terça-feira, 27 de julho de 2010

INTERVENÇÕES IMPERIALISTAS (parte I)

O povo que pode, o povo que constrói, tem a palavra!
Castiguemos com o repúdio coletivo os governantes vassalos

FARC-EP [*]

"Estamos em marcha pela dignidade da pátria. A batalha pela independência não terminou, entrou na sua fase decisiva. Não podemos proclamar-nos livres quando a política de dominação de um império nos subjuga e nos submete com a cumplicidade apátrida das oligarquias, e nos aprisiona na desumanidade das cadeias da escravidão neoliberal.

Um país ocupado militarmente não é independente. Não podemos declarar-nos soberanos quando a força militar de uma potência estrangeira empesta com bases o território pátrio, pisoteia a dignidade e a bandeira dos Estados Unidos tremula sobre a nossa América. "
-Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP
Montanhas da Colômbia, 15 de Julho de 2010
Ano bicentenário do grito de independência.


"Antes o solo nativo que nada. Nossa vida não é outra coisa senão a herança de nosso país." [ Simón Bolivar ]


Sem a intenção de fazer apologia às FARC, pelo fundamentalismo ideológico e revolucionário que elas representam. Não pretendo polemizar sua ligação com o narcotráfico, mesmo porquê, seria hipocrisia de minha parte fazê-lo, sabendo que meu governo está imiscuído até os cabelos com a instituição "Crime Organizado". É claro que de forma velada, sorrateira, malandra, bem aos moldes do poder vigente.Questão que levantarei alhures. O fato é que os Imperialistas não perderam a oportunidade de se "apoderarem" da Colômbia, quando do domínio do traficante Uribe.
Os vírus oportunistas sempre aparecem em ocasiões em que o organismo encontra-se debilitado. Foi o que ocorreu na Colombia. Os EUA, fazem isso em todo lugar.No leste europeu. Na Africa. Na India. No Oriente Médio. Dominam, subjugam, impoem sua cultura Kista nojenta,sugam toda a estima nacionalista das gentes, até que nada sobre das identidades locais. Parece-me que dessa vez, se depararam com um 'osso um tanto duro de roer'. O povo Colombiano, apesar de presas fáceis, são constantemente alertados por documentos que denunciam o caráter invasor-imperialista americano. E não estão muito dispostos a colaborar com a farsa que é a invasão ao seu país.
Por que o cerco na fronteira com a Venezuela? Será algum medo da aliança com o país vizinho? A preocupação derradeira dos 'Yankees' é o tráfico de cocaína. Isso é apenas um subterfúgio para interferir em questões políticas na América Latina. Com a desculpa de jogar veneno nas plantações de coca, estão contaminando tribos e vilarejos inteiros, crianças estão morrendo devido a água contaminada. Há vilas em que hospitais não suportam a demanda de pessoas doentes devido à "higienização humana" que esses porcos imperialistas estão fazendo na região.Quem é capaz de parar com toda essa insanidade? Aonde está o pessoal dos "Direitos Humanos Internacionais"? É lícito envenenar uma nação inteira para eliminar plantações de cocaína? E os direitos dos colombianos? Mais uma vez os Imperialistas se mostraram incompetentes ao tratar questões humanas que exigem urgência.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

REVOLUÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE: UTOPIA DOS CLÁSSICOS

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário." (Ernesto Guevara).


"Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas." da obra "O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA"-Karl Marx

