Vi uma lágrima numa poça de lama
azul
olhei ao meu redor
os raios cobriam o céu
amarelo
amarelo os raios, não o céu
vi um corvo cantando uma melodia
correndo com pés de atleta
preto
preto os pés, não o atleta
vi um menino com corpo de interrogação
ele não falou
eu que tenho corpo de exclamação
também não falei
ele chorou
azul
azul a lágrima, não o menino
eu me estiquei e apanhei a sua gota de lágrima
também chorei uma lágrima
verde
verde os meus olhos, não a lágrima
com as gotas, construímos reticências
e ficamos por ali
...FRANZ KAFKA
Um domingo atípico para mim. Chovia. Sonhei a noite inteira com minha primeira paixão. Sonhei com Kafka. Ontem terminei de ler seu livro:CARTA AO PAI.Para mim deveria se chamar CARTA À MÃE, mas enfim.... Nunca gostei do belo. É extremamente enganador. Odeio a 'fogueira das vaidades. Sempre amei fraqueza. O frágil. O efêmero. O leve. O suave. Tal como a brisa que visitou Isaias na caverna. A brisa era Deus. Isaias esperava um trovão. Um relâmpago. Mas o que veio foi somente um sopro. O sopro era Deus. As coisas eternas se transfiguram na leveza. Apeguei-me aos animais. Aos seres do subsolo e sua passividade ante a dor que é viver. Kafka soube sangrar. Como Cristo. Quero aprender sangrar. Mas sangrar sentindo cada gota escorrer. Como se assim escorresse meu viver. Aceitando o que a existência me impôs. Amando a minha posiçao nesse lugar. Quando leio Kafka fico assim. A mãe diz que fico dodói. Fico chorona. Olho pra janela e vejo os olhos de Kafka. Como se me dissessem:"Sempre te falei que dói respirar". E respirar dói. Respirar dói. Respirar, dói.... Como gostaria que Kafka tivesse vivido minha época. Talvez eu hoje o amaria. Quando li " O CASTELO", na adolescência, aprendi com ele que o mundo não era um lugar para todos. Me apaixonei por ele intensamente. Ele me dizia que pessoas anormais como nós (eu e ele), não éramos bem vindos por aqui. Não erámos belos como mundo exige. Não somos tão sábios como o mundo nos requer. Não somos tão corajosos para sermos felizes. Então nos resta esperar. Esperar que tudo isso passe. Que a existência passe. E nos sobrará o refrescor da morte. "Oh! amada Filomena...Como te quero...Como te anseio....És tu que estás a bater em minha porta??" Filomena era a morte, a mulher por quem tanto ele esperava. A morte. O vazio. O nada. O vô dizia que na terra de Kafka havia neve. E que a neve deixava as pessoas tristes. O vô conheceu a Argentina. Disse que era uma terra de gente triste. As pessoas não sorriem. Então falei pra ele: Vou pra Argentina! Aqui as pessoas riem demais.Amam de menos. Não pensam. Flutuam como folhas levadas pelo vento. Não gosto daqui. Sou triste demais pra esse lugar. Vou pra Argentina. Quero chorar sozinha. Quero ver a neve. Já a sinto em meu coração. Escorre...escorre...escorre. O riso esconde o rosto das pessoas.Camufla. Mascara. E esconde quem elas realmente são. Sinto-me um tanto falsa quando necessito sorrir. As pessoas logo percebem. Talvez essa cruel sensibilidade me imposta por Deus, seja o espinho na 'carne', que transpassado à minha alma, me faça chorar hoje. Não hoje não sou socióloga. Não quero criticar nada. Quero ser como Kafka. Quero ficar extremamente só.Que bom, a mãe saiu.Estou agora extremamente só. Só como nunca antes me senti. Gosto desse sentimento. Recolho-me a meu quarto. Choro. Não vou à Igreja. Não quero que Deus me veja chorar. Hoje eu sou extremamente 'eu'.
"Os grandes só podem ser julgados pelo que são. Só os vulgares consentirão em atribuir sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência, serão 'escravos e prisioneiros' de suas próprias faculdades e descobrirão, caso lhes reste algo mais que sua vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem." Hannah Arendt
domingo, 26 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
FEMINISMO ÀS AVESSAS
"Se emprego tantas horas para me convencer de que tenho razão, não será que exista alguma razão para ter medo de que eu esteja equivocada?" (JANE AUSTEN)
"A liberdade apenas para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade. A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente".(ROSA LUXEMBURGO)
“A pluralidade é a condição da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha a existir.”(HANNAH ARENDT)
Bem talvez meu discurso soe um tanto antifeminista. Sou mulher, adoro o universo feminino (penduricalhos, batons, saltos, langeries, bobagens do gênero), nada tenho contra as lésbicas mas amo um homem,e, no entanto não posso concordar com alguns posicionamentos do grupo de feministas da UEL. Os discursos que tenho ouvido, têm um tom extremamente sexista. Sou filha única de um militar do exército e de uma mãe protestante 'extremista'. Tudo que o pai queria era um 'varão' para poder repassar todo seu conhecimento, jogar bola, ensinar atirar, levar pro quartel, coisas assim. No entanto veio 'euzinha', o pai me amou assim mesmo, mas esqueceu que eu era menina: me ensinou jogar bola, me levava pro quartel, me ensinou pescar, colocava o quépe em mim e dizia: "minha soldadinha", eu o amei tremendamente enquanto viveu (nos deixou cedo, aos 33 anos). O vô assumiu a missão. Fui criada dentro do pensamento dos 'varões' da família, (a mãe estava mais preocupada com os afazeres da Igreja), sendo assim não tenho uma impressão feminina maternal do mundo. Mas posso garantir que o fato de ter sido criada por homens em nada atingirá a minha análise. Gostaria que as feministas me apontassem qual o 'acúmulo' de suas lutas?? Desde Rosa Luxemburgo, qual foram os avanços que o movimento teve (tirando a conquita do voto)??? Nada mais ridículo que a queima de 'soutiens' nas épocas woodstockianas. Em que progredimos culturalmente, no sentido de sermos respeitadas dentro dos limites nos impostos pela própria Natureza?? Os homens continuam nos considerando meras genitoras (aquelas que podem), depósitos de espermas e eternas cuidadoras de suas 'pueris personalidades'.Enquanto acreditarmos que seios, bumbuns, roupas sedutoras, 'caras e bocas' são atrativos femininos, estaremos escravas dessa sociedade onde o possuidor do 'falo' é quem dita as normas. Temos uma sociedade em que a maioria dos dominantes são 'machos'. Estamos então submetidas a regras impostas pelos burocrátas chauvinistas.Acredito que as passeatas em nada resolveram para reconhecimento das mulheres dentro da sociedade. Continuamos ganhando menos. Em nada contribuiram para sermos reconhecidas pela nossa capacidade intelectual e potencialidades para a ocupação de cargos de relevância no país. Temos aí um exemplo esdrúxulo de candidata, ao cargo de maior importância de uma nação, a Sra.DILMA, que dispensa qualquer comparação com a dignidade e honradez feminina.Não quero fazer nenhuma análise do perfil da tal senhora, pra não indignar a condição da mulher que busca conquistar cargos de autoridade dentro da política. Minha concepção de 'mulherão', ficou ainda mais nítida quando assisti a um documentário chamado: SANTA MARTA, 2 SEMANAS DENTRO DE UMA FAVELA (produzido por