Gunter Gaus (Was bleibt? Es bleibt die Matterprabe., le 28 october 1964).
         
   






 O cacique ianomâmi descobre  depois de algumas décadas (1967), que seu povo trocou material biológico por ‘bugigangas’. Horrorizado, pede de volta os tubos de sangue, fluidos orgânicos, sêmen, secreções vaginais etc. Quando questionado sobre a demora para que tal decisão fosse tomada, ele responde: ‘é que agora eu SEI, E ISSO MUDA TUDO!. Se nenhuma atitude eu tomar para ressarcir meu povo de tamanha ofensa, serei tão canalha quanto os ‘brancos’ que os ofenderam!
  


O promotor público eleitoral Eduardo Augusto Cabrini confirmou nesta terça-feira (25) 
que encaminhou recomendação administrativa à Câmara de Vereadores de Apucarana
 no sentido de suspender a votação do projeto que concede título de cidadão honorário 
ao deputado federal André Vargas (PT).


  Poizé!  Passei algum tempo pensando no feito maniqueísta dos pesquisadores  e no comportamento heurístico do indígena, eis então que me veio Fiat lux: EU SEI, E ISSO MUDA TUDO! Sou completamente inocente diante dos fatos desconhecidos. On the other hand, sou tão maléfica quanto qualquer criminoso, quando, conhecendo o mal, não o denuncio ou compartilho dele. Talvez aqui esteja o que chamamos de ‘erro inicial’. A inocência deu lugar à sapiência. Desconheço, logo sou inocente. Se conheço sou responsável pelo conhecimento.  Abrindo minhas mensagens eis que me deparo com mais um disparate ocorrido na terra brasilis. Apesar dos noticiosos a respeito da conduta do digníssimo Deputado petista André Vargas, os vereadores da cidade de Apucarana, decidiram honrar o tão nobre deputado com um título honorífico.  Minha indignação indignou-me! A idiota aqui se indigna. PQP, será que não conheço a terra que piso? O que poderia eu esperar desse lugar eivado de corruptos? Espero eu alguma atitude ‘virtù’ de qualquer ser desse ‘ethos’ manietado aos interesses elitistas? Onde o privado prevalece ao publico. Onde o correto é se dar bem em tudo. Onde o júbilo de um povo reside na conquista de uma merda de campeonato de futebol. (Torcendo desde já para que o  ‘zé povinho’ se foda em eras da Copa,a derrota me levantará volúpias sexuais) . Bem, após destilar o veneno usual e voltando à realidade,  percebi então que os ‘honrados’ edis vizinhos provincianos da tranqüila e pacata cidade de Apucarana deixaram-se possuir pelo espírito político de Hitlodeu. A única saída digna para as pobres almas perdidas, seria o exorcismo vaticanista. Para nós habitantes do Seol, resta-nos rezar para que não nos atinja o mal da ignorância ignorada. Fiat Lux! quando o abismo da incoerência comportamental nos cercar. Fiat lux! Quando as trevas da arrogância cegarem nossos olhos do ‘hominen humus’ que somos. Fiat lux! Quando a  ambição corroer nossos valores morais. Fiat lux! Quando os interesses privados prevalecerem sobre os interesses públicos. Fiat lux!  Agora e na hora que formos votar, amém! 









sábado, 29 de março de 2014

Hostis humani generis




“...um  burguês, com toda a aparência de respeitabilidade, todos os hábitos de um bom pai de família, que não trai sua esposa e busca ansiosamente assegurar um futuro decente para os filhos; e ele conscientemente edificou sua novíssima organização do terror cobrindo todo o país, sobre a suposição de que a maioria das pessoas não é constituída nem de boêmios, nem de fanáticos, nem de aventureiros, nem de maníacos sexuais, nem de sádicos, mas antes de tudo de empregados e bons pais de família.” (Hanna Arendt-Karl Jasper correspondence 1926-1969)

