"O fato histórico da ausência de uma iniciativa popular unitária no desenvolvimento da história italiana, bem como o fato de que o desenvolvimento se verificou como reação das classes dominantes ao subversivismo esporádico, elementar, não orgânico, das massas populares, através de (restaurações) que acolheram uma certa parte das exigências que vinham de baixo; trata-se, portanto, de ‘restaurações progressistas’ ou 'revoluções-restaurações', ou, ainda, 'revoluções passivas' "
Já sinto cólicas estomacais, mas fazer o quê?? Como futura sociológa tenho que discorrer sobre política brasileira...argh....
Tenho orgulho em dizer que meu pai foi enterrado com todas as honrarias que um grande militar do exército merecia. Ainda dentro da concepção do regime ditador em que viveu. Ele tinha grande contentamento por servir seu Governo. Dizia que o serviria até a morte. E foi o que fez. Morreu enfartado dando treinamento para um grupo de soldados. Ateu por convicção, também dizia sempre que eu não deveria me curvar a nada.(Meu espírito cristão vem da mãe e do vô). Alguém de verdade jamais se encurva. Defende suas posições até a morte. Achava terrível a mendicância. Para ele um homem de verdade jamais imploraria nada de ninguém. O que temos visto acontecer nos dias atuais com o novo modelo de política exploradora das grandes massas, é o que foi observado por Gramsci na Italia. Não posso culpar de todo o meu povo. Não possuimos espírito revolucionário. Somos pacíficos demais para isso. Temos nossa identidade genética ligada ao indígena brasileiro, que nada fez quando tiveram suas terras invadidas pelos malditos europeus.Hoje querem brigar por elas e ao mesmo tempo posar de 'Homem-branco'. O que vemos aí é o surgimento de uma Não-Raça. E os nossos digníssimos professores ainda se prestam ao trabalho de fazer pesquisas para políticas públicas pró essa Não-Raça. Esses professores são grandes idiotas, que gastam erário público com projetos em prol dessa gente.Os 'indígenas não-raça', não me preocupam nem um pouco. Voltando à Revolução. Temos medo de segurar em armas. Temos vergonha de ir para as ruas e dizermos que não somos tão imbecis quanto 'eles' pensam. Adoramos feriados. Adoramos o futebol. Até brigamos por ele. Adoramos Carnaval. Somos o povo digno da 'república das bananas'. Temos medo( ou indolência mesmo) de questionarmos o Depto. da universidade em que estudamos, o porquê determinado professor dá tão somente uma hora de aula/semana. Nos consideramos muito 'aristocráticos' para formarmos grupos populares para reinvindicações básicas. Prostrados nos encontramos mais uma vez diante da burguesia. Agradecidos a Deus pela continuação da doação de esmolas. É tudo o que precisamos, esmolas. Farelos derrubados das mesas dos grandes palácios. Como cachorrinhos lambendo o chão. Um exército de 'famintos' indolentes que não se prestam à mínima dignidade. A Grande Estrutura se apercebeu disso há séculos. E como prêmio à nossa generosidade e passividade, nos presenteou com os 'programas' ditos de integração populares. O que mais me parece é que desde sempre vivemos o pós caos de uma guerra. Estamos sempre necessitados da 'ração' diária para sobrevivermos.Um povo com tais características não merece sequer a ajuda de Deus. Tem que viver confinado na teia de ilusões fabricada pela classe dominante. Tem que aceitar sim e até agradecer o provento diário que lhe é concedido. Não merecemos mais do que realmente temos. Somos reféns da nossa própria ignorância. Casamos com ela. Desejamos viver eternamente felizes ao seu lado. Nada temos a reinvindicar. O que temos nos basta. Somos o que somos.Nossa oração: "Senhor, conceda-nos sempre o espírito submisso para que nossa ração não nos falte. Permita-nos Senhor sermos cegos à realidade que nos apresenta. Desse modo não precisaremos questionar nada juntos aos nossos 'bem benfeitores' e assim continuarmos aliados à eles até o fim. Retire de entre nós o 'mau espírito' revolucionário que só nos traria o cansaço físico e mental. Permita também que sejamos como Seu Amado Filho. Que como ovelha foi Levado ao matadouro sem nada questionar. Amém."
"Os grandes só podem ser julgados pelo que são. Só os vulgares consentirão em atribuir sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência, serão 'escravos e prisioneiros' de suas próprias faculdades e descobrirão, caso lhes reste algo mais que sua vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem." Hannah Arendt
domingo, 31 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
O EXISTENCIALISMO DE DOSTOIEVSKI
"O existencialista, pelo contrário, pensa que é muito incomodativo que Deus não exista, porque desaparece com ele toda a possibilidade de achar valores num céu inteligível; não pode existir já o bem a priori, visto não haver já uma consciência infinita e perfeita para pensá-lo; não está escrito em parte alguma que o bem existe, que é preciso ser honesto, que não devemos mentir, já que precisamente estamos agora num plano em que há somente homens. Dostoiévsky escreveu: "Se Deus não existisse, tudo seria permitido". Aí se situa o ponto de partida do existencialismo."JEAN PAUL SARTRE
"A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinho."FIODOR DOSTOIEVSKI.
Eu e o Existencialismo temos um caso de amor. Obra do destino mesmo. As coisas aconteceram assim: no meio de uma discussão da aula de Filosofia. A coisa caiu-me como do céu: Puf" Encontrava-me nesse dia meio que 'absorta' em 'pensamentos pagãos',(sou cristã, mas me delicio com pensamentos pagãos, pra que mentir né???)Bem, eis que um grupo me convida para discutir esse tema que é minha grande paixão. É claro fiquei excitadíssima. O problema foi o autor sugerido:JEAN PAUL SARTRE, sustentador da faixa de 'existencialista-mor'. Não me simpatizo muito com suas idéias, mas enfim... A academia o adotou. E como simples 'mortal' da academia, nada a fazer do que tentar discorrer durante a semana do pensamento do 'cara'. Tenho um primo que o adora. Como ele mesmo diz: 'viajo na do cara'. E viaja mesmo, viveu mais em Clínicas para desintoxicar-se das 'overdoses' de cocaína, do que com a sua amada 'liberdade', escolha dele né? (Não estou querendo também dizer que sua 'pira' tem haver com leituras Sartrianas, seria uma imbecilidade da minha parte). A coisa de analisar o Sartre fez-me lembrar do primo. Bem como o proprio Sartre defenderia, sou livre para pensar o que quiser. Também sou livre para analisar as coisas do modo que eu achar mais convincente. Também sou livre para escolher o que mais se identifica com o que entendo por Existencialismo, não é mesmo??? Vamos analisar: Frase por frase: 1)"(...)"O existencialista, pelo contrário, pensa que é muito incomodativo que Deus não exista, porque desaparece com ele toda a possibilidade de achar valores num céu inteligível; não pode existir já o bem a priori, visto não haver já uma consciência infinita e perfeita para pensá-lo;"
-Não creio que os 'verdadeiros' Existencialistas estejam preocupados com a anulação de Deus como Ente, Essencia ou o raio que o valha, porque esse não é o ponto. A atividade da alma humana dentro do contexto 'existência' é o ápice da 'incomodação' existencialista.Sua dor. Sua peregrinação dentro do corpóreo. Só. De resto Sr.Sartre, são mereas preocupações de padre e pastores, ainda fascinados pela escolástica medieval. 2)-"(...)não está escrito em parte alguma que o bem existe, que é preciso ser honesto, que não devemos mentir, já que precisamente estamos agora num plano em que há somente homens" As questões abordadas em relação ao proceder humano dentro da sociedade, deveria ser um caso mais para ROUSSSEAU (O Contrato Social), e WEBER (das Instituições Burocráticas), não acha???
E vamos a frase VENCEDORA do 'torneio de hoje', tchan,tchan, tchan... 3)- Dostoiévsky escreveu: "Se Deus não existisse, tudo seria permitido". Aí se situa o ponto de partida do existencialismo." Bem, como o final do 'negócio' termina com uma citação ao meu queridíssimo Dostoievski, tu ó grande pensador Sartre, estás abolido das minhas ferrenhas críticas nesse dia. Vou estudá-lo durante a semana com prazer.
"A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinho."FIODOR DOSTOIEVSKI.