Não esperamos mais a revolução. Ela não virá. Ela nunca vai acontecer. Marx sabia disso, e Guevara também. Conheciam a pusilanimidade e lassidão do espírito humano. Mas tinham que fazer o que precisava ser feito.Sem Marx, o reconhecimento do proletariado, como coluna dorsal da sociedade, e como classe oprimida, jamais teria acontecido. Guevara cria a ode revolucionária e a interioriza nas almas mais flamejadas pela ânsia da mudança. Mas foi só isso. Valeu como incentivo poético e literário, mas sua "praxis" era 'perneta'.E o que dizermos da sociedade sem classes? Acredito que Marx não pensou no egocentrismo da alma humana, quando escreveu sobre isso. Quem estaria disposto a pensar nas condições de vida, nos campos de refugiados do Paquistão, Sudão, Ruanda,Gaza, Jordânia, Síria, Palestina, e tantos outros povos como os do leste europeu, que perderam sua vida, sua identidade, sua nacionalidade? Há nações inteiras, vivendo como pêndulos, oscilando de um lado para o outro, sem poder retornar às suas origens, se desconhecendo cada vez mais como indivíduos humanos. Poderíamos chamá-los "humanóides".0 protótipo perfeito do sujeito fabricado pelo Kismo. Que nos importa o que sentem os africanos, vítimas do genocídio patrocinado pelos Imperialistas?
Oras, afinal o grande K é um deus a ser reverenciado. Nos prostremos à seus pés e bebamos das delícias de suas taças. Mas veja, primeiro nos prostramos e depois bebamos. Essas são as palavras de ordem do Kismo:'seja conivente com o sistema e ele será benévolo com você'. Haverá alguém que se disponha a desvelar a promiscuidade das relações sociais entre humanos e K? Você se insurgiria, caso descobrisse quem é que ganha nesse 'game'? O que faria se acaso descobrisse o quanto deixou de viver, para que o "grande sistema" permanecesse? E assim geração pós geração, exércitos de escravos como você, entregam suas vidas como "oferendas vivas" no holocausto do poder. Se havia no homem algum sentimento de solidariedade em relação à seu semelhante, esse foi completamente exterminado pelo vírus Kista. Somos a grande leva, o grande produto do K. Jamais nos desvencilharemos do materialismo que nos causa volúpias, que enche nossas almas, olhos e bocas de prazer. O gozo balsâmico e efêmero da futilidade, já se embrenhou em nossas entranhas e agora corre em nossas veias.

domingo, 11 de julho de 2010

A SUPERFICIALIDADE DO PENSAR

Fragmentos extraídos da obra "INVESTIGAÇÃO SOBRE O ENTENDIMENTO HUMANO"-David Hume

"É certo que a filosofia fácil e óbvia terá preferência dos homens sobre a filosofia exata e abstrusa; e por muitos será recomendada, não só como mais agradável como mais útil.Penetra na vida cotidiana, acomoda o coração e os afetos, e ao atingir os princípios que estimulam os homens, reforma-lhes a conduta aproxima-os mais do modelo de perfeição que ela descreve. Ao contrário, a filosofia abstrusa, fundada em uma compreensão que não pode adentrar a vida prática e a ação, desaperece quando o filósofo sai da sombra e penetra no dia claro, nem seus princípios podem manter facilmente qualquer influência sobre nossa conduta e nosso comportamento. Os sentimentos do nosso coração, a agitação de nossas paixões e a veemência de nossas afeições, dissipam todas as suas conclusões e reduzem o filósofo profundo a um simples plebeu."

"A obscuridade é, de fato, penosa tanto para o espírito como para os olhos; todavia, trazer luz da obscuridade, por mais trabalhoso que seja, deve ser agradável e regozijador."

Meu intuito aqui, não é tecer uma análise filosófica do pensamento de Hume, até porque, reconheço minha fragilidade intelectual para a saga. Hume diz que tanto a filosofia dita 'fácil', quanto a 'profunda', se complementam em um determinado estágio; que uma não existe em detrimento da outra. Gostaria de fazer apenas uma observação, sob o ponto de vista sociológico, dentro do que chamamos de descortinamento da realidade social. Na obra, me apaixonei pelos textos acima, no que diz respeito às formas de organização do interior humano, à partir de um árduo exercício da reflexão.
Nossa tendência é optar pelas facilidades. Nada que nos exija muito esforço. Assim fazemos escolhas fúteis. Relacionamentos fúteis. Existência fútil. Às vezes, personificamos a futilidade. Gostamos de ouvir coisas agradáveis. Ao embrenharmos por vias 'mais razoáveis', deixamos de descobrir caminhos encantadores. A nossa indolência espiritual e intelectual nos abstrai do conhecimento de nós mesmos e da nossa realidade.Teremos eleições. Sinto-me ridícula escrevendo sempre sobre a mesma coisa, (afinal, todos já estão conscientizados), mas por que incorremos sempre nos mesmos erros?? Por que elegemos sempre "essa gente rasteira" para nos governar??? Por que elegemos sempre programas partenalistas??? Parece que gostamos de viver na mendicância social. Temos a nossa inteligência substimada por esses FDP, que farão debates nas emissoras. Poderia amar esse país, se a minha gente soubesse fazer escolhas mais acertadas no campo político. Isso é de importância vital.Interfere diretamente na nossa vida.
Por favor, vamos refutar com veemência, planos assistencialistas, políticos que tenham processos ou seus nomes vinculados à corrupção.Ao analisarmos os candidatos, vamos tentar fazer um exercício intelectual mais laborioso, mais árduo, porém que nos dará a chance de fazermos opções mais inteligentes, que poderão dignificar esse país e quem sabe pela primeira vez nos elevarmos à condição de "cidadãos".