um grupo de alunos de sociologia da UFRJ). Conheci o relato de vida de uma lavadeira mãe de 5 filhos, abandonada pelo companheiro,que tornou-se pai e mãe dessas crianças desde então. Ela desce e sobe o 'morro' (bem íngrime, diga-se de passagem), cinco vezes ao dia, com enormes cestos de roupa na cabeça.Cuida da casa nos intervalos de uma lavagem e outra, leva e busca as crianças na creche e na escola, à noite conta estorinhas para eles, etc. Paga as contas, nada deixa faltar aos filhos, e ainda sobra tempo de ensaiar o 'samba da Mangueira' e participar das 'rodinhas de pagodes que são comuns nos cantos dos morros cariocas. Isso pra mim é o que podemos chamar de 'Mulherão', ela dá conta do recado, não deixa 'a peteca cair', dá a volta por cima, e ri-se do dia-a-dia. É uma mulher espirituosa, com espírito de batalha nas veias. Não é uma 'dondoquinha' que fica clamando por seus direitos e escrevendo cartas de convecimento à sociedade. Ela vai à luta. Perdoe-me aqui Prof.Renata, mas minha concepção de 'mulherão' é bastante diferenciada da sua. As mulheres do morro não lêem livros que a senhora e seu movimento escreve. Até porquê, muitas delas são completamente analfabetas.Nunca estudaram na Bélgica. Não possuem maridos que as ajudem, são verdadeiras guerreiras. Seu feminismo de gabinete é nojento, as citações de 'suas feministazinhas universitárias' chega ao asco. Leve essas meninas nas favelas londrinenses e mostre a elas os verdadeiros 'mulherões' que lá moram, quem sabe daí poderá surgir idéias realmente inovadoras para a emancipação da mulher.
"A liberdade apenas para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade. A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente".(ROSA LUXEMBURGO)
“A pluralidade é a condição da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha a existir.”(HANNAH ARENDT)
Bem talvez meu discurso soe um tanto antifeminista. Sou mulher, adoro o universo feminino (penduricalhos, batons, saltos, langeries, bobagens do gênero), nada tenho contra as lésbicas mas amo um homem,e, no entanto não posso concordar com alguns posicionamentos do grupo de feministas da UEL. Os discursos que tenho ouvido, têm um tom extremamente sexista. Sou filha única de um militar do exército e de uma mãe protestante 'extremista'. Tudo que o pai queria era um 'varão' para poder repassar todo seu conhecimento, jogar bola, ensinar atirar, levar pro quartel, coisas assim. No entanto veio 'euzinha', o pai me amou assim mesmo, mas esqueceu que eu era menina: me ensinou jogar bola, me levava pro quartel, me ensinou pescar, colocava o quépe em mim e dizia: "minha soldadinha", eu o amei tremendamente enquanto viveu (nos deixou cedo, aos 33 anos). O vô assumiu a missão. Fui criada dentro do pensamento dos 'varões' da família, (a mãe estava mais preocupada com os afazeres da Igreja), sendo assim não tenho uma impressão feminina maternal do mundo. Mas posso garantir que o fato de ter sido criada por homens em nada atingirá a minha análise. Gostaria que as feministas me apontassem qual o 'acúmulo' de suas lutas?? Desde Rosa Luxemburgo, qual foram os avanços que o movimento teve (tirando a conquita do voto)??? Nada mais ridículo que a queima de 'soutiens' nas épocas woodstockianas. Em que progredimos culturalmente, no sentido de sermos respeitadas dentro dos limites nos impostos pela própria Natureza?? Os homens continuam nos considerando meras genitoras (aquelas que podem), depósitos de espermas e eternas cuidadoras de suas 'pueris personalidades'.Enquanto acreditarmos que seios, bumbuns, roupas sedutoras, 'caras e bocas' são atrativos femininos, estaremos escravas dessa sociedade onde o possuidor do 'falo' é quem dita as normas. Temos uma sociedade em que a maioria dos dominantes são 'machos'. Estamos então submetidas a regras impostas pelos burocrátas chauvinistas.Acredito que as passeatas em nada resolveram para reconhecimento das mulheres dentro da sociedade. Continuamos ganhando menos. Em nada contribuiram para sermos reconhecidas pela nossa capacidade intelectual e potencialidades para a ocupação de cargos de relevância no país. Temos aí um exemplo esdrúxulo de candidata, ao cargo de maior importância de uma nação, a Sra.DILMA, que dispensa qualquer comparação com a dignidade e honradez feminina.Não quero fazer nenhuma análise do perfil da tal senhora, pra não indignar a condição da mulher que busca conquistar cargos de autoridade dentro da política. Minha concepção de 'mulherão', ficou ainda mais nítida quando assisti a um documentário chamado: SANTA MARTA, 2 SEMANAS DENTRO DE UMA FAVELA (produzido por um grupo de alunos de sociologia da UFRJ). Conheci o relato de vida de uma lavadeira mãe de 5 filhos, abandonada pelo companheiro,que tornou-se pai e mãe dessas crianças desde então. Ela desce e sobe o 'morro' (bem íngrime, diga-se de passagem), cinco vezes ao dia, com enormes cestos de roupa na cabeça.Cuida da casa nos intervalos de uma lavagem e outra, leva e busca as crianças na creche e na escola, à noite conta estorinhas para eles, etc. Paga as contas, nada deixa faltar aos filhos, e ainda sobra tempo de ensaiar o 'samba da Mangueira' e participar das 'rodinhas de pagodes que são comuns nos cantos dos morros cariocas. Isso pra mim é o que podemos chamar de 'Mulherão', ela dá conta do recado, não deixa 'a peteca cair', dá a volta por cima, e ri-se do dia-a-dia. É uma mulher espirituosa, com espírito de batalha nas veias. Não é uma 'dondoquinha' que fica clamando por seus direitos e escrevendo cartas de convecimento à sociedade. Ela vai à luta. Perdoe-me aqui Prof.Renata, mas minha concepção de 'mulherão' é bastante diferenciada da sua. As mulheres do morro não lêem livros que a senhora e seu movimento escreve. Até porquê, muitas delas são completamente analfabetas.Nunca estudaram na Bélgica. Não possuem maridos que as ajudem, são verdadeiras guerreiras. Seu feminismo de gabinete é nojento, as citações de 'suas feministazinhas universitárias' chega ao asco. Leve essas meninas nas favelas londrinenses e mostre a elas os verdadeiros 'mulherões' que lá moram, quem sabe daí poderá surgir idéias realmente inovadoras para a emancipação da mulher.
domingo, 12 de setembro de 2010
SUBMISSÃO: OS MISTÉRIOS DA DOMINAÇÃO
"Que o governado vote e legitime seus líderes é suficiente, a relação específica deles para com esse ato, não tem importância se ela permite aos governantes proclamar legitimidade e agir como legítimas autoridades. Tendo votado, as pessoas não mais importam, os líderes podem continuar seu trabalho."-PAUL Q. HIRST-Comentador de MAX WEBER
"O fato meramente exterior de ser obedecida a ordem não é suficiente para significar a dominação, em nosso sentido; não podemos ignorar o sentido de que o comando é aceito como uma norma "válida"...Em um caso concreto, o desempenho do comando pode ter sido motivado pela convicção do próprio comandado quanto à sua adequação, ou pelo seu senso de dever, ou por hábito 'embrutecido', ou por desejo de obter alguma vantagem pessoal" - MAX WEBER.
