sábado, 18 de maio de 2013

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(ANTES AMAR DO QUE SER AMADO)


Santo Amor só meu, só por mim sentido, só por mim vivido. Amar-te, remete-me a um mundo de paz, pois aí você está. Nos seus braços imaginários repouso toda a dor da existência, esqueço a turbulência dos dias . É (no pensar) em ti que encontro a paz que preciso em momentos difíceis. É no seu sorriso (tão vivo em mim) que tiro forças para sempre manter meu espírito guerreiro que teima em continuar. Querido amor (apenas sentido por mim), sempre, sempre e sempre aprendendo com você, eternamente...eternamente meu Amor....






só quero
o que não
o que nunca
... o inviável
o impossível

não quero
o que já
o que foi
o vencido
o plausível

só quero
o que ainda
o que atiça
o impraticável
o incrível

não quero
o que sim
o que sempre
o sabido
o cabível

eu quero
o outro

(você sempre será meu Outro, pois está sempre próximo ao meu coração)

(desconhecidamente deconhecido/a)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Não há 'talvez' para mim...não há 'quem sabe?' para o meu amor´...sempre, sempre será você, sequer importando que se importe pra isso...Karem

"Talvez seja você.
A vida vai dizer.
De qualquer forma: Obrigada por me fazer dormir sorrindo.”


Clarissa Corrêa.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

 
Fujo da tua presença, para que não sintas a intensidade do amor que guardo por ti...Fujo de ti para que esse denso amor não atrapalhe seus caminhos, pois amo-te verdadeiramente...não permito sequer que meu o amor possa causar a ti  algum mal....penso que sua paz é a minha, tua felicidade me deixaria feliz, teu sorriso iluminaria o meu dia...suas lágrimas seriam a minha dor...porque éassim que te amo...meu amor por ti reside no Olimpo, está para além de qualquer sentimento que exista nessa dimensão...porque que é assim, e tão somente assim que sei te amar...

terça-feira, 2 de abril de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

A tua falta

Sinto a tua falta. No sonho ouço a tua voz, ao longe, a ondular em mim. A tua voz abraçada, a fazer festas. Próxima. Presente. Guardo os meus gestos nos teus cabelos e o frio dos teus dedos agarrados no calor das minhas mãos. ...Dou nomes aos teus sinais, com beijos lentos - um a um - até construir o caminho para os teus lábios, minha casa, meu porto de abrigo, meu ninho. Perco-me na luz do teu arco-íris, nos teus olhos, mergulho no seu mar azul, denso, infinito, um amor só nosso. Perco-me no teu cheiro... há um breve e vago assobio na sua pele, há um arrepio no escuro nas minhas pálpebras fechadas, para te sentir próximo do meu braço, para te encontrar sempre nos caminhos dos meus devaneios.
A tua falta

Sentir a tua falta. Ouvir a tua voz, ao longe, a ondular em mim. A tua voz abraçada, a fazer festas. Próxima. Presente. Guardar os meus gestos nos teus cabelos e o frio dos teus dedos agarrados no calor das minhas mãos. Dar nomes aos teus sinais, com beijos lentos - um a um - até construir o caminho para os teus lábios, minha casa, meu porto de abrigo, meu ninho. Perder-me na luz do teu arco-íris, nos teus olhos, onde nos fazemos peixes vivos, para nadar num mar de azul, denso, infinito, apenas nosso. Pedir ao teu cheiro um breve e vago assobio na pele, um arrepio no escuro das pálpebras fechadas, para te sentir próxima do meu braço, para te encontrar por lá e puxar-te para aqui, agora, já.

sábado, 2 de março de 2013

Você faz parte de um passado que nunca existiu...
de um presente que não é...
e de um futuro que nunca será...(seu amor é inatingível)
Mas você é o meu Amor....o Amor que tenho para amar...e que será levado comigo para a eternidade.
(Não há tempo ou mundo-possível, não há força e nem Divindade que me faça esquecer seu rosto solene, teu olhar penetrante, porque mesmo que não saibas tu és o Amor da minha vida)




"Não estejas longe de mim um só dia, porque como,
porque, não sei dizê-lo, é comprido o dia
e te estarei esperando como nas estações
quando em alguma parte dormitarem os trens

Não te vás por uma hora porque então
nessa hora se juntam as gotas do desvelo
e talvez toda a fumaça que esteja buscando casa venha matar meu coração perdido

Ai que não se quebraste a tua silhueta na areia
ai que não voem tua pálpebras na ausência;
não te vás por um minuto 'AMADO MEU'

Porque nesse minuto terás ido tão longe
que eu cruzarei tuda a terra perguntando
se  voltarás ou se me deixarás morrendo

Pablo Neruda
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O mundo é meu também.

Joguei fora meu patuá cheio de mágoas, decidi que ele não pode mais ser acompanhante do meu espelho, rimas e batom vermelho. Não há espaço para o belo e para o amargo em mim, não mais.

Entrei num mundo que me pertence, não são
as feridas que me retiram dele,´sou tal qual a muralha com raízes profundas, poucas coisas conseguem me abalar.......