domingo, 4 de julho de 2010

DOR E PRAZER

"Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo."
Pablo Neruda


A dor de não ter-te, transpassa minha alma
Sangue escorrendo através da escuridão
Tua ausência me faz pisar caminhos espinhosos
Como que te procurando em vão
Tu entras pelas veredas do meu espírito
Deita-te sobre mim
Sinto teu hálito, tuas mãos
Percorro teus cabelos
Meus beijos afogam-se em teus lábios
Teu cheiro embriaga-me de prazer
Posso sentir o peso do seu corpo sobre o meu
Os sussuros quebram o silêncio da noite
Em volúpias e espamos da paixão, morro de prazeres
Como licores de amor, assim transborda meu desejo de ti
Prazer que só tu, escondido no recôndito d'alma
Pode dar-me
Quando acordo, tu ainda estás ali, não quer ir embora
Tua morada é meu peito e pra ele tu retornas
Sei que virás durante meu sono
E te amarei até o amanhecer
Tu serás sempre meu
Amo-te de eternidade à eternidade

domingo, 27 de junho de 2010

NOTAS DO SUBSOLO

"O fim dos fins, meus senhores: o melhor é não fazer nada! O melhor é a inércia consciente! Pois bem, viva o subsolo! Embora eu tenha dito realmente que invejo o homem normal até a derradeira gota da minha bílis, não quero ser ele, nas condições em que o vejo (embora não cesse de invejá-lo. Não, não, em todo caso, o subsolo é mais vantajoso!) Ali, pelo menos, se pode… mas estou mentindo agora também. Minto porque eu mesmo sei, como dois e dois, que o melhor não é o subsolo, mas algo diverso, absolutamente diverso, pelo qual anseio, mas que de modo nenhum hei de encontrar!" F.M.Dostoiésvski


A dor é o elemento positivo deste mundo, e também o vínculo entre este mundo e o positivo em si."(FRANZ KAFKA)

Quando li pela primeira vez NOTAS DO SUBSOLO, há alguns anos, me encontrava em um estado etéreo, tal como na viagem insólita do filme Vanilla Sky.Depois de ter lido bobagens como POLLYANNA, MAIN KEMPF, livros de teólogos como Tim La haye, Jimmy Sweggart, me deparo com o realismo de Dostoiévski, e me apaixono pelo existencialimo. Pude perceber que há duas categorias de humanos: a que percebe e vive a sua dor, outra que a ignora, (até porquê não possue sensibilidade para senti-la.) O elemento dor é algo inerente aos seres tidos como "anormais". Às vezes respirar dói, levantar todos os dias e se deparar com o pauperismo do espírito humano, e também do meu espírito, requer algumas habilidades extras, que somente dosagens do "soma" não seriam suficientes para aliviar as tensões. O homem do subsolo, tem por opção o permanecer no subsolo, a superfície cheira mal. A mentira humana dos "normais" é grotesca demais para almas que se depararam com sua realidade verdadeira. Tal como num espelho, é impossível negar o que se está vendo. A fragilidade, a frustração, os limites impostos, os sonhos irrealizáveis, a angústia da existência, parece algo que nos foi deixado como um legado maldito. Em algum momento fizemos algo que aborreceu muito a Divindade. Às vezes penso em qual momento isso se deu, e o que ocorreu. Por que tenho que assumir uma culpa apenas por ser parte da raça? Por que os dias nos rasgam até sangrar? Por que corremos tanto, mesmo sabendo que não vamos chegar a lugar algum? Kafka também sentia essa dor. Em sua obra "O CASTELO" , ele também tenta responder essa última pergunta. E no calor da sua angústia, se transforma em inseto para se libertar da triste condição humana. Mas o mundo é dominado pelos "normais", os bem-aventurados de almas petrificadas, os anestesiados de sentimentos. Que vida colorida eles têm... Foram escolhidos pelos deuses. Povo eleito. Mas os anormais, embora renegados pelo "céus", possuem o talento de sentir o pulsar de cada veia do seu corpo, de sentir cada lágrima derramada pela sua alma, de saber exatamente o que está acontecendo no seu interior, mas na maioria das vezes, saber que não há remédio para o seu mal.