     A imbecilidade humana aliada ao mau caratismo, tem feito deste país, um inferno prá lá de hediondo,  o sentimento de ignomínia leva ao descrédito aqueles que ainda acreditavam que este lugar poderia um dia possuir alguma honra, alguma dignidade. Honra? Dignidade? Quão idiotas somos quando sonhamos com tal acontecimento!  O 'patrono' absoluto das  sandices e patologias mentais provindas da aristocracia doente e sedenta de poder,  está novamente em evidência. Em seu último surto psicótico, o admirável Sr.EICHMANN (versão tupiniquim), Jair Bolsonaro, defensor de torturas e crueldades(práticas que devem levá-lo ao ápice sexual), joga novamente o sentimento democrático dos anos pós ditatoriais, numa latrina fétida onde são depositadas quase todas as ações do Congresso nacional deste miserável país.  'Num gesto de provocação, porém, a bancada dos saudosos do regime militar forçou a barra para obter espaço para suas ideias fascistas no Congresso Nacional e conseguiu a complacência da mesa da Câmara Federal, presidida pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)' Pragmatismo Político - Altamiro Borges.
      Ó, quão bom é estarmos cercados de pessoas imbuídas de tão nobres sentimentos, dotadas de uma personalidade altruistica comovente!! Grandes burocratas investidos de conceitos éticos e morais de fazer inveja ao grande clero vaticanista!! Adoro meu humor negro. Amo o meu sarcasmo! Repugnantes senhores, nos lembram os 'nazi'. Vermes patéticos travestidos de 'bons cidadãos', que não desejam nada mais do que a livre expressão concedida pelo regime democrático. As miíases discursam, os hipócritas aplaudem, afinal eis a manifestação da Democracia! Salve nossa 'in' sanidade mental! Regime democrático? Asqueroso ser sou eu quando analiso este lugar dentro de uma perspectiva democrática. Democracia?! esse totalitarismo traveco/fanfarrão, engodo máximo para a população brasilis.! População brasilis... que se  debruça nos parapeitos do assistencialimo, que cultua as 'benéfices' de um bocado de coisa alguma, que presta homenagem àqueles que os mantêm  escravos de uma patermalismo patético. Tudo está sob a fito do engano. A mentira é a nobre soberana. Permeia todos os cantos dos palácios. A mentira da saúde, da segurança,  a mentira de uma educação democrática onde a acessibilidade leva a lugar algum (porque na realidade não há caminhos acessíveis para a prole). Não há espaço para a gentalha votante. Porque não há lugar para todos! Tomem o naco da ração diária e sintam-se felizes por pertencerem à existência! Saibam que é assim que as coisas são! E, assim sendo, devem permanecer onde sempre estiveram: na periferia da existência! Sintam-se honrados, pois há um lugar para vocês!
    Voltando à realidade, sabemos que não há cura para as chagas dos miseráveis!! Mas há a mentira dos discursos  assistencialistas.  Há os seus intelectualóides de merda, cujas teses não dão sustentação para suas bambas pernas existenciais, cujos 'papers', servem tão somente para serem usados por eles em seus luxuosos 'toilettes' (nossas obras não atingem a realidade, foram escritas para um mundo que não é o nosso!). Há a ilusão do futebol... a doce heroína chamada futebol...entorpece... corre nas veias dos idiotas,  faz com que os imbecis vejam o maravilhoso 'yellow submarine', levam nos a transar com Lucy in the sky with diamonds, leva ao orgasmo uma população de alienados e idiotas fracassados..FODA-SE A COPA!!!  Depois de tal 'abertura' da Camara Federal, não há mais a esperança de uma justiça justa. Somos regidos agora por carrascos nazistas que nos transformam constantemente em cinzas quando o assunto é cidadania. Somos regidos por políticos desprovidos de qualquer senso de valor humano, onde o que prevalece é satisfazer sua interminável ânsia pelo poder. Somos regidos por um sistema que nos condena dia a dia à dislexia dos nossos direitos. Homens que têm por missão o extermínio da dignidade de um povo. Não há mais culpa. Suas consciências estão cauterizadas pela defesa de interesses próprios. Sua responsabilidade é reduzida e amenizada quando julgados os seus atos pelos seus párias. Somos reféns na clausura de um sistema mórbido. Desse Auschwitz chamado Brasil! Que nos mina a liberdade. Que cala a nossa indignação. Não há mais esperança em um sistema educacional emancipador. Não há mais esperança numa autonomia cidadã. Não há mais esperança...O desespero corre pelas ruas, cruza as avenidas, assola os morros mas nunca atinge os palácios da aristocracia que protegidos e legitimados estão com a benevolência dessa amorfa massa de acéfalos humanóides. A única esperança é que haja aqui um tribunal  semelhante ao de Nuremberg, onde os crimes cometidos contra uma nação sejam crime cometidos contra a humanidade!!! Porque não há crime maior do que aquele que mata a dignidade humana, priva os indivíduos da liberdade e os mantêm sob as 'botas' do fétido assistencialismo,  e esses crimes são cometidos constantemente no Brasil! UM SALVE PARA OS NAZI POLÍTICOS BRASILEIROS!! E VIVA A COPA!!!!!