"A dominação do amor como cárcere da alma, aprisionamento de sentidos, caminhos espinhosos, é o preço que nos foi imputado por Deus, por não amá-Lo tão somente."KAREM REGINA (futura socióloga)
Pode parecer estranho mas a dominação possui um sentido universal para todas as coisas.Weber considera a dominação 'pura', aquela em que os indivíduos se submetem quase sem saber porquê, a um determinado governo.Essa espontaneidade do sujeito é que o hipnotiza. É como se tivessem atraídos pela figura da liderança. A subjetividade, ou melhor a intersubjetividade entre dominado e dominante, passa a ser um mistério para ele. Em sua obra "Os 3 Tipos de Dominação Legítima", os dois outros tipos (por interesse e por coerção violenta), são os que menos chamam a atenção. A análise gira em torno desse mistério que há entre a deliberação e a aceitação pacífica de determinado comando. Hoje com toda a informação que os indivíduos têm acesso, esse tipo de domínio é o que tem prevalecido. Por quê? Quando li o texto pela primeira vez, acreditei que fosse mais uma questão para a Psicologia resolver do que propriamente para a Sociologia. Como entender os 'tipos' que se submetem de forma dócil e amável à uma autoridade, delegando à ela toda autonomia e diretrizes da sociedade? Fiz um acompanhamento do raciocínio de Weber(diga-se de passagem que não foi fácil),no que diz respeito aos tipos de autoridades que conseguiram tal façanha, nem ele e nem eu conseguimos determinar que elemento diferencia essa autoridade das demais. Mas ao fazermos (eu e Weber) uma análise do perfil do comandado, chegamos a um determinado consenso. Esses sujeitos possuem um grau baixíssimo de interesse pelo que acontece no seu 'locus' social. Possuem a lassidão intelectual para dicernimento do caráter do Governante. São totalmente destituídos do sentimento de nacionalismo. Aí está a descrição dos indivíduos que se submetem e sentem prazer no ato da obediência. Por esse motivo que Weber diz que esses 'tipos' sequer merecem a atenção da autoridade. Uma vez legitimada a autoridade, pouco importa o destino dos comandados. O sujeito deixa de existir.Podemos notar a admiração do autor pelos Governantes, esse líder o fascina. Podemos notar também o asco que sente por gente que se deixa dominar de forma tão deliberada. Ele diz:"O SUJEITO SO SE TORNA SUJEITO, NA RECUSA, NA REVOLTA". Se fizermos uma comparação com os dias atuais, estamos vendo todo esse desenrolar de intersubjetividades, que sabemos no que vai dar, aliás, estou também sentindo náuseas, e com uma tremenda preguiça de comentar. Anda mais ameno fazer comentários quanto a dominação do amor. Como os sujeitos que não sabem porque votam nesse ou naquele, também não sei porque tive vontade de fazer a análise sobre o domínio do amor.Mistério. Talvez por não sabermos o porque nos ocorre o amor. Também não o escolhemos deliberadamente. Ele vem, invade e pronto.Esta é uma das diferenças entre os 'tipos votantes' weberianos, e os 'tipos' que amam. Olhamos, ficamos atordoados, um milhão de coisas mudam, e lá estamos nós presos como que numa armadilha,fazendo um esforço sobre humano para nos desvencilharmos ante a alienação que nos foi imposta. Tentando a cada minuto do dia desviar nosso pensamento para coisas construtivas. Nos repreendendo quando pegos absorvidos em pensamentos obscenos.Ficamos sem saber o que fazer com a existência. Mas há uma semelhança entre a análise weberiana quanto aos 'tipos' dominantes, que aqui podemos fazer uma equivalência ao que consegue alcançar o amor de algúem. Há um carisma especial, há um caráter a ser admirado, há uma personalidade a ser reverenciada. É claro que o melhor a fazer é manter essa apreciação amorosa em sigilo, para evitarmos assim a dominação.
"O fato meramente exterior de ser obedecida a ordem não é suficiente para significar a dominação, em nosso sentido; não podemos ignorar o sentido de que o comando é aceito como uma norma "válida"...Em um caso concreto, o desempenho do comando pode ter sido motivado pela convicção do próprio comandado quanto à sua adequação, ou pelo seu senso de dever, ou por hábito 'embrutecido', ou por desejo de obter alguma vantagem pessoal" - MAX WEBER.