Eu e o Existencialismo temos um caso de amor. Obra do destino mesmo. As coisas aconteceram assim: no meio de uma discussão da aula de Filosofia. A coisa caiu-me como do céu: Puf" Encontrava-me nesse dia meio que 'absorta' em 'pensamentos pagãos',(sou cristã, mas me delicio com pensamentos pagãos, pra que mentir né???)Bem, eis que um grupo me convida para discutir esse tema que é minha grande paixão. É claro fiquei excitadíssima. O problema foi o autor sugerido:JEAN PAUL SARTRE, sustentador da faixa de 'existencialista-mor'. Não me simpatizo muito com suas idéias, mas enfim... A academia o adotou. E como simples 'mortal' da academia, nada a fazer do que tentar discorrer durante a semana do pensamento do 'cara'. Tenho um primo que o adora. Como ele mesmo diz: 'viajo na do cara'. E viaja mesmo, viveu mais em Clínicas para desintoxicar-se das 'overdoses' de cocaína, do que com a sua amada 'liberdade', escolha dele né? (Não estou querendo também dizer que sua 'pira' tem haver com leituras Sartrianas, seria uma imbecilidade da minha parte). A coisa de analisar o Sartre fez-me lembrar do primo. Bem como o proprio Sartre defenderia, sou livre para pensar o que quiser. Também sou livre para analisar as coisas do modo que eu achar mais convincente. Também sou livre para escolher o que mais se identifica com o que entendo por Existencialismo, não é mesmo??? Vamos analisar: Frase por frase: 1)"(...)"O existencialista, pelo contrário, pensa que é muito incomodativo que Deus não exista, porque desaparece com ele toda a possibilidade de achar valores num céu inteligível; não pode existir já o bem a priori, visto não haver já uma consciência infinita e perfeita para pensá-lo;"
-Não creio que os 'verdadeiros' Existencialistas estejam preocupados com a anulação de Deus como Ente, Essencia ou o raio que o valha, porque esse não é o ponto. A atividade da alma humana dentro do contexto 'existência' é o ápice da 'incomodação' existencialista.Sua dor. Sua peregrinação dentro do corpóreo. Só. De resto Sr.Sartre, são mereas preocupações de padre e pastores, ainda fascinados pela escolástica medieval. 2)-"(...)não está escrito em parte alguma que o bem existe, que é preciso ser honesto, que não devemos mentir, já que precisamente estamos agora num plano em que há somente homens" As questões abordadas em relação ao proceder humano dentro da sociedade, deveria ser um caso mais para ROUSSSEAU (O Contrato Social), e WEBER (das Instituições Burocráticas), não acha???
E vamos a frase VENCEDORA do 'torneio de hoje', tchan,tchan, tchan... 3)- Dostoiévsky escreveu: "Se Deus não existisse, tudo seria permitido". Aí se situa o ponto de partida do existencialismo." Bem, como o final do 'negócio' termina com uma citação ao meu queridíssimo Dostoievski, tu ó grande pensador Sartre, estás abolido das minhas ferrenhas críticas nesse dia. Vou estudá-lo durante a semana com prazer.
domingo, 17 de outubro de 2010
EXISTÊNCIA....ENFADONHA EXISTÊNCIA....
TÉDIO-(Charles Baudelaire)
Eu sou um cemitério estranho, sem conforto,
Onde vermes aos mil — remorsos doloridos,
Atacam de preferência os meus mortos queridos.
Eu sou um toucador, com rosas desbotadas,
Onde jazem no chão as modas desprezadas,
E onde, sós, tristemente, os quadros de Boucher
Fuem o doce olor d'um frasco de Gellé.
Nada pode igualar os dias tormentosos
Em que, sob a pressão de invernos rigorosos,
O Tédio, fruto infeliz da incuriosidade,
Alcança as proporções da Imortalidade.
— Desde hoje, não és mais, ó matéria vivente,
Do que granito envolto em terror inconsciente.
A emergir de um Saara movediço, brumoso!
Velha esfinge que dorme um sono misterioso,
Esquecida, ignorada, e cuja face fria
Só brilha quando o Sol dá a boa-noite ao dia!
"Vaidade de vaidade! diz o pregador, vaidade de vaidades! é tudo vaidade."Eclesiastes Cap.I Vers.1
Dia de tédio.Arrastei-me da cama como um verme que se refugia do sol.Minha alma pedia pra permanecer ali estática. Senti a recusa do meu espírito, envolto ao sono, a voltar para o meu corpo.Talvez quisesse perambular pelo étereo. Minha mente não queria pensar. O enfado cerebral, doía-me a cabeça..Fechei os olhos tentando não produzir nenhum só pensamento. Não consegui.Existência infâme, por que te apossas de mim? Miserável ser eu sou. Impotente diante do meu próprio 'eu'.Poderíamos ter dias nulos.Dias em brancos. Dias que não necessitassem ser vivenciados.Dias que não precisaríamos ter consciência da consciência. Oh, porque Tu criaste um ser tão limitado?? Por que me faz sentir tudo isso? Por que me subjugas a essa existência, da qual não pedi pra participar?? Quais foram os Teus critérios pra que eu estivesse aqui. O justo seria questionar-me antes não é? Mas Tu sempre faz aquilo que Lhe agrada.Sempre me debato Contigo. Sempre sei que vou perder. Sou uma ínfima parte do nada. Tu me fazes sentir assim. Presenteou-me com o tédio.Com a dor e repulsa pelo viver. Quisera eu poder livrar-me de Tua presença. Mas estás a espreitar-me por todos os lados. Sinto o quanto Tu me consideras tola. Só Tu sabes o quanto tudo isso me desagrada.A Eternidade, essa absurda....Não combina com a minha alma cansada.Como anseio o vácuo dos sepulcros.... Quisera desfazer-me das amarras que me ligam a esse dia. É tudo a mesma coisa."Nada há de novo debaixo do sol". Deus...Oh pobre Deus!!Como Tu suportas as eras que vão e vem.As coisas se repetem numa perenidade entojada. Talvez, Tu estejas condenado à eternidade. Não nos faça o mesmo... Meu Senhor,perdoe meus pecados, mas poupe-me da Eternidade. Amém.
Eu sou um cemitério estranho, sem conforto,
Onde vermes aos mil — remorsos doloridos,
Atacam de preferência os meus mortos queridos.
Eu sou um toucador, com rosas desbotadas,
Onde jazem no chão as modas desprezadas,
E onde, sós, tristemente, os quadros de Boucher
Fuem o doce olor d'um frasco de Gellé.
Nada pode igualar os dias tormentosos
Em que, sob a pressão de invernos rigorosos,
O Tédio, fruto infeliz da incuriosidade,
Alcança as proporções da Imortalidade.
— Desde hoje, não és mais, ó matéria vivente,
Do que granito envolto em terror inconsciente.
A emergir de um Saara movediço, brumoso!
Velha esfinge que dorme um sono misterioso,
Esquecida, ignorada, e cuja face fria
Só brilha quando o Sol dá a boa-noite ao dia!
"Vaidade de vaidade! diz o pregador, vaidade de vaidades! é tudo vaidade."Eclesiastes Cap.I Vers.1
Dia de tédio.Arrastei-me da cama como um verme que se refugia do sol.Minha alma pedia pra permanecer ali estática. Senti a recusa do meu espírito, envolto ao sono, a voltar para o meu corpo.Talvez quisesse perambular pelo étereo. Minha mente não queria pensar. O enfado cerebral, doía-me a cabeça..Fechei os olhos tentando não produzir nenhum só pensamento. Não consegui.Existência infâme, por que te apossas de mim? Miserável ser eu sou. Impotente diante do meu próprio 'eu'.Poderíamos ter dias nulos.Dias em brancos. Dias que não necessitassem ser vivenciados.Dias que não precisaríamos ter consciência da consciência. Oh, porque Tu criaste um ser tão limitado?? Por que me faz sentir tudo isso? Por que me subjugas a essa existência, da qual não pedi pra participar?? Quais foram os Teus critérios pra que eu estivesse aqui. O justo seria questionar-me antes não é? Mas Tu sempre faz aquilo que Lhe agrada.Sempre me debato Contigo. Sempre sei que vou perder. Sou uma ínfima parte do nada. Tu me fazes sentir assim. Presenteou-me com o tédio.Com a dor e repulsa pelo viver. Quisera eu poder livrar-me de Tua presença. Mas estás a espreitar-me por todos os lados. Sinto o quanto Tu me consideras tola. Só Tu sabes o quanto tudo isso me desagrada.A Eternidade, essa absurda....Não combina com a minha alma cansada.Como anseio o vácuo dos sepulcros.... Quisera desfazer-me das amarras que me ligam a esse dia. É tudo a mesma coisa."Nada há de novo debaixo do sol". Deus...Oh pobre Deus!!Como Tu suportas as eras que vão e vem.As coisas se repetem numa perenidade entojada. Talvez, Tu estejas condenado à eternidade. Não nos faça o mesmo... Meu Senhor,perdoe meus pecados, mas poupe-me da Eternidade. Amém.
domingo, 10 de outubro de 2010
O QUE REALMENTE ACONTECEU NO EQUADOR?
"No ordem das vicissitudes humanas não é sempre a maioria da massa física a que decide, mas sim a superioridade da força moral que inclina para si a balança política." [ Simón Bolivar ]
"Para compreender corretamente a natureza dos próximos acontecimentos devemos antes de mais nada demonstrar a teoria falsa e completamente equivocada segundo a qual a próxima guerra será uma guerra entre o fascismo e a "democracia. Nada é mais falso e mais estúpido do que essa idéia. As "democracias" imperialistas estão divididas por causa das contradições dos seus interesses em todo o mundo."(Trotsky).