'...a docilidade desse tipo, já era manifesto no período inicial da 'coordenação' (Gleichschaltung) nazista. Ficou claro que por causa da sua pensão, seu seguro de vida, a segurança de sua esposa e filhos,  tal homem estava disposto a sacrificar suas crenças, sua honra e sua dignidade humana...A única condição colocado por ele era que pudesse ser completamente eximido da responsabilidade de seus atos.! ARENDT. HANNAH. 'Organized guilt and universal responsability' in: enssays in Understanding - 1930-1954 p.128


domingo, 2 de março de 2014

Ralé, a meretriz do poder


‘A ralé é fundamentalmente  um grupo no qual estão  representados resíduos de todas as classes. É isto que torna tão fácil confundir a ralé com o povo, o qual compreende todas as camadas sociais. Enquanto o povo (...) luta por um sistema realmente representativo, a ralé brada sempre pelo homem  forte, pelo grande chefe. Porque a ralé odeia a sociedade da qual é excluída e odeia o parlamento onde não está representada. (ARENDT, Hannah. O sistema totalitário, pg.55)



Lá vem ela, a bela meretriz! Seu olhar está voltado para o poder. Seus passos caminham para o ‘calabouço’ ‘a/in moral, ao qual está condenada pela determinação do seu caráter escravo. Seus amantes a refutam, mas mesmo assim lá está ela, a implorar algumas horas de prazer onde o cálice do gozo não é nada mais do que a satisfação de insignificantes caprichos (peculiares às putas). A tão proclamada Democracia tem sido alvo constante do crescimento dos filões da miséria.  O tão temido totalitarismo está  travestido de rótulos dos programas assistencialistas. Paira no ar um certo ar de benevolência, de um governo voltado para as causas dos desfavorecidos sociais. O atual 'despreendimento' governamental, é algo de fazer inveja à Madre Teresa de Calcutá  (se viva estivesse). É comovente a solidariedade 'humana' dos 'pátrios  hermanos' do andar de cima. Programas simpáticos, acolhedores benefícios os quais  submetem a ralé (termo utilizado por Hannah Arendt para descrever as ‘gentes’ que evocam o Grande Irmão, cultuando-o como o Salvador) à  aceitação dos desmandos do poder. Essa ‘gente’ medíocre pertence às mais diversas classes. Não é tão somente a ‘gentalha’  do bolsa (qualquer coisa...pro inferno com essa gente!!), a decrepitude aristocrática também encabeça essa lista, os ‘burgueses de fachada (ratos rasteiros), que circulam como ‘(vencedores) nas colunas sociais e nos grandes palácios. Elas com seus vestidos ‘fashioned’ (falsa e porcamente copiados das grandes griffes), ainda conseguem despertar olhares invejosos das ‘marias-fundo-de quintal’ que nunca conheceram  o bom corte. Eles,  (que usam Black tie), esnobam orgulhosamente suas taças com romanée-conti,, gentilmente ofertadas pelo anfitrião a quem devem tudo, principalmente falsas honrarias e bajulações subservientes. Mas como odeio a ‘ralé’  por alimentar esse travecão chamado Democracia (que no fundo não passa de um totalitarismo legitimado pelas ‘gentes’ e ocultado por belas siglas partidárias) não posso deixar de destilar minhas palavras ácidas e hostis, para uma gente que não é gente, talvez protótipo de coisa nenhuma . É uma meretriz nojenta, deita-se com qualquer ‘um’, satisfaz o primeiro que a satisfaça. Faz demorados ‘boquetes’ nos ‘viris detentores do poder. Seu interesse é manter no comando aqueles que deitam sobre ela alguns respingos da mesa opulenta na qual se fartam. A ralé é uma puta podre, não tem a dignidade de uma meretriz que preza por sua integridade moral. Sim, as putas têm moral, possuem caráter, mas a ralé, a ralé nâo. Contenta-se com qualquer coisa, por mais desprezível que seja, desde que venha do poder. Oras, tudo pela valsa no salão! Os holofotes  is ‘on’, a mídia também! ‘Putona’ e vendável (pacotes incluindo a mãe e a pussy) .Meu do asco pela ralé é incontrolável, repulsa total!  A ralé , é responsável por governos ditos ‘democráticos, mas que no descortinar da realidade, são verdadeiros tiranos sanguinários, que tudo fariam para se manter no poder.  Admiremos pois o ‘sorriso maternal’ da presidenta. A mãezona abraça os pobres com sua ‘fraterna’ política assitencialista,  engoda-os (são totalmente vulneráveis psicológica e socialmente) com ‘benefícios’ que os mantêm cada dia mais longe da tão sonhada alteridade cidadã.  Sempre mais acorrentados nas estruturas superiores que os subordinam. As reuniões da tão ‘abençoada Secretária de Assistência Social, mais parecem confraternizações de senhoras inglesas ‘preocupadíssimas’ com  a ‘in’ condição humana dos desvalidos. É extremamente comovente ver aquelas  Distintas Senhoras ‘tão  preocupadas’ com as causas do Outro. Realmente algo enternecedor.  Falam meia dúzia de asneiras políticas (descarrego de consciência), torcem o nariz para a verdadeira  realidade social,  falam dos péssimos costumes dos maridos, a última novidade de sapatos no shopping,  do capítulo anterior da novela ,discorrem das suas viagens ao exterior, trocam receitas, falam mal da vizinha 20 anos mais nova, retocam seus batons, tomam chá de damasco com cookies ingleses, retocam sua make-up, e vão embora com o sentimento de dever cumprido.  Enquanto isso nos bastidores do poder seus maridos se deitam com as mais performáticas ‘damas do sexo’.  Pago constantemente os valores destinados ao maldito Bolsa pqp, o tal PMTR, o auxílio natalidade (de uma prenhêz que não é minha) sustento diariamente uma prole impotente, atrelada ao vômito do assistencialismo, que abdica do seu potencial humano, do seu caráter empreendedor e criativo, cambiando com o poder diariamente,  sua dignidade, seu destino e por fim, seu bem mais precioso, sua liberdade.  É por esses anais que é escrito a história desse país, o país do carnaval e do futebol (futebol, será?)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