"A dominação do amor como cárcere da alma, aprisionamento de sentidos, caminhos espinhosos, é o preço que nos foi imputado por Deus, por não amá-Lo tão somente."KAREM REGINA (futura socióloga)
Pode parecer estranho mas a dominação possui um sentido universal para todas as coisas.Weber considera a dominação 'pura', aquela em que os indivíduos se submetem quase sem saber porquê, a um determinado governo.Essa espontaneidade do sujeito é que o hipnotiza. É como se tivessem atraídos pela figura da liderança. A subjetividade, ou melhor a intersubjetividade entre dominado e dominante, passa a ser um mistério para ele. Em sua obra "Os 3 Tipos de Dominação Legítima", os dois outros tipos (por interesse e por coerção violenta), são os que menos chamam a atenção. A análise gira em torno desse mistério que há entre a deliberação e a aceitação pacífica de determinado comando. Hoje com toda a informação que os indivíduos têm acesso, esse tipo de domínio é o que tem prevalecido. Por quê? Quando li o texto pela primeira vez, acreditei que fosse mais uma questão para a Psicologia resolver do que propriamente para a Sociologia. Como entender os 'tipos' que se submetem de forma dócil e amável à uma autoridade, delegando à ela toda autonomia e diretrizes da sociedade? Fiz um acompanhamento do raciocínio de Weber(diga-se de passagem que não foi fácil),no que diz respeito aos tipos de autoridades que conseguiram tal façanha, nem ele e nem eu conseguimos determinar que elemento diferencia essa autoridade das demais. Mas ao fazermos (eu e Weber) uma análise do perfil do comandado, chegamos a um determinado consenso. Esses sujeitos possuem um grau baixíssimo de interesse pelo que acontece no seu 'locus' social. Possuem a lassidão intelectual para dicernimento do caráter do Governante. São totalmente destituídos do sentimento de nacionalismo. Aí está a descrição dos indivíduos que se submetem e sentem prazer no ato da obediência. Por esse motivo que Weber diz que esses 'tipos' sequer merecem a atenção da autoridade. Uma vez legitimada a autoridade, pouco importa o destino dos comandados. O sujeito deixa de existir.Podemos notar a admiração do autor pelos Governantes, esse líder o fascina. Podemos notar também o asco que sente por gente que se deixa dominar de forma tão deliberada. Ele diz:"O SUJEITO SO SE TORNA SUJEITO, NA RECUSA, NA REVOLTA". Se fizermos uma comparação com os dias atuais, estamos vendo todo esse desenrolar de intersubjetividades, que sabemos no que vai dar, aliás, estou também sentindo náuseas, e com uma tremenda preguiça de comentar. Anda mais ameno fazer comentários quanto a dominação do amor. Como os sujeitos que não sabem porque votam nesse ou naquele, também não sei porque tive vontade de fazer a análise sobre o domínio do amor.Mistério. Talvez por não sabermos o porque nos ocorre o amor. Também não o escolhemos deliberadamente. Ele vem, invade e pronto.Esta é uma das diferenças entre os 'tipos votantes' weberianos, e os 'tipos' que amam. Olhamos, ficamos atordoados, um milhão de coisas mudam, e lá estamos nós presos como que numa armadilha,fazendo um esforço sobre humano para nos desvencilharmos ante a alienação que nos foi imposta. Tentando a cada minuto do dia desviar nosso pensamento para coisas construtivas. Nos repreendendo quando pegos absorvidos em pensamentos obscenos.Ficamos sem saber o que fazer com a existência. Mas há uma semelhança entre a análise weberiana quanto aos 'tipos' dominantes, que aqui podemos fazer uma equivalência ao que consegue alcançar o amor de algúem. Há um carisma especial, há um caráter a ser admirado, há uma personalidade a ser reverenciada. É claro que o melhor a fazer é manter essa apreciação amorosa em sigilo, para evitarmos assim a dominação.
domingo, 5 de setembro de 2010
AS ILUSÕES DESNECESSÁRIAS
ALVARO URIBE E OS CRIMES QUE LESARAM A HUMANIDADE-
GEPAL-LUTAS RESISTENCIAIS
"A mídia brasileira é pródiga em falar do conflito armado na Colômbia, sempre na perspectiva do governo, até estes dias, de Álvaro Uribe. Este, geralmente foi mostrado como o grande democrata que estava fazendo todo o possível para acabar com uma guerra civil que perdura por décadas. Jamais se ouviu ou se leu na mídia comercial brasileira sobre a famosa "black list", um documento produzido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que mostra Uribe como um narcotraficante. O documento é explícito: Álvaro Uribe é um senador (isso em 1991) que colabora ativamente com o cartel de Medelin, recebe dinheiro por isso e é amigo pessoal de Pablo Escobar. Talvez por isso mesmo os EUA tenham apoiado o então senador quando este quis ser presidente da Colômbia e o foi por dois mandatos. Não é sem razão que Uribe permitiu a instalação de nove bases militares estadunidenses no território colombiano. "
"Nos EUA, um em cada seis dólares é gasto em marketing. (...)As pessoas são bombardeadas com propaganda e publicidade todos os dias na televisão, desde a infância. O ideal da vida social é você e seu aparelho de TV."
Noam Chomsky
Como dizia o vô:" A gente morre e não vê tudo". Mesmo conhecendo a capacidade que os Imperialistas têm em cometer atrocidades, esta discussão do GEPAL me deixou atônita, como são capazes de artimanhas tão inescrupulosas?? Mas já deveríamos esperar por isso...afinal sabemos aonde reside a célula 'mater' neoplásica mundial.
Essa foi a semana dos golpes emocionais duros de suportar.Mas sou uma guerreira e fiquei de pé.Eu já sabia que a imprensa tinha lá suas 'recaídas amorosas' com o Poder desde seu divórcio da época da ditadura. A imprensa e o Poder vigente sempre foi um 'caso de amor mal resolvido'. Mas saber que nossa imprensa tinha em mãos um documento desmascarador e não o divulgou, foi pra mim o disparate dos 'disparates'.Agora me pergunto: Qual a verdadeira causa? A pusilânimidade? A adesão brasileira ao 'maldito'neo-liberalismo kista? Ou será algo muito pior, como por exemplo a venda do silêncio para encobrir interesses dos 'poderosos'?
O que estará por trás de tamanho mistério? Além de nos vendermos corpo e alma para esses kistas (meu Deus poupe minha raiva nessa hora), ainda estamos acobertando suas safadezas??? Ainda vou me mudar pra Argentina. Desde criança esse foi meu sonho. Agora é mais do que nunca. Tenho profunda vergonha da minha naturalidade.Tô 'avexada'. Será essa a nossa diplomacia? São essas as relações internacionais que mantemos com os donos do grande K? E todo aquele discurso do democrata Sr.BARACK HUSSEIN OBAMA, quanto ao intenso combate ao narcotráfico? E o pior, esse cara é sociólogo de formação, na área política. Que vexame para a Sociologia. Queremos esses imperialistas fora da América Latina, exigimos isso já. Fora gente rasteira e sem caráter! Deixem nossas crianças colombianas viverem em paz. Deixe nossos indígenas chilenos longe de seus armamentos. Não precisamos de vocês.E quanto a nós povo brasileiro, continuemos nos alienando frente à TV, afinal, nada melhor que programinhas policiais, novelinhas, seriados com conteúdos 'retardantes', filmecos hollywoodianos, mulherada nua o domingo inteiro, programecos de auditórios com 'repertórios interessantíssimos', e para coroar tudo isso deliciemo-nos ante à propaganda eleitoral que é tudo de bom.
GEPAL-LUTAS RESISTENCIAIS
"A mídia brasileira é pródiga em falar do conflito armado na Colômbia, sempre na perspectiva do governo, até estes dias, de Álvaro Uribe. Este, geralmente foi mostrado como o grande democrata que estava fazendo todo o possível para acabar com uma guerra civil que perdura por décadas. Jamais se ouviu ou se leu na mídia comercial brasileira sobre a famosa "black list", um documento produzido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que mostra Uribe como um narcotraficante. O documento é explícito: Álvaro Uribe é um senador (isso em 1991) que colabora ativamente com o cartel de Medelin, recebe dinheiro por isso e é amigo pessoal de Pablo Escobar. Talvez por isso mesmo os EUA tenham apoiado o então senador quando este quis ser presidente da Colômbia e o foi por dois mandatos. Não é sem razão que Uribe permitiu a instalação de nove bases militares estadunidenses no território colombiano. "
"Nos EUA, um em cada seis dólares é gasto em marketing. (...)As pessoas são bombardeadas com propaganda e publicidade todos os dias na televisão, desde a infância. O ideal da vida social é você e seu aparelho de TV."
