"Os grandes só podem ser julgados pelo que são. Só os vulgares consentirão em atribuir sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência, serão 'escravos e prisioneiros' de suas próprias faculdades e descobrirão, caso lhes reste algo mais que sua vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem." Hannah Arendt
domingo, 6 de agosto de 2017
Aguinaldo Pavão: Público e privado em Hannah Arendt
Aguinaldo Pavão: Público e privado em Hannah Arendt: De acordo com a senhora Hannah Arendt, o domínio público caracteriza-se por dois fenômenos fundamentais: (a) o da aparência, isto é, o ser...
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
UEL lidera ranking como melhor estadual do Sul img src=http://www.uel.br/com/agenciaueldenoticias/fotos/camera.gif border=0 alt=posssui-foto
UEL lidera ranking como melhor estadual do Sul img src=http://www.uel.br/com/agenciaueldenoticias/fotos/camera.gif border=0 alt=posssui-foto: Agência UEL de Notícias - Universidade Estadual de Londirna
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Canto do Amor Impossível
Meu amor impossível...
Eu sou, na dor que me avassala
O transeunte solitário perdido
na tormenta...
O vento ulula, a chuva açoita,
o raio estala..
e não há uma porta amiga,
um cálido refúgio, que me acolha e me aqueça..
que me distraia e me console...
O único refúgio serias tu,
e tu estás para além da muralha do intransponível...
que marca os limites do possível...
HELENA KOLODY/Infinita Sinfonia/Iventa 2014/PG 126
Meu amor impossível...
Eu sou, na dor que me avassala
O transeunte solitário perdido
na tormenta...
O vento ulula, a chuva açoita,
o raio estala..
e não há uma porta amiga,
um cálido refúgio, que me acolha e me aqueça..
que me distraia e me console...
O único refúgio serias tu,
e tu estás para além da muralha do intransponível...
que marca os limites do possível...
HELENA KOLODY/Infinita Sinfonia/Iventa 2014/PG 126
domingo, 28 de maio de 2017
A um ausente amigo!
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
por que o fizeste, por que te foste.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
por que o fizeste, por que te foste.
Carlos Drummond de Andrade | 'A Um Ausente' | In: Farewell | Poesia Completa | Editora Nova Aguilar | Rio de Janeiro | 2007
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Qualquer ser humano que conhece o amor e a dor da perda de um amor, ou de um amigo, sentir-se-ia, creio eu, profundamente tocado por esse belíssimo e penetrante poema. Mas nem todos, talvez, procurassem saber a trágica história que ele conta.
Qualquer ser humano que conhece o amor e a dor da perda de um amor, ou de um amigo, sentir-se-ia, creio eu, profundamente tocado por esse belíssimo e penetrante poema. Mas nem todos, talvez, procurassem saber a trágica história que ele conta.
terça-feira, 4 de abril de 2017
quinta-feira, 7 de julho de 2016
O MEDO DE AMAR
Eu sou os livros que leio, os lugares que conheço, as pessoas que amo.
Eu sou as orações que faço, as mensagens que recebo, os sonhos que tenho. As dores que provoco. Os amores que não posso amar.Eu sou os amores que amei. Eu sou os amores que não puderam me amar.
Eu sou as decepções por que passei, as pessoas que perdi, as dificuldades que superei.
Eu sou as coisas que descobri, as lições que aprendi, os amigos que encontrei.
Eu sou os pedaços de mim que levaram, os pedaços de alguns que ficaram, as memórias que trago.
Eu sou as cores que gosto, os perfumes que uso, as músicas que ouço.
Eu sou os beijos que dei, sou aquilo que deixei e aquilo que escolhi.
Eu sou cada sorriso que abri, cada lágrima que caiu, cada vez que menti.
Eu sou cada um dos meus erros, cada perdão que não soube dar, cada palavra que calei.
Eu sou cada conquista alcançada, cada emoção controlada, cada laço que criei.
Eu sou cada promessa cumprida, cada calúnia sofrida, a indiferença que se formou.
Eu sou o braço que poucas vezes torceu, a mão que muitas outras se estendeu.Sou parte de cada 'outsider' que cruzei, cada excluído que entrevistei, cada pedaço da pobreza que observei. Sou parte deles, eles são partes de mim.
Eu sou as lembranças que tenho, os objetivos que traço, as mudanças que sofrerei.
Eu sou a infância que tive, sou a fé que carrego e o destino que reinventei.
Eu sou as orações que faço, as mensagens que recebo, os sonhos que tenho. As dores que provoco. Os amores que não posso amar.Eu sou os amores que amei. Eu sou os amores que não puderam me amar.Eu sou as decepções por que passei, as pessoas que perdi, as dificuldades que superei.
Eu sou as coisas que descobri, as lições que aprendi, os amigos que encontrei.
Eu sou os pedaços de mim que levaram, os pedaços de alguns que ficaram, as memórias que trago.