(JÁ QUE NÃO ENCONTREI NENHUM SOCIÓLOGO DE PLANTÃO QUE PUDESSE ME EXPLICAR O QUE OCORREU POR LÁ, FIZ AS ANÁLISES POR 'EUZINHA' MESMA, ASSIM SENDO O QUE ESTÁ DITO ABAIXO NADA TEM DE REALMEMTE EMPÍRICO POR ASSIM DIZER, ENTÃO QUALQUER RELATO COM FATOS REAIS TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA....)
Os 'camaradas' proletas dizem que tenho asco exagerado pelos Imperialistas, (leia-se aqui EUA). Meu asco por assim dizer, não tem origem apenas no meu 'recente' conhecimento de suas práticas políticas dominadoras. Abomino os americanos do norte desde que tive o não prazer de por meus pés naquele lugar. Há alguns anos atrás meu vô foi convidado pela Igreja Batista do Estado do Alabama para participar de uma série de programações da Igreja local na cidade de Childersburg. Fui com ele. Diga-se de passagem meu vô era ótimo conferencista evangélico e seu inglês era impecável (ele sempre será meu orgulho). Lembro-me de como fomos tratados na alfândega daquele país. Senti-me não gente. Nos olharam como se fossêmos muito inferiores a eles. Mesmo dentro da comunidade dita 'cristã', os 'irmãos em Cristo' nos fizerem sentir o que realmente éramos:estrangeiros. Quando fomos para Nova Orleans (Louisiana), numa Igreja formada por portenhos, o tratamento não foi diferente. Essa gente sempre mostra sua 'superioridade' frente aos Latinos. Eles nos reconhecem à quilometros. Bem, Igreja e viagem não são o propósito aqui, até porquê quero esquecer-me daquele lugar.Foi só pra dizer que minha indignação não é tão acadêmica quanto pensam os meus colegas.Vamos repassar os fatos ocorridos no Equador em 30 de Setembro.1): Anuncia-se um golpe de Estado contra o Presidente Rafael Correa.2)-A imprensa nacional divulgou que Correa havia sido sequestrado. Mas na verdade ele havia ido para um hospital (para cuidar de problemas de saúde), mesmo assim fez questão que o mundo pensasse que ele estaria sob 'forças revolucionárias'. 3)- Os policiais revoltosos reclamavam a revogação da lei de serviço público,(que diga-se de passagem que as medidas tomadas por Correa foram uma afronta a essa categoria e também para várias classes de trabalhadores daquele país).O que na verdade queriam é que essas medidas fossem revistas, mas não a destituição do presidente pela força. 3) Todos os representantes do Estado burguês e da burguesia se pronunciaram contra o suposto golpe e pela defesa da 'democracia'. Agora analisem o estranho da coisa: o protesto foi feito apenas por policiais de baixa e média patentes. Sem autorização de seus superiores hierárquicos. O estranho aqui reside em pensarmos como uma classe que não possue uma representividade forte o suficiente para se mobilizar, consegue exilar o Presidente em um "HOSPITAL"? E mantê-lo lá para que as negociações fossem feitas. Outro ponto: Correa estava o tempo todo sob proteção das forças armadas. Que poderoso grupo de 'milicos' é esse para conseguir tal façanha??? Outra coisa, a policia equatoriana não possue o que podemos dizer a'simpatia' da população para se embrenhar em tal manifesto, visto que durante protestos das massas sempre foi a primeira a 'baixar o pau' no proletariado. Mas mesmo 'exilado' Correa dirigia o país e se comunicava o tempo todo com o exterior. Que forma mais contemporânea de sequestro hein??!!!(O que as FARCs pensariam sobre isso????rsrsrs)Passemos agora para a grande pantomima que foi montada:Correa sai do seu 'suposto' exílio com a ajuda do exército, como se alguma negociação tivesse sido acordada para tanto.Agora vem o mais engraçado de toda a história: Os Imperialistas saem solidários ao governo, dizendo que Correa era sinônimo de, PASMEM: DEMOCRACIA, naquele país. (BEM, VOCÊS SABEM QUE NÃO GOSTO DA TAL DEMOCRACIA), não vou nem falar sobre ela aqui. Mas analisar o governo equatoriano como democrático, é o fim dos tempos. Normal essa divulgação dos porcos Imperialistas quando se trata de um governo vassalo. E principalmente se esse governo for favorável aos seus interesses plutocráticos. Estou fortemente inclinada a acreditar que todo esse teatro foi montado para desviar a atenção do povo equatoriano para a venda da sua nação para a 'Grande Roma Contemporânea'. Esse 'scripit do suposto golpe', é digno de mentes hollywoodianas. Isso não nasceu do cérebro inépto do Correa. E tudo isso mostra que somos o 'alvo da vez' do TIO SAM. A manutenção da nossa indigência Latino-americana interessa e muito aos Imperialistas. Indigência tanto no campo econômico quanto intelecutal. Até quando continuaremos a sermos prêsas tão fáceis???
"Para compreender corretamente a natureza dos próximos acontecimentos devemos antes de mais nada demonstrar a teoria falsa e completamente equivocada segundo a qual a próxima guerra será uma guerra entre o fascismo e a "democracia. Nada é mais falso e mais estúpido do que essa idéia. As "democracias" imperialistas estão divididas por causa das contradições dos seus interesses em todo o mundo."(Trotsky).
(JÁ QUE NÃO ENCONTREI NENHUM SOCIÓLOGO DE PLANTÃO QUE PUDESSE ME EXPLICAR O QUE OCORREU POR LÁ, FIZ AS ANÁLISES POR 'EUZINHA' MESMA, ASSIM SENDO O QUE ESTÁ DITO ABAIXO NADA TEM DE REALMEMTE EMPÍRICO POR ASSIM DIZER, ENTÃO QUALQUER RELATO COM FATOS REAIS TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA....)
Os 'camaradas' proletas dizem que tenho asco exagerado pelos Imperialistas, (leia-se aqui EUA). Meu asco por assim dizer, não tem origem apenas no meu 'recente' conhecimento de suas práticas políticas dominadoras. Abomino os americanos do norte desde que tive o não prazer de por meus pés naquele lugar. Há alguns anos atrás meu vô foi convidado pela Igreja Batista do Estado do Alabama para participar de uma série de programações da Igreja local na cidade de Childersburg. Fui com ele. Diga-se de passagem meu vô era ótimo conferencista evangélico e seu inglês era impecável (ele sempre será meu orgulho). Lembro-me de como fomos tratados na alfândega daquele país. Senti-me não gente. Nos olharam como se fossêmos muito inferiores a eles. Mesmo dentro da comunidade dita 'cristã', os 'irmãos em Cristo' nos fizerem sentir o que realmente éramos:estrangeiros. Quando fomos para Nova Orleans (Louisiana), numa Igreja formada por portenhos, o tratamento não foi diferente. Essa gente sempre mostra sua 'superioridade' frente aos Latinos. Eles nos reconhecem à quilometros. Bem, Igreja e viagem não são o propósito aqui, até porquê quero esquecer-me daquele lugar.Foi só pra dizer que minha indignação não é tão acadêmica quanto pensam os meus colegas.Vamos repassar os fatos ocorridos no Equador em 30 de Setembro.1): Anuncia-se um golpe de Estado contra o Presidente Rafael Correa.2)-A imprensa nacional divulgou que Correa havia sido sequestrado. Mas na verdade ele havia ido para um hospital (para cuidar de problemas de saúde), mesmo assim fez questão que o mundo pensasse que ele estaria sob 'forças revolucionárias'. 3)- Os policiais revoltosos reclamavam a revogação da lei de serviço público,(que diga-se de passagem que as medidas tomadas por Correa foram uma afronta a essa categoria e também para várias classes de trabalhadores daquele país).O que na verdade queriam é que essas medidas fossem revistas, mas não a destituição do presidente pela força. 3) Todos os representantes do Estado burguês e da burguesia se pronunciaram contra o suposto golpe e pela defesa da 'democracia'. Agora analisem o estranho da coisa: o protesto foi feito apenas por policiais de baixa e média patentes. Sem autorização de seus superiores hierárquicos. O estranho aqui reside em pensarmos como uma classe que não possue uma representividade forte o suficiente para se mobilizar, consegue exilar o Presidente em um "HOSPITAL"? E mantê-lo lá para que as negociações fossem feitas. Outro ponto: Correa estava o tempo todo sob proteção das forças armadas. Que poderoso grupo de 'milicos' é esse para conseguir tal façanha??? Outra coisa, a policia equatoriana não possue o que podemos dizer a'simpatia' da população para se embrenhar em tal manifesto, visto que durante protestos das massas sempre foi a primeira a 'baixar o pau' no proletariado. Mas mesmo 'exilado' Correa dirigia o país e se comunicava o tempo todo com o exterior. Que forma mais contemporânea de sequestro hein??!!!(O que as FARCs pensariam sobre isso????rsrsrs)Passemos agora para a grande pantomima que foi montada:Correa sai do seu 'suposto' exílio com a ajuda do exército, como se alguma negociação tivesse sido acordada para tanto.Agora vem o mais engraçado de toda a história: Os Imperialistas saem solidários ao governo, dizendo que Correa era sinônimo de, PASMEM: DEMOCRACIA, naquele país. (BEM, VOCÊS SABEM QUE NÃO GOSTO DA TAL DEMOCRACIA), não vou nem falar sobre ela aqui. Mas analisar o governo equatoriano como democrático, é o fim dos tempos. Normal essa divulgação dos porcos Imperialistas quando se trata de um governo vassalo. E principalmente se esse governo for favorável aos seus interesses plutocráticos. Estou fortemente inclinada a acreditar que todo esse teatro foi montado para desviar a atenção do povo equatoriano para a venda da sua nação para a 'Grande Roma Contemporânea'. Esse 'scripit do suposto golpe', é digno de mentes hollywoodianas. Isso não nasceu do cérebro inépto do Correa. E tudo isso mostra que somos o 'alvo da vez' do TIO SAM. A manutenção da nossa indigência Latino-americana interessa e muito aos Imperialistas. Indigência tanto no campo econômico quanto intelecutal. Até quando continuaremos a sermos prêsas tão fáceis???
domingo, 3 de outubro de 2010
A CONTRADIÇÃO DE CHOMSKY
O sr. tem esperança?