Noam Chomsky
Como dizia o vô:" A gente morre e não vê tudo". Mesmo conhecendo a capacidade que os Imperialistas têm em cometer atrocidades, esta discussão do GEPAL me deixou atônita, como são capazes de artimanhas tão inescrupulosas?? Mas já deveríamos esperar por isso...afinal sabemos aonde reside a célula 'mater' neoplásica mundial.
Essa foi a semana dos golpes emocionais duros de suportar.Mas sou uma guerreira e fiquei de pé.Eu já sabia que a imprensa tinha lá suas 'recaídas amorosas' com o Poder desde seu divórcio da época da ditadura. A imprensa e o Poder vigente sempre foi um 'caso de amor mal resolvido'. Mas saber que nossa imprensa tinha em mãos um documento desmascarador e não o divulgou, foi pra mim o disparate dos 'disparates'.Agora me pergunto: Qual a verdadeira causa? A pusilânimidade? A adesão brasileira ao 'maldito'neo-liberalismo kista? Ou será algo muito pior, como por exemplo a venda do silêncio para encobrir interesses dos 'poderosos'?
O que estará por trás de tamanho mistério? Além de nos vendermos corpo e alma para esses kistas (meu Deus poupe minha raiva nessa hora), ainda estamos acobertando suas safadezas??? Ainda vou me mudar pra Argentina. Desde criança esse foi meu sonho. Agora é mais do que nunca. Tenho profunda vergonha da minha naturalidade.Tô 'avexada'. Será essa a nossa diplomacia? São essas as relações internacionais que mantemos com os donos do grande K? E todo aquele discurso do democrata Sr.BARACK HUSSEIN OBAMA, quanto ao intenso combate ao narcotráfico? E o pior, esse cara é sociólogo de formação, na área política. Que vexame para a Sociologia. Queremos esses imperialistas fora da América Latina, exigimos isso já. Fora gente rasteira e sem caráter! Deixem nossas crianças colombianas viverem em paz. Deixe nossos indígenas chilenos longe de seus armamentos. Não precisamos de vocês.E quanto a nós povo brasileiro, continuemos nos alienando frente à TV, afinal, nada melhor que programinhas policiais, novelinhas, seriados com conteúdos 'retardantes', filmecos hollywoodianos, mulherada nua o domingo inteiro, programecos de auditórios com 'repertórios interessantíssimos', e para coroar tudo isso deliciemo-nos ante à propaganda eleitoral que é tudo de bom.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
O DISCURSO BURGUÊS
Pois Marx era antes de tudo revolucionário. Contribuir, de um ou outro modo, com a queda da sociedade capitalista e de suas instituições estatais, contribuir com a emancipação do moderno proletariado, que primeiramente devia tomar consciência de sua posição e de seus anseios, consciência das condições de sua emancipação – essa era sua verdadeira missão em vida. O conflito era seu elemento. E ele combateu com uma paixão, com uma obstinação, com um êxito, como poucos tiveram. Seu trabalho no 'Rheinische Zeitung' (1842), no parisiense 'Vorwärts' (1844), no 'Brüsseler Deutsche Zeitung' (1847), no 'Neue Rheinische Zeitung' (1848-9), no 'New York Tribune' (1852-61) – junto com um grande volume de panfletos de luta, trabalho em organização de Paris, Bruxelas e Londres, e por fim a criação da grande Associação Internacional de Trabalhadores coroando o conjunto – em verdade, isso tudo era de novo um resultado que deixaria orgulhoso seu criador, ainda que não tivesse feito mais nada.
E por isso era Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em caluniar-lhe. Ele desvencilhava-se de tudo isso como se fosse uma teia de aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade.
Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra! (FRIEDRICH ENGELS)
A retomada do discurso burguês "às avessas", como diria o Prof.Chico de Oliveira, começou, e haja saco para suportar tanta insanidade. O grande circo se ergue para mais um espetáculo, onde os expectadores vestidos de palhaços, se preparam para assistir a grande pantomima. A apresentação dos protagonistas, agora travestidos de heróis e detentores dos mais nobres valores e sentimentos sociais, tem seu lugar na grande mídia. Totalmente desconhecedores dos desgostos e sofrimentos da grande massa, esses aristocrátas e intelectuais de gabinete, jamais pisaram em uma favela para saber como vivem os marginalizados. Nunca passaram por dificuldades ante um sistema jurídico plutocrático que não privilegia indivíduos vindo de camadas inferiores da sociedade. Onde a simples adoção perpassa uma análise das condições monetárias do requerente. Nunca viveram a realidade da luta pela sobrevivência. Esses seres, que nunca se embrenharam no meio da classe operária, nunca sentiram o peso de se trabalhar horas a fio, para conseguir sobreviver em um mundo que se sabe, não haver lugar para todos. Temos (ou não temos, basta clicar o botão), que suportar essas falácias. O grande Marx que assistiu a pressão burguesa sobre a sociedade proleta, e institucionalizou a esperança dessa classe sobre a exploração, só um homem que viveu a realidade massacrante da super estrutura sobre a estrutura inferior, merece mais do que ninguém a homenagem acima, e só ele tem propriedade para discursar em favor das classes menos favorecidas.
E por isso era Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em caluniar-lhe. Ele desvencilhava-se de tudo isso como se fosse uma teia de aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade.
Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra! (FRIEDRICH ENGELS)
A retomada do discurso burguês "às avessas", como diria o Prof.Chico de Oliveira, começou, e haja saco para suportar tanta insanidade. O grande circo se ergue para mais um espetáculo, onde os expectadores vestidos de palhaços, se preparam para assistir a grande pantomima. A apresentação dos protagonistas, agora travestidos de heróis e detentores dos mais nobres valores e sentimentos sociais, tem seu lugar na grande mídia. Totalmente desconhecedores dos desgostos e sofrimentos da grande massa, esses aristocrátas e intelectuais de gabinete, jamais pisaram em uma favela para saber como vivem os marginalizados. Nunca passaram por dificuldades ante um sistema jurídico plutocrático que não privilegia indivíduos vindo de camadas inferiores da sociedade. Onde a simples adoção perpassa uma análise das condições monetárias do requerente. Nunca viveram a realidade da luta pela sobrevivência. Esses seres, que nunca se embrenharam no meio da classe operária, nunca sentiram o peso de se trabalhar horas a fio, para conseguir sobreviver em um mundo que se sabe, não haver lugar para todos. Temos (ou não temos, basta clicar o botão), que suportar essas falácias. O grande Marx que assistiu a pressão burguesa sobre a sociedade proleta, e institucionalizou a esperança dessa classe sobre a exploração, só um homem que viveu a realidade massacrante da super estrutura sobre a estrutura inferior, merece mais do que ninguém a homenagem acima, e só ele tem propriedade para discursar em favor das classes menos favorecidas.
terça-feira, 27 de julho de 2010
INTERVENÇÕES IMPERIALISTAS (parte I)
O povo que pode, o povo que constrói, tem a palavra!