POEMA AOS MISERÁVEIS

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Ó miserabilidade humana… suas fronteiras dimensionais ultrapassaram os limites da razão...jaz na sua configuração medíocre ... seu indelével  estigma  está agora longe da ágora...  fez do Seol sua morada...  sua forma informe define sua ‘in’’ condição humana  ...suas metásticas chagas proliferaram ... vendeu-se tal qual a bela meretriz... lambe os despojos ofertados a ti, agradece e sai...  dez pragas foram  imputadas a ti:  o desamor atingiu-te  letalmente..(KRC)










         ‘Sou apenas um de vossos mais humildes monges,
          fitando de minha cela a vida lá fora
           Das pessoas mais distante que das coisas
           ...
          Não me julgueis presunçoso se digo:
          Ninguém realmente vive sua vida
          As pessoas são acidentes, vozes, fragmentos,
          medos, banalidades, muita alegria miúda,
          já crianças, envoltas em dissimulação,
          quando adultas, máscaras; como rostos – mudas

         Penso muitas vezes: deve haver tesouros
         onde se armazenam todas essas muitas vidas,
         como armaduras ou liteiras, berços
         que nunca portaram alguém francamente real,
         vidas qual roupas vazias que não se sustentam
         de pé e, despencando, agarram-se
         às sólidas paredes de pedra abobadada

         E quando à noite vagueio
         fora de meu jardim, imenso de tédio,
         sei que os caminhos todos se estendem
         levam ao arsenal de coisas não vividas.
 
        Não há árvores ali, como se a terra se guardasse
        e como ao redor da prisão ergue-se o muro,
        sem janela alguma, em seu sétuplo anel.
        E seus portões de trancas de ferro,
        que repelem os que querem passar,
         têm suas grades todas feitas por mãos humanas
         
 
         R.M. Rilke, de Samtliche Werke, vol.I, Frankfurt/Main, 1962, p. 316-17




sábado, 25 de janeiro de 2014

Benevolência questionável ou mero assistencialismo ineficaz?