À moça desconfiada digo: nem sou bonita, não vou roubar seu homem, você podia ter direcionado a mim também teu lindo sorriso, eu retribuiria. (Sua imaturidade é patológica e fatídica para uma mulher não tão nova assim, reveja isso querida)
À amiga que amo incondicionalmente digo: nem sou forte, tuas palavras me dilaceram e me arrancam lágrimas, e a falta delas não me faz menos sincera.
À menina medrosa de olhos lindos digo: nem sou tão livre assim, essa liberdade perigosa me machuca, por favor pare de invadir meus sonhos e pesadelos, é teu o que tenho de melhor.
À descontrolada que gritava comigo digo: tão triste um amor bonito se fazer feio, lamentável o carinho se fazer agressão, tuas atitudes refletem as minhas, e nós sempre seremos espelho.
À pequena que me manda cartas imaginárias e me diz verdades duvidosas digo: linda, louca, eu sei que só procura um abrigo, eu bem sei que solta palavras cortantes, mas peço que sofra menos e viva mais. Tu até podes levar o homem que amo, mas nunca levarás o amor que sinto por ele...espero que ele seja agraciado pela mesma intensidade...

Escrevo em prantos esse devaneio, escrevo como se me mudasse de casa, de plano, de corpo. E nem me importo com a dor, porque as vezes é doendo que se liberta.
Continuo acreditando e seguindo minhas convicções
amizade não oscila, não balança, não vence o prazo, amizade simplesmente é; gosto de palavras duras, sei lidar com elas quando lançadas feito bombas;
não exijo atenção de quem gosto e respeito, não tenho carências de holofotes, exceto os meus mesmos; quanto à felicidade, eu acredito nela, mas
finais felizes só existem em novelas.

E mesmo sem meu saquinho de mágoas, continuarei guardando-as para mim,
mas no meu mundo, no lado que me cabe sem ofender, sem chorar.
Porque eu continuo a mesma caipira de sempre, gosto de bucólico, do que sangra, do que é profundamente humano e existencial, que tem como melhor amigo um travesseiro, que escreve como louca num caderno velho e que viu o tempo pas, nunca agindo feito idiota que invade mundos alheios...Sequer consigo penetrar no meu próprio...Quem sabe esse ser perdido que tens demonstrado ser, passe a se encontrar quando descobrir o seu próprio 'Eu', as dores e as alegrias que possuem sua alma, se tornam amenos. Não é certo se passar por quem não é, esse comportamento tritura sua alma e sua estima... quando assinamos o que fazemos somos verdadeiros conosco,  passamos a nos sentir fortes e enfrentamos melhor a existência...

tavez os 'duendes' que vc. mencionou, trata-se da visão que tens de si mesma...Reconheço quem sou e preciso tão somente da minha aprovação para ser feliz....Os jogos que conduzem ao êxito em qualquer situração da vida, são aqueles que jogamos com honestidade...Nunca é tarde para aprender, se tornar GENTE, e principalmente AMADURECER... Comece tendo fé em si talvez um dia consiga ter fé em alguma Divindade...

terça-feira, 18 de dezembro de 2012


O poema é o grito do poeta,
o fantasma que ludibria a noite
e vagueia incerto na rua.

Tu és o poema,
és as palavras que escrevo,
...
a luz que escorre da madrugada,
a pétala que se abre na delicadeza dum sorriso.

O poema é o momento que te sonho
[enquanto suspiro numa eterna noite solitária)

domingo, 28 de outubro de 2012

Meu amor é um estrondo de primaveras contidas...de desertos desoladores..de rígidos invernos.Não, não, não há verão...
Minha  abnegação tornou meu prazer em pecado..O  ápice do sentimento é a dádiva da  Divindade  ...Esse amor e angústia são gotas do orgasmo de Deus...dói, fere...mas explode em volúpias...De novo tu, e sempre tu...Tu és minhas pequenas e múltiplas feridas...Tu és os licores que escorrem do meu deleite..És também o eterno gotejar da ferida que não sara...Em tudo, sempre há uma parte exilada,existe algo que se perde no momento que existimos uma ausência de palavra, de gestos...mas nunca a ausência de amor..nunca a ausência dos teus olhos...eternamente construo as mesmas grades...para que tu permaneças sempre dentro de mim..

domingo, 21 de outubro de 2012

 Os dias tempestuosos trouxeram um tempo ávido pelo fim, num desvario ele corre pelas ruas como uma onda a arrastar o mundo...sinto o SER-NADA sendo conduzido para o marasmo da eternidade...como efêmero Ser poderá suportar o tédio infinito...perambulo pelas ruas...sinto os horrores da horda citadina, escondo-me das depressivas vozes eufóricas...não encontrei alegria nos risos...não vi felicidade nos olhares dos amantes...é como se as máscaras do eterno baile não mais suportassem a maquiagem estando prestes a cair com o suor do enfado da vida...encontrei- me com a solidão em meio povoado de corpos, que como eu circulam num vazio existencial fadado a se deparar com o deus-NADA..num beco qualquer deparei-me com minha ausência...essa sombra sempre a me perseguir...esconde eternamente meu ‘eu’ de mim mesma...talvez por ciúmes...talvez por inveja...Sarcática ri-se de mim e convida-me para um cálice de vinho...muda, fita-me...não responde minhas perguntas, mas reafirma as minhas dúvidas...em meios aos goles puder lembrar momentos da juventude, e percebi o quanto esse sentir me é peculiar desde as mais remotas eras...antes de ir minha ausência mostra-me o quanto te amei antes mesmo de te conhecer...a única luz eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar...a tua voz dizia as palavras da vida....desvendando nuvens...era o teu rosto, era tua pele que resplandecia....antes de te conhecer, tu existias nas árvores da minha infância, nos montes e nas nuvens que eu olhava ao fim da tarde...muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade que reluzia meus dias...sentada ao meu lado, minha ausência decidiu permanecer...como se fizesse parte de mim...

                               DUALISMO BURKEANO Edmund Burke. Dublin, Irlanda. (1729-1797). Filósofo conservador/liberal. Discípulo d...