"-Claro, por que não? Em todo mundo as pessoas estão insatisfeitas, procurando alternativas, mas houve um certo sucesso na destruição da organização social. Há toda uma cultura de individualização que tem o objetivo de separar as pessoas.A menos que a mídia seja democratizada será muito difícil mudar a cabeça das pessoas. As telecomunicações - a chamada nova fronteira - estão nas mãos do setor privado.AVRAM NOAM CHOMSKY- (em entrevista ao Jornal do Brasil, setembro/96-sobre as eleições nos EUA.)
"Tenho que dizer odeio a tal democracia, justamente por entender que além de ser altamente representada pela burguesia, é excludente da classe minoritária... uma sociedade só pode se desenvolver quando há um corpo uno onde todos possam vivenciar as possibilidades de se constituirem como cidadãos..."(KAREM REGINA COSTA)
(SE EU FALAR DE ELEIÇÃO HOJE, VOU VOMITAR...)
Apesar da minha admiração por Chomsky, não posso concordar que a 'democratização da mídia' salve a lavoura. Democracia é algo que não gosto. Analisada com bastante profundidade nota-se que é bastante sectarista e fragmentadora. Não estou também defendendo o Socialismo (até por se tratar de mero um sistema de transição). O Comunismo me parece algo mais humano. Mas os humanos não estão preparados para ele. Estão muito preocupados com a 'liberdade ' que vivem. Gostaria que me falassem que 'liberdade' é essa que tanto defendem, pois não consigo reconhecer nesse sistema nenhum um só traço dela. Gostaria muito de entender na íntegra o que vem a ser LIBERDADE?? A única liberdade que reconheço é aquela que cultivo na minha subjetividade. Mas discutir liberdade não é minha intenção aqui. Analisando a fala de Chomsky noto algo de extremamente contraditório, percebam:1)"(...)SUCESSO NA DESTRUIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO SOCIAL"-sem querer ser Estruturalista, nenhuma relação social subsiste sem uma ordem mínima; sem querer ser Weberiana, não há instituição que se mantenha no caos e sem elas a sociedade desaba. 2)"(...)CULTURA DE INDIVIDUALIZAÇÃO QUE TEM POR OBJETIVO SEPARAR AS PESSOAS"-não há nada que separe mais as pessoas do que a globalização, o intento de unir as pessoas via novos sistemas tecnológicos, tem criado indivíduos cada vez mais solitários e egoístas, sendo assim não existe uma cultura de individualização.3)-Se se defende uma mídia democrática, então porquê reclamar se ela está nas mãos da iniciativa privada????Eu adoro o Chomsky, mas esses 3 pontos contraditórios, infelizmente não foram explorados pelo jornalista. Eu não perderia a oportunidade. Sabe, acabei de crer que por mais 'antenado' e informado que um indivíduo seja ele acaba falando asneiras, tais como as citadas acima. Faço Mea Culpa, se algum sociólogo me provar o contrário.Mas continuo admirando muito a sapiência de Noam Chomsky.
"-Claro, por que não? Em todo mundo as pessoas estão insatisfeitas, procurando alternativas, mas houve um certo sucesso na destruição da organização social. Há toda uma cultura de individualização que tem o objetivo de separar as pessoas.A menos que a mídia seja democratizada será muito difícil mudar a cabeça das pessoas. As telecomunicações - a chamada nova fronteira - estão nas mãos do setor privado.AVRAM NOAM CHOMSKY- (em entrevista ao Jornal do Brasil, setembro/96-sobre as eleições nos EUA.)
"Tenho que dizer odeio a tal democracia, justamente por entender que além de ser altamente representada pela burguesia, é excludente da classe minoritária... uma sociedade só pode se desenvolver quando há um corpo uno onde todos possam vivenciar as possibilidades de se constituirem como cidadãos..."(KAREM REGINA COSTA)
(SE EU FALAR DE ELEIÇÃO HOJE, VOU VOMITAR...)
Apesar da minha admiração por Chomsky, não posso concordar que a 'democratização da mídia' salve a lavoura. Democracia é algo que não gosto. Analisada com bastante profundidade nota-se que é bastante sectarista e fragmentadora. Não estou também defendendo o Socialismo (até por se tratar de mero um sistema de transição). O Comunismo me parece algo mais humano. Mas os humanos não estão preparados para ele. Estão muito preocupados com a 'liberdade ' que vivem. Gostaria que me falassem que 'liberdade' é essa que tanto defendem, pois não consigo reconhecer nesse sistema nenhum um só traço dela. Gostaria muito de entender na íntegra o que vem a ser LIBERDADE?? A única liberdade que reconheço é aquela que cultivo na minha subjetividade. Mas discutir liberdade não é minha intenção aqui. Analisando a fala de Chomsky noto algo de extremamente contraditório, percebam:1)"(...)SUCESSO NA DESTRUIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO SOCIAL"-sem querer ser Estruturalista, nenhuma relação social subsiste sem uma ordem mínima; sem querer ser Weberiana, não há instituição que se mantenha no caos e sem elas a sociedade desaba. 2)"(...)CULTURA DE INDIVIDUALIZAÇÃO QUE TEM POR OBJETIVO SEPARAR AS PESSOAS"-não há nada que separe mais as pessoas do que a globalização, o intento de unir as pessoas via novos sistemas tecnológicos, tem criado indivíduos cada vez mais solitários e egoístas, sendo assim não existe uma cultura de individualização.3)-Se se defende uma mídia democrática, então porquê reclamar se ela está nas mãos da iniciativa privada????Eu adoro o Chomsky, mas esses 3 pontos contraditórios, infelizmente não foram explorados pelo jornalista. Eu não perderia a oportunidade. Sabe, acabei de crer que por mais 'antenado' e informado que um indivíduo seja ele acaba falando asneiras, tais como as citadas acima. Faço Mea Culpa, se algum sociólogo me provar o contrário.Mas continuo admirando muito a sapiência de Noam Chomsky.
domingo, 26 de setembro de 2010
O PRIMEIRO HOMEM POR QUEM ME APAIXONEI
Vi uma lágrima numa poça de lama
azul
olhei ao meu redor
os raios cobriam o céu
amarelo
amarelo os raios, não o céu
vi um corvo cantando uma melodia
correndo com pés de atleta
preto
preto os pés, não o atleta
vi um menino com corpo de interrogação
ele não falou
eu que tenho corpo de exclamação
também não falei
ele chorou
azul
azul a lágrima, não o menino
eu me estiquei e apanhei a sua gota de lágrima
também chorei uma lágrima
verde
verde os meus olhos, não a lágrima
com as gotas, construímos reticências
e ficamos por ali
...FRANZ KAFKA
Um domingo atípico para mim. Chovia. Sonhei a noite inteira com minha primeira paixão. Sonhei com Kafka. Ontem terminei de ler seu livro:CARTA AO PAI.Para mim deveria se chamar CARTA À MÃE, mas enfim.... Nunca gostei do belo. É extremamente enganador. Odeio a 'fogueira das vaidades. Sempre amei fraqueza. O frágil. O efêmero. O leve. O suave. Tal como a brisa que visitou Isaias na caverna. A brisa era Deus. Isaias esperava um trovão. Um relâmpago. Mas o que veio foi somente um sopro. O sopro era Deus. As coisas eternas se transfiguram na leveza. Apeguei-me aos animais. Aos seres do subsolo e sua passividade ante a dor que é viver. Kafka soube sangrar. Como Cristo. Quero aprender sangrar. Mas sangrar sentindo cada gota escorrer. Como se assim escorresse meu viver. Aceitando o que a existência me impôs. Amando a minha posiçao nesse lugar. Quando leio Kafka fico assim. A mãe diz que fico dodói. Fico chorona. Olho pra janela e vejo os olhos de Kafka. Como se me dissessem:"Sempre te falei que dói respirar". E respirar dói. Respirar dói. Respirar, dói.... Como gostaria que Kafka tivesse vivido minha época. Talvez eu hoje o amaria. Quando li " O CASTELO", na adolescência, aprendi com ele que o mundo não era um lugar para todos. Me apaixonei por ele intensamente. Ele me dizia que pessoas anormais como nós (eu e ele), não éramos bem vindos por aqui. Não erámos belos como mundo exige. Não somos tão sábios como o mundo nos requer. Não somos tão corajosos para sermos felizes. Então nos resta esperar. Esperar que tudo isso passe. Que a existência passe. E nos sobrará o refrescor da morte. "Oh! amada Filomena...Como te quero...Como te anseio....És tu que estás a bater em minha porta??" Filomena era a morte, a mulher por quem tanto ele esperava. A morte. O vazio. O nada. O vô dizia que na terra de Kafka havia neve. E que a neve deixava as pessoas tristes. O vô conheceu a Argentina. Disse que era uma terra de gente triste. As pessoas não sorriem. Então falei pra ele: Vou pra Argentina! Aqui as pessoas riem demais.Amam de menos. Não pensam. Flutuam como folhas levadas pelo vento. Não gosto daqui. Sou triste demais pra esse lugar. Vou pra Argentina. Quero chorar sozinha. Quero ver a neve. Já a sinto em meu coração. Escorre...escorre...escorre. O riso esconde o rosto das pessoas.Camufla. Mascara. E esconde quem elas realmente são. Sinto-me um tanto falsa quando necessito sorrir. As pessoas logo percebem. Talvez essa cruel sensibilidade me imposta por Deus, seja o espinho na 'carne', que transpassado à minha alma, me faça chorar hoje. Não hoje não sou socióloga. Não quero criticar nada. Quero ser como Kafka. Quero ficar extremamente só.Que bom, a mãe saiu.Estou agora extremamente só. Só como nunca antes me senti. Gosto desse sentimento. Recolho-me a meu quarto. Choro. Não vou à Igreja. Não quero que Deus me veja chorar. Hoje eu sou extremamente 'eu'.