Castiguemos com o repúdio coletivo os governantes vassalos
FARC-EP [*]
"Estamos em marcha pela dignidade da pátria. A batalha pela independência não terminou, entrou na sua fase decisiva. Não podemos proclamar-nos livres quando a política de dominação de um império nos subjuga e nos submete com a cumplicidade apátrida das oligarquias, e nos aprisiona na desumanidade das cadeias da escravidão neoliberal.
Um país ocupado militarmente não é independente. Não podemos declarar-nos soberanos quando a força militar de uma potência estrangeira empesta com bases o território pátrio, pisoteia a dignidade e a bandeira dos Estados Unidos tremula sobre a nossa América. "
-Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP
Montanhas da Colômbia, 15 de Julho de 2010
Ano bicentenário do grito de independência.
"Antes o solo nativo que nada. Nossa vida não é outra coisa senão a herança de nosso país." [ Simón Bolivar ]
Sem a intenção de fazer apologia às FARC, pelo fundamentalismo ideológico e revolucionário que elas representam. Não pretendo polemizar sua ligação com o narcotráfico, mesmo porquê, seria hipocrisia de minha parte fazê-lo, sabendo que meu governo está imiscuído até os cabelos com a instituição "Crime Organizado". É claro que de forma velada, sorrateira, malandra, bem aos moldes do poder vigente.Questão que levantarei alhures. O fato é que os Imperialistas não perderam a oportunidade de se "apoderarem" da Colômbia, quando do domínio do traficante Uribe.
Os vírus oportunistas sempre aparecem em ocasiões em que o organismo encontra-se debilitado. Foi o que ocorreu na Colombia. Os EUA, fazem isso em todo lugar.No leste europeu. Na Africa. Na India. No Oriente Médio. Dominam, subjugam, impoem sua cultura Kista nojenta,sugam toda a estima nacionalista das gentes, até que nada sobre das identidades locais. Parece-me que dessa vez, se depararam com um 'osso um tanto duro de roer'. O povo Colombiano, apesar de presas fáceis, são constantemente alertados por documentos que denunciam o caráter invasor-imperialista americano. E não estão muito dispostos a colaborar com a farsa que é a invasão ao seu país.
Por que o cerco na fronteira com a Venezuela? Será algum medo da aliança com o país vizinho? A preocupação derradeira dos 'Yankees' é o tráfico de cocaína. Isso é apenas um subterfúgio para interferir em questões políticas na América Latina. Com a desculpa de jogar veneno nas plantações de coca, estão contaminando tribos e vilarejos inteiros, crianças estão morrendo devido a água contaminada. Há vilas em que hospitais não suportam a demanda de pessoas doentes devido à "higienização humana" que esses porcos imperialistas estão fazendo na região.Quem é capaz de parar com toda essa insanidade? Aonde está o pessoal dos "Direitos Humanos Internacionais"? É lícito envenenar uma nação inteira para eliminar plantações de cocaína? E os direitos dos colombianos? Mais uma vez os Imperialistas se mostraram incompetentes ao tratar questões humanas que exigem urgência.
Castiguemos com o repúdio coletivo os governantes vassalos
FARC-EP [*]
"Estamos em marcha pela dignidade da pátria. A batalha pela independência não terminou, entrou na sua fase decisiva. Não podemos proclamar-nos livres quando a política de dominação de um império nos subjuga e nos submete com a cumplicidade apátrida das oligarquias, e nos aprisiona na desumanidade das cadeias da escravidão neoliberal.
Um país ocupado militarmente não é independente. Não podemos declarar-nos soberanos quando a força militar de uma potência estrangeira empesta com bases o território pátrio, pisoteia a dignidade e a bandeira dos Estados Unidos tremula sobre a nossa América. "
-Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP
Montanhas da Colômbia, 15 de Julho de 2010
Ano bicentenário do grito de independência.
"Antes o solo nativo que nada. Nossa vida não é outra coisa senão a herança de nosso país." [ Simón Bolivar ]
Sem a intenção de fazer apologia às FARC, pelo fundamentalismo ideológico e revolucionário que elas representam. Não pretendo polemizar sua ligação com o narcotráfico, mesmo porquê, seria hipocrisia de minha parte fazê-lo, sabendo que meu governo está imiscuído até os cabelos com a instituição "Crime Organizado". É claro que de forma velada, sorrateira, malandra, bem aos moldes do poder vigente.Questão que levantarei alhures. O fato é que os Imperialistas não perderam a oportunidade de se "apoderarem" da Colômbia, quando do domínio do traficante Uribe.
Os vírus oportunistas sempre aparecem em ocasiões em que o organismo encontra-se debilitado. Foi o que ocorreu na Colombia. Os EUA, fazem isso em todo lugar.No leste europeu. Na Africa. Na India. No Oriente Médio. Dominam, subjugam, impoem sua cultura Kista nojenta,sugam toda a estima nacionalista das gentes, até que nada sobre das identidades locais. Parece-me que dessa vez, se depararam com um 'osso um tanto duro de roer'. O povo Colombiano, apesar de presas fáceis, são constantemente alertados por documentos que denunciam o caráter invasor-imperialista americano. E não estão muito dispostos a colaborar com a farsa que é a invasão ao seu país.
Por que o cerco na fronteira com a Venezuela? Será algum medo da aliança com o país vizinho? A preocupação derradeira dos 'Yankees' é o tráfico de cocaína. Isso é apenas um subterfúgio para interferir em questões políticas na América Latina. Com a desculpa de jogar veneno nas plantações de coca, estão contaminando tribos e vilarejos inteiros, crianças estão morrendo devido a água contaminada. Há vilas em que hospitais não suportam a demanda de pessoas doentes devido à "higienização humana" que esses porcos imperialistas estão fazendo na região.Quem é capaz de parar com toda essa insanidade? Aonde está o pessoal dos "Direitos Humanos Internacionais"? É lícito envenenar uma nação inteira para eliminar plantações de cocaína? E os direitos dos colombianos? Mais uma vez os Imperialistas se mostraram incompetentes ao tratar questões humanas que exigem urgência.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
REVOLUÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE: UTOPIA DOS CLÁSSICOS
"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário." (Ernesto Guevara).
"Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas." da obra "O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA"-Karl Marx
Não esperamos mais a revolução. Ela não virá. Ela nunca vai acontecer. Marx sabia disso, e Guevara também. Conheciam a pusilanimidade e lassidão do espírito humano. Mas tinham que fazer o que precisava ser feito.Sem Marx, o reconhecimento do proletariado, como coluna dorsal da sociedade, e como classe oprimida, jamais teria acontecido. Guevara cria a ode revolucionária e a interioriza nas almas mais flamejadas pela ânsia da mudança. Mas foi só isso. Valeu como incentivo poético e literário, mas sua "praxis" era 'perneta'.E o que dizermos da sociedade sem classes? Acredito que Marx não pensou no egocentrismo da alma humana, quando escreveu sobre isso. Quem estaria disposto a pensar nas condições de vida, nos campos de refugiados do Paquistão, Sudão, Ruanda,Gaza, Jordânia, Síria, Palestina, e tantos outros povos como os do leste europeu, que perderam sua vida, sua identidade, sua nacionalidade? Há nações inteiras, vivendo como pêndulos, oscilando de um lado para o outro, sem poder retornar às suas origens, se desconhecendo cada vez mais como indivíduos humanos. Poderíamos chamá-los "humanóides".0 protótipo perfeito do sujeito fabricado pelo Kismo. Que nos importa o que sentem os africanos, vítimas do genocídio patrocinado pelos Imperialistas?