"E embora nenhuma utopia tenha desempenhado papel muito importante na história – pois, nas poucas vezes que os projetos utópicos foram concretizados, logo ruíram sob o peso da realidade, não tanto da realidade de circunstâncias externas, mas sobretudo das relações humanas reais que não conseguiram controlar – serviram como veículo mais eficazes para conservar e desenvolver uma tradição de pensamento político no qual o conceito da ação era, consciente ou inconscientemente, interpretação em termos de fabricação." (Hannah Arendt, in A condição humana, pg.240)

A única condição observada é a total degradação. O que há é uma nítida linha divisória entre o ‘real’ proposto pela realidade e o surreal observado pelos olhos. Ó maldita ciência de perfumaria! Sua teoria de gabinete cheira mal. E quanto aos seus intelectuais? Lotados em salas com ar condicionado, padecendo agora de dislexia moral e completa alienação da atual condição humana. Arrotam o tempo todo as teorias dos clássicos aristocratas que viveram no medievo, alías, tempo que muito se assemelha com o nosso quando o assunto é liberdade humana. (Grande Iluminatis, onde andas tu? ) Talvez a única luz, brilha agora nos templos hedonistas dos heróis criadores e benfazejos do assistencialismo salvador . Nossos pensadores não produzem, repetem. São criativos, claro, inventam discursos platônicos e tentam adaptá-los à nossa pré convulsão social. O palco é Davos? Não sei. Talvez lá se concentre o grande sede circense (afinal, alguém precisa pensar na salvação da humanidade). Eu penso que o palco seja aqui, na terrinha dos intelectualóides que parecem saber de tudo.Grandes oráculos contemporâneos. Sapientes perdidos na sua completa ignorância social, estimulados pela dolce vita conferida por seus honoráveis títulos, embriagados pela vaidade acrescida pela rasteira sociedade acadêmica. Imitados por seus discípulos acéfalos. Conduzidos por uma massa manobrável. Vivendo estão em um mundo à parte. Em uma dimensão paradisíaca somente comparada ao Eden. Estruturas de poder os legitimam. Suas idéias e decisões políticas ‘salvam’ a plebe dos tempos escatológicos. Seus debates levam a lugar nenhum. Suas teses defendem nada e coisa alguma. Poluem mentes indolentes com palavreados científicos sem sentido algum quando analisados meticulosamente. Os discursos agradam e são carruagens de fogo que os conduzem aos céus do poder. Lá permanecem como deuses. São louvados como tais. Enchem suas insólitas e vazias almas com a supremacia do status social. Este último conferido e delegado por aqueles que são suas pernas, a coluna dorsal que os sustentam no poder. O motivo único de ocuparem o lugar onde estão. Assim permanecem. Desarticulados da realidade, mostram cada vez mais sua incompetência quando é necessário que o público sobrepuje o privado. Ó malditos reclames desse conto 10.836/2004!! Adestramento populacional para aceite da submissão intercambiada por valorosos 70,00 'per capita'. O aceite desse infortúnio travestido de 'inclusão social', atrela os indivíduos à subserviência moral e material. Ei-los agora escravos do sistema dominante! Carta de legitimação que perpetua a in-dignidade e consolida por mais 300 anos a atual aristocracia no poder. A miséria material sustenta um poder desprovido de caráter ético-moral. A ruína espiritual é responsável pela atual condição ‘in’ humana. As bases estruturais do poder são mantidas pelas potentes pernas do 'homo faber. A queda da terrível cabeça da Medusa é o cessar envio de recursos que mantêm vivo um sistema carcomido pela corrupção e pelo jogo de interesses. Os 85 detentores de 46% das riquezas do planeta monopolizam o psiquismo coletivo social. Ditam todo o processo histórico econômico da contemporaneidade. Diagnóstico sociológico: a grande prole está fadada a suster todo o aparato governamental e seus desmandos. Por que   alguém diria: 'se há esperança, ela está nos proles: 'Benevolência questionável ou mero assistencialismo ineficaz?

                               DUALISMO BURKEANO Edmund Burke. Dublin, Irlanda. (1729-1797). Filósofo conservador/liberal. Discípulo d...