“As coisas mais importantes (...)
que podemos saber a respeito de um homem é o que ele admite como certo, e os fatos mais elementares e importantes de
uma sociedade são os que raramente encontram discussão e que em geral são
vistos como estabelecidos.”(WIRTH, Loius -
‘Preface’ a Karl Mannheim. Ideology e Utopy. New York, Brace & Tramp;
World, 1936)
"Os grandes só podem ser julgados pelo que são. Só os vulgares consentirão em atribuir sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência, serão 'escravos e prisioneiros' de suas próprias faculdades e descobrirão, caso lhes reste algo mais que sua vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem." Hannah Arendt
sábado, 12 de julho de 2014
Hasta la vista nacionalismo..
E agora José?! Retiraremos as bandeiras dos nossos carros? Esqueceremos a letra do hino? E o tal patriotismo das camisetas amarelas? Encerra-se aqui o espírito cidadão na nação brasilis. Eis que adentra a era da apatia política! Não há esperança para a desalienação dos alienados, que após alguns instantes de 'flashs nacionalistas', retornam agora ao 'berço esplêndido' do qual na realidade nunca sairam..
sábado, 21 de junho de 2014
Por existires
Amor,
E tua existência era o instante
feliz.
A ressurreição do Nada
trouxe os momentos de glória
As insones noites heróicas
As cálidas tardes, amenas
O teu existir sopra brisas em mim
Há vida na sua ação estática
Suas sombras emanam luz.
A tua existência é a manhã
feliz.
Embora o céu cinzento
transpareça a tempestade
O contentamento da assombrada
canção
Faz palpitar em meu peito um
coral de querubins
O fogo que me consome? Iluminou a casa
O Eterno reduz-se a nada diante de Ti.
O que é a efêmera e
superficial vida
Diante da tua existência?
Em ti a totalidade
esfarela-se em fragmentos
Procuro-me nas parte que o
compõem
Encontro-me
reduzida a coisa alguma
A tua existência...
Desde sempre em mim. Desde
Sempre estiveste. Nas arcadas do Tempo
Nas ermas biografias, neste adro solar
No meu mudo momento
Desde sempre, amor, redescoberto em mim.
Desde sempre em mim. Desde
Sempre estiveste. Nas arcadas do Tempo
Nas ermas biografias, neste adro solar
No meu mudo momento
Desde sempre, amor, redescoberto em mim.
(Karem Regina, 22/06/2014)
domingo, 1 de junho de 2014
Porque tu estavas aqui, e eu estava lá
Há anos que fazes de mim moradia tua. Sem meu querer. Sem teu querer.. Imposto fostes, e encerrado aqui encontra-te. Desde então, a moradia da minh'alma transferiu-se para o subterrâneo, ali permanece. Sem saberes, viras-me de cabeça para baixo e deixas-me sem norte só de te saber por perto.Que estranhos feitiços da vida os da paixão!
Por que fazes de mim rocha em vez de rio?
Tu não o sabes, e eu também não.
Tu estás no Possível que me é Impossível.
Eis o pagamento de inúmeras Eras de pecado.
Um dia saldarei as dívidas com a Divindade.
Estarei então livre de Ti, meu Amor
Quero acreditar que não estás lá, no âmago amargo do meu espírito, mas me olho e só consigo ver-te.
Vives num iceberg de Freud dentro de mim e de quando em quando saltas cá para fora a provar-me que estou viva, que ainda sinto, que sou capaz de amar... afinal, simplesmente estavas lá.
Pelo menos sinto!
É melhor que a indiferença.
Torna-te real então dentro da taça de vinho!
Transforma-te assim em cálice a escorrer em meu corpo..
Assim és Tu, assim estou eu...meu Amor
(Karem Regina Costa - 30/05/2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.
Meu Amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancor e ferida?
Não acharás, Amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
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