azul
olhei ao meu redor
os raios cobriam o céu
amarelo
amarelo os raios, não o céu
vi um corvo cantando uma melodia
correndo com pés de atleta
preto
preto os pés, não o atleta
vi um menino com corpo de interrogação
ele não falou
eu que tenho corpo de exclamação
também não falei
ele chorou
azul
azul a lágrima, não o menino
eu me estiquei e apanhei a sua gota de lágrima
também chorei uma lágrima
verde
verde os meus olhos, não a lágrima
com as gotas, construímos reticências
e ficamos por ali
...FRANZ KAFKA
Um domingo atípico para mim. Chovia. Sonhei a noite inteira com minha primeira paixão. Sonhei com Kafka. Ontem terminei de ler seu livro:CARTA AO PAI.Para mim deveria se chamar CARTA À MÃE, mas enfim.... Nunca gostei do belo. É extremamente enganador. Odeio a 'fogueira das vaidades. Sempre amei fraqueza. O frágil. O efêmero. O leve. O suave. Tal como a brisa que visitou Isaias na caverna. A brisa era Deus. Isaias esperava um trovão. Um relâmpago. Mas o que veio foi somente um sopro. O sopro era Deus. As coisas eternas se transfiguram na leveza. Apeguei-me aos animais. Aos seres do subsolo e sua passividade ante a dor que é viver. Kafka soube sangrar. Como Cristo. Quero aprender sangrar. Mas sangrar sentindo cada gota escorrer. Como se assim escorresse meu viver. Aceitando o que a existência me impôs. Amando a minha posiçao nesse lugar. Quando leio Kafka fico assim. A mãe diz que fico dodói. Fico chorona. Olho pra janela e vejo os olhos de Kafka. Como se me dissessem:"Sempre te falei que dói respirar". E respirar dói. Respirar dói. Respirar, dói.... Como gostaria que Kafka tivesse vivido minha época. Talvez eu hoje o amaria. Quando li " O CASTELO", na adolescência, aprendi com ele que o mundo não era um lugar para todos. Me apaixonei por ele intensamente. Ele me dizia que pessoas anormais como nós (eu e ele), não éramos bem vindos por aqui. Não erámos belos como mundo exige. Não somos tão sábios como o mundo nos requer. Não somos tão corajosos para sermos felizes. Então nos resta esperar. Esperar que tudo isso passe. Que a existência passe. E nos sobrará o refrescor da morte. "Oh! amada Filomena...Como te quero...Como te anseio....És tu que estás a bater em minha porta??" Filomena era a morte, a mulher por quem tanto ele esperava. A morte. O vazio. O nada. O vô dizia que na terra de Kafka havia neve. E que a neve deixava as pessoas tristes. O vô conheceu a Argentina. Disse que era uma terra de gente triste. As pessoas não sorriem. Então falei pra ele: Vou pra Argentina! Aqui as pessoas riem demais.Amam de menos. Não pensam. Flutuam como folhas levadas pelo vento. Não gosto daqui. Sou triste demais pra esse lugar. Vou pra Argentina. Quero chorar sozinha. Quero ver a neve. Já a sinto em meu coração. Escorre...escorre...escorre. O riso esconde o rosto das pessoas.Camufla. Mascara. E esconde quem elas realmente são. Sinto-me um tanto falsa quando necessito sorrir. As pessoas logo percebem. Talvez essa cruel sensibilidade me imposta por Deus, seja o espinho na 'carne', que transpassado à minha alma, me faça chorar hoje. Não hoje não sou socióloga. Não quero criticar nada. Quero ser como Kafka. Quero ficar extremamente só.Que bom, a mãe saiu.Estou agora extremamente só. Só como nunca antes me senti. Gosto desse sentimento. Recolho-me a meu quarto. Choro. Não vou à Igreja. Não quero que Deus me veja chorar. Hoje eu sou extremamente 'eu'.
domingo, 19 de setembro de 2010
FEMINISMO ÀS AVESSAS
"Se emprego tantas horas para me convencer de que tenho razão, não será que exista alguma razão para ter medo de que eu esteja equivocada?" (JANE AUSTEN)
"A liberdade apenas para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade. A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente".(ROSA LUXEMBURGO)
“A pluralidade é a condição da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha a existir.”(HANNAH ARENDT)
Bem talvez meu discurso soe um tanto antifeminista. Sou mulher, adoro o universo feminino (penduricalhos, batons, saltos, langeries, bobagens do gênero), nada tenho contra as lésbicas mas amo um homem,e, no entanto não posso concordar com alguns posicionamentos do grupo de feministas da UEL. Os discursos que tenho ouvido, têm um tom extremamente sexista. Sou filha única de um militar do exército e de uma mãe protestante 'extremista'. Tudo que o pai queria era um 'varão' para poder repassar todo seu conhecimento, jogar bola, ensinar atirar, levar pro quartel, coisas assim. No entanto veio 'euzinha', o pai me amou assim mesmo, mas esqueceu que eu era menina: me ensinou jogar bola, me levava pro quartel, me ensinou pescar, colocava o quépe em mim e dizia: "minha soldadinha", eu o amei tremendamente enquanto viveu (nos deixou cedo, aos 33 anos). O vô assumiu a missão. Fui criada dentro do pensamento dos 'varões' da família, (a mãe estava mais preocupada com os afazeres da Igreja), sendo assim não tenho uma impressão feminina maternal do mundo. Mas posso garantir que o fato de ter sido criada por homens em nada atingirá a minha análise. Gostaria que as feministas me apontassem qual o 'acúmulo' de suas lutas?? Desde Rosa Luxemburgo, qual foram os avanços que o movimento teve (tirando a conquita do voto)??? Nada mais ridículo que a queima de 'soutiens' nas épocas woodstockianas. Em que progredimos culturalmente, no sentido de sermos respeitadas dentro dos limites nos impostos pela própria Natureza?? Os homens continuam nos considerando meras genitoras (aquelas que podem), depósitos de espermas e eternas cuidadoras de suas 'pueris personalidades'.Enquanto acreditarmos que seios, bumbuns, roupas sedutoras, 'caras e bocas' são atrativos femininos, estaremos escravas dessa sociedade onde o possuidor do 'falo' é quem dita as normas. Temos uma sociedade em que a maioria dos dominantes são 'machos'. Estamos então submetidas a regras impostas pelos burocrátas chauvinistas.Acredito que as passeatas em nada resolveram para reconhecimento das mulheres dentro da sociedade. Continuamos ganhando menos. Em nada contribuiram para sermos reconhecidas pela nossa capacidade intelectual e potencialidades para a ocupação de cargos de relevância no país. Temos aí um exemplo esdrúxulo de candidata, ao cargo de maior importância de uma nação, a Sra.DILMA, que dispensa qualquer comparação com a dignidade e honradez feminina.Não quero fazer nenhuma análise do perfil da tal senhora, pra não indignar a condição da mulher que busca conquistar cargos de autoridade dentro da política. Minha concepção de 'mulherão', ficou ainda mais nítida quando assisti a um documentário chamado: SANTA MARTA, 2 SEMANAS DENTRO DE UMA FAVELA (produzido por um grupo de alunos de sociologia da UFRJ). Conheci o relato de vida de uma lavadeira mãe de 5 filhos, abandonada pelo companheiro,que tornou-se pai e mãe dessas crianças desde então. Ela desce e sobe o 'morro' (bem íngrime, diga-se de passagem), cinco vezes ao dia, com enormes cestos de roupa na cabeça.Cuida da casa nos intervalos de uma lavagem e outra, leva e busca as crianças na creche e na escola, à noite conta estorinhas para eles, etc. Paga as contas, nada deixa faltar aos filhos, e ainda sobra tempo de ensaiar o 'samba da Mangueira' e participar das 'rodinhas de pagodes que são comuns nos cantos dos morros cariocas. Isso pra mim é o que podemos chamar de 'Mulherão', ela dá conta do recado, não deixa 'a peteca cair', dá a volta por cima, e ri-se do dia-a-dia. É uma mulher espirituosa, com espírito de batalha nas veias. Não é uma 'dondoquinha' que fica clamando por seus direitos e escrevendo cartas de convecimento à sociedade. Ela vai à luta. Perdoe-me aqui Prof.Renata, mas minha concepção de 'mulherão' é bastante diferenciada da sua. As mulheres do morro não lêem livros que a senhora e seu movimento escreve. Até porquê, muitas delas são completamente analfabetas.Nunca estudaram na Bélgica. Não possuem maridos que as ajudem, são verdadeiras guerreiras. Seu feminismo de gabinete é nojento, as citações de 'suas feministazinhas universitárias' chega ao asco. Leve essas meninas nas favelas londrinenses e mostre a elas os verdadeiros 'mulherões' que lá moram, quem sabe daí poderá surgir idéias realmente inovadoras para a emancipação da mulher.