Oras, afinal o grande K é um deus a ser reverenciado. Nos prostremos à seus pés e bebamos das delícias de suas taças. Mas veja, primeiro nos prostramos e depois bebamos. Essas são as palavras de ordem do Kismo:'seja conivente com o sistema e ele será benévolo com você'. Haverá alguém que se disponha a desvelar a promiscuidade das relações sociais entre humanos e K? Você se insurgiria, caso descobrisse quem é que ganha nesse 'game'? O que faria se acaso descobrisse o quanto deixou de viver, para que o "grande sistema" permanecesse? E assim geração pós geração, exércitos de escravos como você, entregam suas vidas como "oferendas vivas" no holocausto do poder. Se havia no homem algum sentimento de solidariedade em relação à seu semelhante, esse foi completamente exterminado pelo vírus Kista. Somos a grande leva, o grande produto do K. Jamais nos desvencilharemos do materialismo que nos causa volúpias, que enche nossas almas, olhos e bocas de prazer. O gozo balsâmico e efêmero da futilidade, já se embrenhou em nossas entranhas e agora corre em nossas veias.
"Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas." da obra "O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA"-Karl Marx
Não esperamos mais a revolução. Ela não virá. Ela nunca vai acontecer. Marx sabia disso, e Guevara também. Conheciam a pusilanimidade e lassidão do espírito humano. Mas tinham que fazer o que precisava ser feito.Sem Marx, o reconhecimento do proletariado, como coluna dorsal da sociedade, e como classe oprimida, jamais teria acontecido. Guevara cria a ode revolucionária e a interioriza nas almas mais flamejadas pela ânsia da mudança. Mas foi só isso. Valeu como incentivo poético e literário, mas sua "praxis" era 'perneta'.E o que dizermos da sociedade sem classes? Acredito que Marx não pensou no egocentrismo da alma humana, quando escreveu sobre isso. Quem estaria disposto a pensar nas condições de vida, nos campos de refugiados do Paquistão, Sudão, Ruanda,Gaza, Jordânia, Síria, Palestina, e tantos outros povos como os do leste europeu, que perderam sua vida, sua identidade, sua nacionalidade? Há nações inteiras, vivendo como pêndulos, oscilando de um lado para o outro, sem poder retornar às suas origens, se desconhecendo cada vez mais como indivíduos humanos. Poderíamos chamá-los "humanóides".0 protótipo perfeito do sujeito fabricado pelo Kismo. Que nos importa o que sentem os africanos, vítimas do genocídio patrocinado pelos Imperialistas?
Oras, afinal o grande K é um deus a ser reverenciado. Nos prostremos à seus pés e bebamos das delícias de suas taças. Mas veja, primeiro nos prostramos e depois bebamos. Essas são as palavras de ordem do Kismo:'seja conivente com o sistema e ele será benévolo com você'. Haverá alguém que se disponha a desvelar a promiscuidade das relações sociais entre humanos e K? Você se insurgiria, caso descobrisse quem é que ganha nesse 'game'? O que faria se acaso descobrisse o quanto deixou de viver, para que o "grande sistema" permanecesse? E assim geração pós geração, exércitos de escravos como você, entregam suas vidas como "oferendas vivas" no holocausto do poder. Se havia no homem algum sentimento de solidariedade em relação à seu semelhante, esse foi completamente exterminado pelo vírus Kista. Somos a grande leva, o grande produto do K. Jamais nos desvencilharemos do materialismo que nos causa volúpias, que enche nossas almas, olhos e bocas de prazer. O gozo balsâmico e efêmero da futilidade, já se embrenhou em nossas entranhas e agora corre em nossas veias.
domingo, 11 de julho de 2010
A SUPERFICIALIDADE DO PENSAR
Fragmentos extraídos da obra "INVESTIGAÇÃO SOBRE O ENTENDIMENTO HUMANO"-David Hume
"É certo que a filosofia fácil e óbvia terá preferência dos homens sobre a filosofia exata e abstrusa; e por muitos será recomendada, não só como mais agradável como mais útil.Penetra na vida cotidiana, acomoda o coração e os afetos, e ao atingir os princípios que estimulam os homens, reforma-lhes a conduta aproxima-os mais do modelo de perfeição que ela descreve. Ao contrário, a filosofia abstrusa, fundada em uma compreensão que não pode adentrar a vida prática e a ação, desaperece quando o filósofo sai da sombra e penetra no dia claro, nem seus princípios podem manter facilmente qualquer influência sobre nossa conduta e nosso comportamento. Os sentimentos do nosso coração, a agitação de nossas paixões e a veemência de nossas afeições, dissipam todas as suas conclusões e reduzem o filósofo profundo a um simples plebeu."
"A obscuridade é, de fato, penosa tanto para o espírito como para os olhos; todavia, trazer luz da obscuridade, por mais trabalhoso que seja, deve ser agradável e regozijador."
Meu intuito aqui, não é tecer uma análise filosófica do pensamento de Hume, até porque, reconheço minha fragilidade intelectual para a saga. Hume diz que tanto a filosofia dita 'fácil', quanto a 'profunda', se complementam em um determinado estágio; que uma não existe em detrimento da outra. Gostaria de fazer apenas uma observação, sob o ponto de vista sociológico, dentro do que chamamos de descortinamento da realidade social. Na obra, me apaixonei pelos textos acima, no que diz respeito às formas de organização do interior humano, à partir de um árduo exercício da reflexão.
Nossa tendência é optar pelas facilidades. Nada que nos exija muito esforço. Assim fazemos escolhas fúteis. Relacionamentos fúteis. Existência fútil. Às vezes, personificamos a futilidade. Gostamos de ouvir coisas agradáveis. Ao embrenharmos por vias 'mais razoáveis', deixamos de descobrir caminhos encantadores. A nossa indolência espiritual e intelectual nos abstrai do conhecimento de nós mesmos e da nossa realidade.Teremos eleições. Sinto-me ridícula escrevendo sempre sobre a mesma coisa, (afinal, todos já estão conscientizados), mas por que incorremos sempre nos mesmos erros?? Por que elegemos sempre "essa gente rasteira" para nos governar??? Por que elegemos sempre programas partenalistas??? Parece que gostamos de viver na mendicância social. Temos a nossa inteligência substimada por esses FDP, que farão debates nas emissoras. Poderia amar esse país, se a minha gente soubesse fazer escolhas mais acertadas no campo político. Isso é de importância vital.Interfere diretamente na nossa vida.