NOTAS DO SUBSOLO

"O fim dos fins, meus senhores: o melhor é não fazer nada! O melhor é a inércia consciente! Pois bem, viva o subsolo! Embora eu tenha dito realmente que invejo o homem normal até a derradeira gota da minha bílis, não quero ser ele, nas condições em que o vejo (embora não cesse de invejá-lo. Não, em todo caso, o subsolo é mais vantajoso!) Ali, pelo menos, se pode… mas estou mentindo agora também. Minto porque eu mesmo sei, como dois e dois, que o melhor não é o subsolo, mas algo diverso, absolutamente diverso, pelo qual anseio, mas que de modo nenhum hei de encontrar.. " F.M.Dostoiésvski.

NOTAS DO SUBSOLO

"Todo homem tem algumas lembranças que ele não conta a todo mundo, mas apenas a seus amigos.Ele tem outras lembranças que ele não conta nem mesmo para seus amigos, mas apenas para ele mesmo, e faz isso em segredo.Mas há outras lembranças em que o homem tem medo de contar até a ele mesmo.E todo homem descente tem um número considerável dessas coisas guardadas bem no fundo.Alguém até poderia dizer que, quanto mais descente é o homem, maior o número dessas coisas em sua mente." F.M.Dostoiévski.

domingo, 20 de junho de 2010

A REVOLUÇÃO DE TROTSKY

"SE O CAPITALISMO É INCAPAZ DE SATISFAZER AS REIVINDICAÇÕES QUE SURGE INFALIVELMENTE DOS MALES QUE ELE MESMO ENGENDROU, ENTÃO QUE MORRA"-LEON TROTSKY



A democracia e a moral "geralmente aceita" não são únicas vítimas do imperialismo. O "bom senso inato em todos as homens" é a terceira vitima. Esta forma inferior do intelecto, sempre necessária, é também, em certas condições, suficiente. O principal capital do bom senso é constituído por considerações elementares obtidas da experiência geral: fique longe do fogo... prefira a estrada principal... não cutuque o cachorro que dorme... etc. etc. A simples crise do capitalismo o desconcerta; diante de catástrofes como as revoluções, as contra-revoluções e as guerras, o bom senso demonstra sua completa imbecilidade. Para compreender as convulsões "catastróficas" do curso "normal" das coisas, são necessárias qualidades intelectuais mais elevadas, cuja expressão filosófica, até hoje, só o materialismo dialético garantiu. - Do Senso Comum- Trotsky


Temos que admitir que as representações simbólicas da grande massa, é construida por modelos capitalistas e imperialistas, facilmente absorvidas pelos poros insensatos do grande tecido que constitue o corpóreo social. Isso é facilmente visível no comportamento das gentes, principalmente nos países ditos 'emergentes', emergentes??? (Se estão emergindo, estão percorrendo um longo caminho, pois nunca chegam à tona). Mergulhados num sistema pré imposto pelo ocidentalismo, liderado pelos malditos Tio Sam, alguns deles abrem mão de suas próprias tradições, de sua própria linguagem, de seu modo peculiar de ser. Isso é feito de forma velada pelos donos do Grande K manipulador, pela sua indústria cinematográfica que incansavelmente incute em mentes "empobrecidas de percepção", sua superioridade racial e seu heroismo que salvará o mundo no caso de uma hecatombe nuclear, sua tecnologia (que levou o homem ao espaço, mas não consegue descobrir a cura do câncer), seu poderio bélico, etc. Toda essa imposição é aceita de forma optativa pelas periferias sociais humanas. Todos optam pela grandiosidade do Grande Império (mal sabem que favelas horríveis existem em Nova Orleans, do lixo que é acumulado nos subúrbios de Miami, dos deserdados negros que vivem no Harlem, dos mendigos sob a ponte do Brooklyn). Os imperialistas escondem sua sujeira em baixo do tapete. O que as "fileiras do terceiro mundo" não sabem, é que essa revolução contra suas identidades, tem intuito de anulá-las, fazendo-se permeável e como numa grande teia
mantendo nações e povos sob sua jurisprudência.O exercício de conscientização de povos da 'revolução velada', travada contra os "menos atentos intelectualmente", será uma complexa tarefa para educadores, sociólogos, antropólogos, até mesmo porquê parece-me que há uma predisposição destes na aceitação da subserviência àqueles.
É realmente lastimável o caminho que o Kismo projetou para grande parte dos povos.