"A liberdade apenas para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade. A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente".(ROSA LUXEMBURGO)
“A pluralidade é a condição da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha a existir.”(HANNAH ARENDT)
Bem talvez meu discurso soe um tanto antifeminista. Sou mulher, adoro o universo feminino (penduricalhos, batons, saltos, langeries, bobagens do gênero), nada tenho contra as lésbicas mas amo um homem,e, no entanto não posso concordar com alguns posicionamentos do grupo de feministas da UEL. Os discursos que tenho ouvido, têm um tom extremamente sexista. Sou filha única de um militar do exército e de uma mãe protestante 'extremista'. Tudo que o pai queria era um 'varão' para poder repassar todo seu conhecimento, jogar bola, ensinar atirar, levar pro quartel, coisas assim. No entanto veio 'euzinha', o pai me amou assim mesmo, mas esqueceu que eu era menina: me ensinou jogar bola, me levava pro quartel, me ensinou pescar, colocava o quépe em mim e dizia: "minha soldadinha", eu o amei tremendamente enquanto viveu (nos deixou cedo, aos 33 anos). O vô assumiu a missão. Fui criada dentro do pensamento dos 'varões' da família, (a mãe estava mais preocupada com os afazeres da Igreja), sendo assim não tenho uma impressão feminina maternal do mundo. Mas posso garantir que o fato de ter sido criada por homens em nada atingirá a minha análise. Gostaria que as feministas me apontassem qual o 'acúmulo' de suas lutas?? Desde Rosa Luxemburgo, qual foram os avanços que o movimento teve (tirando a conquita do voto)??? Nada mais ridículo que a queima de 'soutiens' nas épocas woodstockianas. Em que progredimos culturalmente, no sentido de sermos respeitadas dentro dos limites nos impostos pela própria Natureza?? Os homens continuam nos considerando meras genitoras (aquelas que podem), depósitos de espermas e eternas cuidadoras de suas 'pueris personalidades'.Enquanto acreditarmos que seios, bumbuns, roupas sedutoras, 'caras e bocas' são atrativos femininos, estaremos escravas dessa sociedade onde o possuidor do 'falo' é quem dita as normas. Temos uma sociedade em que a maioria dos dominantes são 'machos'. Estamos então submetidas a regras impostas pelos burocrátas chauvinistas.Acredito que as passeatas em nada resolveram para reconhecimento das mulheres dentro da sociedade. Continuamos ganhando menos. Em nada contribuiram para sermos reconhecidas pela nossa capacidade intelectual e potencialidades para a ocupação de cargos de relevância no país. Temos aí um exemplo esdrúxulo de candidata, ao cargo de maior importância de uma nação, a Sra.DILMA, que dispensa qualquer comparação com a dignidade e honradez feminina.Não quero fazer nenhuma análise do perfil da tal senhora, pra não indignar a condição da mulher que busca conquistar cargos de autoridade dentro da política. Minha concepção de 'mulherão', ficou ainda mais nítida quando assisti a um documentário chamado: SANTA MARTA, 2 SEMANAS DENTRO DE UMA FAVELA (produzido por um grupo de alunos de sociologia da UFRJ). Conheci o relato de vida de uma lavadeira mãe de 5 filhos, abandonada pelo companheiro,que tornou-se pai e mãe dessas crianças desde então. Ela desce e sobe o 'morro' (bem íngrime, diga-se de passagem), cinco vezes ao dia, com enormes cestos de roupa na cabeça.Cuida da casa nos intervalos de uma lavagem e outra, leva e busca as crianças na creche e na escola, à noite conta estorinhas para eles, etc. Paga as contas, nada deixa faltar aos filhos, e ainda sobra tempo de ensaiar o 'samba da Mangueira' e participar das 'rodinhas de pagodes que são comuns nos cantos dos morros cariocas. Isso pra mim é o que podemos chamar de 'Mulherão', ela dá conta do recado, não deixa 'a peteca cair', dá a volta por cima, e ri-se do dia-a-dia. É uma mulher espirituosa, com espírito de batalha nas veias. Não é uma 'dondoquinha' que fica clamando por seus direitos e escrevendo cartas de convecimento à sociedade. Ela vai à luta. Perdoe-me aqui Prof.Renata, mas minha concepção de 'mulherão' é bastante diferenciada da sua. As mulheres do morro não lêem livros que a senhora e seu movimento escreve. Até porquê, muitas delas são completamente analfabetas.Nunca estudaram na Bélgica. Não possuem maridos que as ajudem, são verdadeiras guerreiras. Seu feminismo de gabinete é nojento, as citações de 'suas feministazinhas universitárias' chega ao asco. Leve essas meninas nas favelas londrinenses e mostre a elas os verdadeiros 'mulherões' que lá moram, quem sabe daí poderá surgir idéias realmente inovadoras para a emancipação da mulher.
domingo, 12 de setembro de 2010
SUBMISSÃO: OS MISTÉRIOS DA DOMINAÇÃO
"Que o governado vote e legitime seus líderes é suficiente, a relação específica deles para com esse ato, não tem importância se ela permite aos governantes proclamar legitimidade e agir como legítimas autoridades. Tendo votado, as pessoas não mais importam, os líderes podem continuar seu trabalho."-PAUL Q. HIRST-Comentador de MAX WEBER
"O fato meramente exterior de ser obedecida a ordem não é suficiente para significar a dominação, em nosso sentido; não podemos ignorar o sentido de que o comando é aceito como uma norma "válida"...Em um caso concreto, o desempenho do comando pode ter sido motivado pela convicção do próprio comandado quanto à sua adequação, ou pelo seu senso de dever, ou por hábito 'embrutecido', ou por desejo de obter alguma vantagem pessoal" - MAX WEBER.