Eu sou as cores que gosto, os perfumes que uso, as músicas que ouço.
Eu sou os beijos que dei, sou aquilo que deixei e aquilo que escolhi.
Eu sou cada sorriso que abri, cada lágrima que caiu, cada vez que menti.
Eu sou cada um dos meus erros, cada perdão que não soube dar, cada palavra que calei.
Eu sou cada conquista alcançada, cada emoção controlada, cada laço que criei.
Eu sou cada promessa cumprida, cada calúnia sofrida, a indiferença que se formou.
Eu sou o braço que poucas vezes torceu, a mão que muitas outras se estendeu.Sou parte de cada 'outsider' que cruzei, cada excluído que entrevistei, cada pedaço da pobreza que observei. Sou parte deles, eles são partes de mim.
Eu sou as lembranças que tenho, os objetivos que traço, as mudanças que sofrerei.
Eu sou a infância que tive, sou a fé que carrego e o destino que reinventei.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Você foi, é e será amado eternamente
És amado por mim desde o primeiro momento que o vi
O tempo para mim atemporal
Não potencializou o esquecimento
Amo-te como fostes, como és e como vira ser
domingo, 20 de setembro de 2015
"Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra"
Pablo Neruda
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra"
Pablo Neruda
sábado, 18 de abril de 2015
TALVEZ O ESQUECIMENTO
"Esqueço-me
de mim, quase sempre. Mas ontem foi de ti que me esqueci. De pensar em ti. Em nós. No que não aconteceu e no que gostaria que tivesse acontecido. Em como seria se os nossos lábios um dia se tocassem, ou se eu me pudesse deixar enterrar nos segredos dos teus olhos. Ontem esqueci-me de tudo isso. O que é muito bom. Talvez amanhã te acabe de esquecer. Talvez amanhã, olhar para ti deixe de doer. Talvez."
de mim, quase sempre. Mas ontem foi de ti que me esqueci. De pensar em ti. Em nós. No que não aconteceu e no que gostaria que tivesse acontecido. Em como seria se os nossos lábios um dia se tocassem, ou se eu me pudesse deixar enterrar nos segredos dos teus olhos. Ontem esqueci-me de tudo isso. O que é muito bom. Talvez amanhã te acabe de esquecer. Talvez amanhã, olhar para ti deixe de doer. Talvez."
domingo, 18 de janeiro de 2015
Sonhos..
e sim... nos meus sonhos como eu gostava de estar perto de ti.
"…sim, o meu corpo chama-te todos os dias e todas as noites
encosta-se à saudade e procura o teu quente
consigo sentir-te muitas vezes
não sei se é de te querer tanto
se é da falta que me fazes
porque as duas coisas são iguais, são grandes.
será antes de mim e do meu amor.
sabes que já te construí dezenas de vezes, no escuro,
abraçada à noite como se fosse a ti.
sabes que te construo todos os dias, só para vires dormir comigo abraçado a mim e
…sim acredito que és tu.
sabes por que é que eu sou capaz de acreditar nisto?
acho que é por te querer tanto.
ou da falta que me fazes
ou será antes de mim e do meu amor porque as três coisas são iguais e são grandes."
(by desconhecida)
encosta-se à saudade e procura o teu quente
consigo sentir-te muitas vezes
não sei se é de te querer tanto
se é da falta que me fazes
porque as duas coisas são iguais, são grandes.
será antes de mim e do meu amor.
sabes que já te construí dezenas de vezes, no escuro,
abraçada à noite como se fosse a ti.
sabes que te construo todos os dias, só para vires dormir comigo abraçado a mim e
…sim acredito que és tu.
sabes por que é que eu sou capaz de acreditar nisto?
acho que é por te querer tanto.
ou da falta que me fazes
ou será antes de mim e do meu amor porque as três coisas são iguais e são grandes."
(by desconhecida)
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Amor: o reverso da esfinge
há mulheres que ignoram
as armadilhas do amor
como quem se recusa
distraída
à religião dos sangramentos mensais
há mulheres que soletram
tranquilas
a sonoridade de um não
e deixam para trás o arregalar de olhos
que apostam em sentimentos de culpa
a dor da não correspondência
estas mulheres
acostumaram-se a acariciar no peito
as facas cegas
com que matam amores utópicos
sabem
embalar a si mesmas
em insubornáveis celofanes coloridos
e a cada manhã
dão-se de presente
a quem nunca lhes foi companhia..
desconhecida
as armadilhas do amor
como quem se recusa
distraída
à religião dos sangramentos mensais
há mulheres que soletram
tranquilas
a sonoridade de um não
e deixam para trás o arregalar de olhos
que apostam em sentimentos de culpa
a dor da não correspondência
estas mulheres
acostumaram-se a acariciar no peito
as facas cegas
com que matam amores utópicos
sabem
embalar a si mesmas
em insubornáveis celofanes coloridos
e a cada manhã
dão-se de presente
a quem nunca lhes foi companhia..
desconhecida
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