domingo, 13 de junho de 2010

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO?

Vejam, parte de toda a técnica de privar as pessoas de poder é providenciar para que os reais agentes de mudança sumam da História e nunca sejam reconhecidos, na cultura, pelo que são. Então, é necessário distorcer a História e fazer parecer que foram os Grandes Homens que fizeram tudo - isso é parte de como se ensina às pessoas que elas não podem fazer nada, que são indefesas, que têm só de esperar que apareçam alguns Grandes Homens que façam as coisas para elas." (pag256)PARA ENTENDER O PODER - NOAM CHOMSKY


Não se trata da paranóia da Teoria da Conspiração.Nem de patologias psicossociais.
Também não é um discurso marxista-revolucionário contra as classes dominantes. Mas se tentarmos nos colocar nos bastidores do poder, ou seja, observar pelos vãos do cortinário da realidade social em que vivemos, como que espectadores do grande teatro que é o complexo de relações humanas, poderemos observar os feitos dos grandes agentes detentores do poder. As práticas dissimuladas, o mascaramento, e o termo que tanto gosto: o metamorfoseamento, é algo inerente do ser 'ectoplasmado' que se esconde nos 'meandros sujos' da dominação.Os atrativos alienatórios estão para todos os gostos: o futebol (exemplo atualíssimo). Quem vai pensar no que ocorre nas amarrações político-partidárias que 'rolam' para a campanha Presidencial? ora, o que importa é trazer um troféu que de nada servirá para mudar nossa realidade social, exceto para despartar um pseudo-nacionalismo que essa gente só tem nessa época. Que diremos de bobagens como BBB, que deixam as pessas babando o resto do ano? (este é o ápice da idiotice da TV), temos também as novelinhas adocicadas, os programinhas de auditórios, etc. Assim devidamente anestesiados, aguardamos um novo advento messiânico, que talvez nos tire do caos social em que nos encontramos. Quem sabe o novo Presidente? Quem sabe Barach Obama? Ou a ONU? E os novos planos paternalistas que estão sendo formulados para a nova campanha eleitoral? A segunda vinda do Salvador...Estamos sempre confiando em um Grande Irmão que nos conduzirá à 'Shangri-Lá'.O que não nos deixam perceber, é que o poder da transformação está nos "proles". Como Houxley diria: "Se há esperança, está nos proles".

terça-feira, 8 de junho de 2010

A INTENSIDADE DO AMOR QUE TENHO POR TI

SONETO DE AMOR-Pablo Neruda

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

MEU AMOR POR VOCÊ - Karem Regina


O amar-te tornou-se como uma luz da primavera
É como se toda a névoa da existência se dissipasse
Vim a ser algo que nunca imaginara ser
O amor que sinto por você me fez melhor
O amor mesmo que nunca sabido, sempre foi intensamente sentido
Mas só posso desejar-te, amar-te, nada mais
Impossível se tornou o ter-te
Pedir-te ao Senhor, não ouso
Minha ousadia poderia ofender-te e aos deuses
À distância posso sentir o odor do teu perfume
Então satisfaço meus prazeres com sua presença que
Embora distante, persiste em mim viver...
Posso sentir seus lábios
E meus beijos ardentes à consumi-los
Em carícias estonteantes liberando todo o fluido do amor que sinto só por você
Amor se tu soubesses o quanto te amo....
E se tu soubesses o quanto não posso dizê-lo

                               DUALISMO BURKEANO Edmund Burke. Dublin, Irlanda. (1729-1797). Filósofo conservador/liberal. Discípulo d...