"A dominação do amor como cárcere da alma, aprisionamento de sentidos, caminhos espinhosos, é o preço que nos foi imputado por Deus, por não amá-Lo tão somente."KAREM REGINA (futura socióloga)
Pode parecer estranho mas a dominação possui um sentido universal para todas as coisas.Weber considera a dominação 'pura', aquela em que os indivíduos se submetem quase sem saber porquê, a um determinado governo.Essa espontaneidade do sujeito é que o hipnotiza. É como se tivessem atraídos pela figura da liderança. A subjetividade, ou melhor a intersubjetividade entre dominado e dominante, passa a ser um mistério para ele. Em sua obra "Os 3 Tipos de Dominação Legítima", os dois outros tipos (por interesse e por coerção violenta), são os que menos chamam a atenção. A análise gira em torno desse mistério que há entre a deliberação e a aceitação pacífica de determinado comando. Hoje com toda a informação que os indivíduos têm acesso, esse tipo de domínio é o que tem prevalecido. Por quê? Quando li o texto pela primeira vez, acreditei que fosse mais uma questão para a Psicologia resolver do que propriamente para a Sociologia. Como entender os 'tipos' que se submetem de forma dócil e amável à uma autoridade, delegando à ela toda autonomia e diretrizes da sociedade? Fiz um acompanhamento do raciocínio de Weber(diga-se de passagem que não foi fácil),no que diz respeito aos tipos de autoridades que conseguiram tal façanha, nem ele e nem eu conseguimos determinar que elemento diferencia essa autoridade das demais. Mas ao fazermos (eu e Weber) uma análise do perfil do comandado, chegamos a um determinado consenso. Esses sujeitos possuem um grau baixíssimo de interesse pelo que acontece no seu 'locus' social. Possuem a lassidão intelectual para dicernimento do caráter do Governante. São totalmente destituídos do sentimento de nacionalismo. Aí está a descrição dos indivíduos que se submetem e sentem prazer no ato da obediência. Por esse motivo que Weber diz que esses 'tipos' sequer merecem a atenção da autoridade. Uma vez legitimada a autoridade, pouco importa o destino dos comandados. O sujeito deixa de existir.Podemos notar a admiração do autor pelos Governantes, esse líder o fascina. Podemos notar também o asco que sente por gente que se deixa dominar de forma tão deliberada. Ele diz:"O SUJEITO SO SE TORNA SUJEITO, NA RECUSA, NA REVOLTA". Se fizermos uma comparação com os dias atuais, estamos vendo todo esse desenrolar de intersubjetividades, que sabemos no que vai dar, aliás, estou também sentindo náuseas, e com uma tremenda preguiça de comentar. Anda mais ameno fazer comentários quanto a dominação do amor. Como os sujeitos que não sabem porque votam nesse ou naquele, também não sei porque tive vontade de fazer a análise sobre o domínio do amor.Mistério. Talvez por não sabermos o porque nos ocorre o amor. Também não o escolhemos deliberadamente. Ele vem, invade e pronto.Esta é uma das diferenças entre os 'tipos votantes' weberianos, e os 'tipos' que amam. Olhamos, ficamos atordoados, um milhão de coisas mudam, e lá estamos nós presos como que numa armadilha,fazendo um esforço sobre humano para nos desvencilharmos ante a alienação que nos foi imposta. Tentando a cada minuto do dia desviar nosso pensamento para coisas construtivas. Nos repreendendo quando pegos absorvidos em pensamentos obscenos.Ficamos sem saber o que fazer com a existência. Mas há uma semelhança entre a análise weberiana quanto aos 'tipos' dominantes, que aqui podemos fazer uma equivalência ao que consegue alcançar o amor de algúem. Há um carisma especial, há um caráter a ser admirado, há uma personalidade a ser reverenciada. É claro que o melhor a fazer é manter essa apreciação amorosa em sigilo, para evitarmos assim a dominação.
"O fato meramente exterior de ser obedecida a ordem não é suficiente para significar a dominação, em nosso sentido; não podemos ignorar o sentido de que o comando é aceito como uma norma "válida"...Em um caso concreto, o desempenho do comando pode ter sido motivado pela convicção do próprio comandado quanto à sua adequação, ou pelo seu senso de dever, ou por hábito 'embrutecido', ou por desejo de obter alguma vantagem pessoal" - MAX WEBER.
"A dominação do amor como cárcere da alma, aprisionamento de sentidos, caminhos espinhosos, é o preço que nos foi imputado por Deus, por não amá-Lo tão somente."KAREM REGINA (futura socióloga)
Pode parecer estranho mas a dominação possui um sentido universal para todas as coisas.Weber considera a dominação 'pura', aquela em que os indivíduos se submetem quase sem saber porquê, a um determinado governo.Essa espontaneidade do sujeito é que o hipnotiza. É como se tivessem atraídos pela figura da liderança. A subjetividade, ou melhor a intersubjetividade entre dominado e dominante, passa a ser um mistério para ele. Em sua obra "Os 3 Tipos de Dominação Legítima", os dois outros tipos (por interesse e por coerção violenta), são os que menos chamam a atenção. A análise gira em torno desse mistério que há entre a deliberação e a aceitação pacífica de determinado comando. Hoje com toda a informação que os indivíduos têm acesso, esse tipo de domínio é o que tem prevalecido. Por quê? Quando li o texto pela primeira vez, acreditei que fosse mais uma questão para a Psicologia resolver do que propriamente para a Sociologia. Como entender os 'tipos' que se submetem de forma dócil e amável à uma autoridade, delegando à ela toda autonomia e diretrizes da sociedade? Fiz um acompanhamento do raciocínio de Weber(diga-se de passagem que não foi fácil),no que diz respeito aos tipos de autoridades que conseguiram tal façanha, nem ele e nem eu conseguimos determinar que elemento diferencia essa autoridade das demais. Mas ao fazermos (eu e Weber) uma análise do perfil do comandado, chegamos a um determinado consenso. Esses sujeitos possuem um grau baixíssimo de interesse pelo que acontece no seu 'locus' social. Possuem a lassidão intelectual para dicernimento do caráter do Governante. São totalmente destituídos do sentimento de nacionalismo. Aí está a descrição dos indivíduos que se submetem e sentem prazer no ato da obediência. Por esse motivo que Weber diz que esses 'tipos' sequer merecem a atenção da autoridade. Uma vez legitimada a autoridade, pouco importa o destino dos comandados. O sujeito deixa de existir.Podemos notar a admiração do autor pelos Governantes, esse líder o fascina. Podemos notar também o asco que sente por gente que se deixa dominar de forma tão deliberada. Ele diz:"O SUJEITO SO SE TORNA SUJEITO, NA RECUSA, NA REVOLTA". Se fizermos uma comparação com os dias atuais, estamos vendo todo esse desenrolar de intersubjetividades, que sabemos no que vai dar, aliás, estou também sentindo náuseas, e com uma tremenda preguiça de comentar. Anda mais ameno fazer comentários quanto a dominação do amor. Como os sujeitos que não sabem porque votam nesse ou naquele, também não sei porque tive vontade de fazer a análise sobre o domínio do amor.Mistério. Talvez por não sabermos o porque nos ocorre o amor. Também não o escolhemos deliberadamente. Ele vem, invade e pronto.Esta é uma das diferenças entre os 'tipos votantes' weberianos, e os 'tipos' que amam. Olhamos, ficamos atordoados, um milhão de coisas mudam, e lá estamos nós presos como que numa armadilha,fazendo um esforço sobre humano para nos desvencilharmos ante a alienação que nos foi imposta. Tentando a cada minuto do dia desviar nosso pensamento para coisas construtivas. Nos repreendendo quando pegos absorvidos em pensamentos obscenos.Ficamos sem saber o que fazer com a existência. Mas há uma semelhança entre a análise weberiana quanto aos 'tipos' dominantes, que aqui podemos fazer uma equivalência ao que consegue alcançar o amor de algúem. Há um carisma especial, há um caráter a ser admirado, há uma personalidade a ser reverenciada. É claro que o melhor a fazer é manter essa apreciação amorosa em sigilo, para evitarmos assim a dominação.
domingo, 5 de setembro de 2010
AS ILUSÕES DESNECESSÁRIAS
ALVARO URIBE E OS CRIMES QUE LESARAM A HUMANIDADE-
GEPAL-LUTAS RESISTENCIAIS
"A mídia brasileira é pródiga em falar do conflito armado na Colômbia, sempre na perspectiva do governo, até estes dias, de Álvaro Uribe. Este, geralmente foi mostrado como o grande democrata que estava fazendo todo o possível para acabar com uma guerra civil que perdura por décadas. Jamais se ouviu ou se leu na mídia comercial brasileira sobre a famosa "black list", um documento produzido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que mostra Uribe como um narcotraficante. O documento é explícito: Álvaro Uribe é um senador (isso em 1991) que colabora ativamente com o cartel de Medelin, recebe dinheiro por isso e é amigo pessoal de Pablo Escobar. Talvez por isso mesmo os EUA tenham apoiado o então senador quando este quis ser presidente da Colômbia e o foi por dois mandatos. Não é sem razão que Uribe permitiu a instalação de nove bases militares estadunidenses no território colombiano. "
"Nos EUA, um em cada seis dólares é gasto em marketing. (...)As pessoas são bombardeadas com propaganda e publicidade todos os dias na televisão, desde a infância. O ideal da vida social é você e seu aparelho de TV."
Noam Chomsky
Como dizia o vô:" A gente morre e não vê tudo". Mesmo conhecendo a capacidade que os Imperialistas têm em cometer atrocidades, esta discussão do GEPAL me deixou atônita, como são capazes de artimanhas tão inescrupulosas?? Mas já deveríamos esperar por isso...afinal sabemos aonde reside a célula 'mater' neoplásica mundial.
Essa foi a semana dos golpes emocionais duros de suportar.Mas sou uma guerreira e fiquei de pé.Eu já sabia que a imprensa tinha lá suas 'recaídas amorosas' com o Poder desde seu divórcio da época da ditadura. A imprensa e o Poder vigente sempre foi um 'caso de amor mal resolvido'. Mas saber que nossa imprensa tinha em mãos um documento desmascarador e não o divulgou, foi pra mim o disparate dos 'disparates'.Agora me pergunto: Qual a verdadeira causa? A pusilânimidade? A adesão brasileira ao 'maldito'neo-liberalismo kista? Ou será algo muito pior, como por exemplo a venda do silêncio para encobrir interesses dos 'poderosos'?
O que estará por trás de tamanho mistério? Além de nos vendermos corpo e alma para esses kistas (meu Deus poupe minha raiva nessa hora), ainda estamos acobertando suas safadezas??? Ainda vou me mudar pra Argentina. Desde criança esse foi meu sonho. Agora é mais do que nunca. Tenho profunda vergonha da minha naturalidade.Tô 'avexada'. Será essa a nossa diplomacia? São essas as relações internacionais que mantemos com os donos do grande K? E todo aquele discurso do democrata Sr.BARACK HUSSEIN OBAMA, quanto ao intenso combate ao narcotráfico? E o pior, esse cara é sociólogo de formação, na área política. Que vexame para a Sociologia. Queremos esses imperialistas fora da América Latina, exigimos isso já. Fora gente rasteira e sem caráter! Deixem nossas crianças colombianas viverem em paz. Deixe nossos indígenas chilenos longe de seus armamentos. Não precisamos de vocês.E quanto a nós povo brasileiro, continuemos nos alienando frente à TV, afinal, nada melhor que programinhas policiais, novelinhas, seriados com conteúdos 'retardantes', filmecos hollywoodianos, mulherada nua o domingo inteiro, programecos de auditórios com 'repertórios interessantíssimos', e para coroar tudo isso deliciemo-nos ante à propaganda eleitoral que é tudo de bom.
GEPAL-LUTAS RESISTENCIAIS
"A mídia brasileira é pródiga em falar do conflito armado na Colômbia, sempre na perspectiva do governo, até estes dias, de Álvaro Uribe. Este, geralmente foi mostrado como o grande democrata que estava fazendo todo o possível para acabar com uma guerra civil que perdura por décadas. Jamais se ouviu ou se leu na mídia comercial brasileira sobre a famosa "black list", um documento produzido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que mostra Uribe como um narcotraficante. O documento é explícito: Álvaro Uribe é um senador (isso em 1991) que colabora ativamente com o cartel de Medelin, recebe dinheiro por isso e é amigo pessoal de Pablo Escobar. Talvez por isso mesmo os EUA tenham apoiado o então senador quando este quis ser presidente da Colômbia e o foi por dois mandatos. Não é sem razão que Uribe permitiu a instalação de nove bases militares estadunidenses no território colombiano. "
"Nos EUA, um em cada seis dólares é gasto em marketing. (...)As pessoas são bombardeadas com propaganda e publicidade todos os dias na televisão, desde a infância. O ideal da vida social é você e seu aparelho de TV."
Noam Chomsky
Como dizia o vô:" A gente morre e não vê tudo". Mesmo conhecendo a capacidade que os Imperialistas têm em cometer atrocidades, esta discussão do GEPAL me deixou atônita, como são capazes de artimanhas tão inescrupulosas?? Mas já deveríamos esperar por isso...afinal sabemos aonde reside a célula 'mater' neoplásica mundial.
Essa foi a semana dos golpes emocionais duros de suportar.Mas sou uma guerreira e fiquei de pé.Eu já sabia que a imprensa tinha lá suas 'recaídas amorosas' com o Poder desde seu divórcio da época da ditadura. A imprensa e o Poder vigente sempre foi um 'caso de amor mal resolvido'. Mas saber que nossa imprensa tinha em mãos um documento desmascarador e não o divulgou, foi pra mim o disparate dos 'disparates'.Agora me pergunto: Qual a verdadeira causa? A pusilânimidade? A adesão brasileira ao 'maldito'neo-liberalismo kista? Ou será algo muito pior, como por exemplo a venda do silêncio para encobrir interesses dos 'poderosos'?
O que estará por trás de tamanho mistério? Além de nos vendermos corpo e alma para esses kistas (meu Deus poupe minha raiva nessa hora), ainda estamos acobertando suas safadezas??? Ainda vou me mudar pra Argentina. Desde criança esse foi meu sonho. Agora é mais do que nunca. Tenho profunda vergonha da minha naturalidade.Tô 'avexada'. Será essa a nossa diplomacia? São essas as relações internacionais que mantemos com os donos do grande K? E todo aquele discurso do democrata Sr.BARACK HUSSEIN OBAMA, quanto ao intenso combate ao narcotráfico? E o pior, esse cara é sociólogo de formação, na área política. Que vexame para a Sociologia. Queremos esses imperialistas fora da América Latina, exigimos isso já. Fora gente rasteira e sem caráter! Deixem nossas crianças colombianas viverem em paz. Deixe nossos indígenas chilenos longe de seus armamentos. Não precisamos de vocês.E quanto a nós povo brasileiro, continuemos nos alienando frente à TV, afinal, nada melhor que programinhas policiais, novelinhas, seriados com conteúdos 'retardantes', filmecos hollywoodianos, mulherada nua o domingo inteiro, programecos de auditórios com 'repertórios interessantíssimos', e para coroar tudo isso deliciemo-nos ante à propaganda eleitoral que é tudo de bom.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
O DISCURSO BURGUÊS
Pois Marx era antes de tudo revolucionário. Contribuir, de um ou outro modo, com a queda da sociedade capitalista e de suas instituições estatais, contribuir com a emancipação do moderno proletariado, que primeiramente devia tomar consciência de sua posição e de seus anseios, consciência das condições de sua emancipação – essa era sua verdadeira missão em vida. O conflito era seu elemento. E ele combateu com uma paixão, com uma obstinação, com um êxito, como poucos tiveram. Seu trabalho no 'Rheinische Zeitung' (1842), no parisiense 'Vorwärts' (1844), no 'Brüsseler Deutsche Zeitung' (1847), no 'Neue Rheinische Zeitung' (1848-9), no 'New York Tribune' (1852-61) – junto com um grande volume de panfletos de luta, trabalho em organização de Paris, Bruxelas e Londres, e por fim a criação da grande Associação Internacional de Trabalhadores coroando o conjunto – em verdade, isso tudo era de novo um resultado que deixaria orgulhoso seu criador, ainda que não tivesse feito mais nada.
E por isso era Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em caluniar-lhe. Ele desvencilhava-se de tudo isso como se fosse uma teia de aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade.
Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra! (FRIEDRICH ENGELS)
A retomada do discurso burguês "às avessas", como diria o Prof.Chico de Oliveira, começou, e haja saco para suportar tanta insanidade. O grande circo se ergue para mais um espetáculo, onde os expectadores vestidos de palhaços, se preparam para assistir a grande pantomima. A apresentação dos protagonistas, agora travestidos de heróis e detentores dos mais nobres valores e sentimentos sociais, tem seu lugar na grande mídia. Totalmente desconhecedores dos desgostos e sofrimentos da grande massa, esses aristocrátas e intelectuais de gabinete, jamais pisaram em uma favela para saber como vivem os marginalizados. Nunca passaram por dificuldades ante um sistema jurídico plutocrático que não privilegia indivíduos vindo de camadas inferiores da sociedade. Onde a simples adoção perpassa uma análise das condições monetárias do requerente. Nunca viveram a realidade da luta pela sobrevivência. Esses seres, que nunca se embrenharam no meio da classe operária, nunca sentiram o peso de se trabalhar horas a fio, para conseguir sobreviver em um mundo que se sabe, não haver lugar para todos. Temos (ou não temos, basta clicar o botão), que suportar essas falácias. O grande Marx que assistiu a pressão burguesa sobre a sociedade proleta, e institucionalizou a esperança dessa classe sobre a exploração, só um homem que viveu a realidade massacrante da super estrutura sobre a estrutura inferior, merece mais do que ninguém a homenagem acima, e só ele tem propriedade para discursar em favor das classes menos favorecidas.
E por isso era Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em caluniar-lhe. Ele desvencilhava-se de tudo isso como se fosse uma teia de aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade.
Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra! (FRIEDRICH ENGELS)
A retomada do discurso burguês "às avessas", como diria o Prof.Chico de Oliveira, começou, e haja saco para suportar tanta insanidade. O grande circo se ergue para mais um espetáculo, onde os expectadores vestidos de palhaços, se preparam para assistir a grande pantomima. A apresentação dos protagonistas, agora travestidos de heróis e detentores dos mais nobres valores e sentimentos sociais, tem seu lugar na grande mídia. Totalmente desconhecedores dos desgostos e sofrimentos da grande massa, esses aristocrátas e intelectuais de gabinete, jamais pisaram em uma favela para saber como vivem os marginalizados. Nunca passaram por dificuldades ante um sistema jurídico plutocrático que não privilegia indivíduos vindo de camadas inferiores da sociedade. Onde a simples adoção perpassa uma análise das condições monetárias do requerente. Nunca viveram a realidade da luta pela sobrevivência. Esses seres, que nunca se embrenharam no meio da classe operária, nunca sentiram o peso de se trabalhar horas a fio, para conseguir sobreviver em um mundo que se sabe, não haver lugar para todos. Temos (ou não temos, basta clicar o botão), que suportar essas falácias. O grande Marx que assistiu a pressão burguesa sobre a sociedade proleta, e institucionalizou a esperança dessa classe sobre a exploração, só um homem que viveu a realidade massacrante da super estrutura sobre a estrutura inferior, merece mais do que ninguém a homenagem acima, e só ele tem propriedade para discursar em favor das classes menos favorecidas.
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