Por favor, vamos refutar com veemência, planos assistencialistas, políticos que tenham processos ou seus nomes vinculados à corrupção.Ao analisarmos os candidatos, vamos tentar fazer um exercício intelectual mais laborioso, mais árduo, porém que nos dará a chance de fazermos opções mais inteligentes, que poderão dignificar esse país e quem sabe pela primeira vez nos elevarmos à condição de "cidadãos".
"É certo que a filosofia fácil e óbvia terá preferência dos homens sobre a filosofia exata e abstrusa; e por muitos será recomendada, não só como mais agradável como mais útil.Penetra na vida cotidiana, acomoda o coração e os afetos, e ao atingir os princípios que estimulam os homens, reforma-lhes a conduta aproxima-os mais do modelo de perfeição que ela descreve. Ao contrário, a filosofia abstrusa, fundada em uma compreensão que não pode adentrar a vida prática e a ação, desaperece quando o filósofo sai da sombra e penetra no dia claro, nem seus princípios podem manter facilmente qualquer influência sobre nossa conduta e nosso comportamento. Os sentimentos do nosso coração, a agitação de nossas paixões e a veemência de nossas afeições, dissipam todas as suas conclusões e reduzem o filósofo profundo a um simples plebeu."
"A obscuridade é, de fato, penosa tanto para o espírito como para os olhos; todavia, trazer luz da obscuridade, por mais trabalhoso que seja, deve ser agradável e regozijador."
Meu intuito aqui, não é tecer uma análise filosófica do pensamento de Hume, até porque, reconheço minha fragilidade intelectual para a saga. Hume diz que tanto a filosofia dita 'fácil', quanto a 'profunda', se complementam em um determinado estágio; que uma não existe em detrimento da outra. Gostaria de fazer apenas uma observação, sob o ponto de vista sociológico, dentro do que chamamos de descortinamento da realidade social. Na obra, me apaixonei pelos textos acima, no que diz respeito às formas de organização do interior humano, à partir de um árduo exercício da reflexão.
Nossa tendência é optar pelas facilidades. Nada que nos exija muito esforço. Assim fazemos escolhas fúteis. Relacionamentos fúteis. Existência fútil. Às vezes, personificamos a futilidade. Gostamos de ouvir coisas agradáveis. Ao embrenharmos por vias 'mais razoáveis', deixamos de descobrir caminhos encantadores. A nossa indolência espiritual e intelectual nos abstrai do conhecimento de nós mesmos e da nossa realidade.Teremos eleições. Sinto-me ridícula escrevendo sempre sobre a mesma coisa, (afinal, todos já estão conscientizados), mas por que incorremos sempre nos mesmos erros?? Por que elegemos sempre "essa gente rasteira" para nos governar??? Por que elegemos sempre programas partenalistas??? Parece que gostamos de viver na mendicância social. Temos a nossa inteligência substimada por esses FDP, que farão debates nas emissoras. Poderia amar esse país, se a minha gente soubesse fazer escolhas mais acertadas no campo político. Isso é de importância vital.Interfere diretamente na nossa vida.
Por favor, vamos refutar com veemência, planos assistencialistas, políticos que tenham processos ou seus nomes vinculados à corrupção.Ao analisarmos os candidatos, vamos tentar fazer um exercício intelectual mais laborioso, mais árduo, porém que nos dará a chance de fazermos opções mais inteligentes, que poderão dignificar esse país e quem sabe pela primeira vez nos elevarmos à condição de "cidadãos".
domingo, 4 de julho de 2010
DOR E PRAZER
"Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo."
Pablo Neruda
A dor de não ter-te, transpassa minha alma
Sangue escorrendo através da escuridão
Tua ausência me faz pisar caminhos espinhosos
Como que te procurando em vão
Tu entras pelas veredas do meu espírito
Deita-te sobre mim
Sinto teu hálito, tuas mãos
Percorro teus cabelos
Meus beijos afogam-se em teus lábios
Teu cheiro embriaga-me de prazer
Posso sentir o peso do seu corpo sobre o meu
Os sussuros quebram o silêncio da noite
Em volúpias e espamos da paixão, morro de prazeres
Como licores de amor, assim transborda meu desejo de ti
Prazer que só tu, escondido no recôndito d'alma
Pode dar-me
Quando acordo, tu ainda estás ali, não quer ir embora
Tua morada é meu peito e pra ele tu retornas
Sei que virás durante meu sono
E te amarei até o amanhecer
Tu serás sempre meu
Amo-te de eternidade à eternidade
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo."
Pablo Neruda
A dor de não ter-te, transpassa minha alma
Sangue escorrendo através da escuridão
Tua ausência me faz pisar caminhos espinhosos
Como que te procurando em vão
Tu entras pelas veredas do meu espírito
Deita-te sobre mim
Sinto teu hálito, tuas mãos
Percorro teus cabelos
Meus beijos afogam-se em teus lábios
Teu cheiro embriaga-me de prazer
Posso sentir o peso do seu corpo sobre o meu
Os sussuros quebram o silêncio da noite
Em volúpias e espamos da paixão, morro de prazeres
Como licores de amor, assim transborda meu desejo de ti
Prazer que só tu, escondido no recôndito d'alma
Pode dar-me
Quando acordo, tu ainda estás ali, não quer ir embora
Tua morada é meu peito e pra ele tu retornas
Sei que virás durante meu sono
E te amarei até o amanhecer
Tu serás sempre meu
Amo-te de eternidade à eternidade
domingo, 27 de junho de 2010
NOTAS DO SUBSOLO
"O fim dos fins, meus senhores: o melhor é não fazer nada! O melhor é a inércia consciente! Pois bem, viva o subsolo! Embora eu tenha dito realmente que invejo o homem normal até a derradeira gota da minha bílis, não quero ser ele, nas condições em que o vejo (embora não cesse de invejá-lo. Não, não, em todo caso, o subsolo é mais vantajoso!) Ali, pelo menos, se pode… mas estou mentindo agora também. Minto porque eu mesmo sei, como dois e dois, que o melhor não é o subsolo, mas algo diverso, absolutamente diverso, pelo qual anseio, mas que de modo nenhum hei de encontrar!" F.M.Dostoiésvski
A dor é o elemento positivo deste mundo, e também o vínculo entre este mundo e o positivo em si."(FRANZ KAFKA)
Quando li pela primeira vez NOTAS DO SUBSOLO, há alguns anos, me encontrava em um estado etéreo, tal como na viagem insólita do filme Vanilla Sky.Depois de ter lido bobagens como POLLYANNA, MAIN KEMPF, livros de teólogos como Tim La haye, Jimmy Sweggart, me deparo com o realismo de Dostoiévski, e me apaixono pelo existencialimo. Pude perceber que há duas categorias de humanos: a que percebe e vive a sua dor, outra que a ignora, (até porquê não possue sensibilidade para senti-la.) O elemento dor é algo inerente aos seres tidos como "anormais". Às vezes respirar dói, levantar todos os dias e se deparar com o pauperismo do espírito humano, e também do meu espírito, requer algumas habilidades extras, que somente dosagens do "soma" não seriam suficientes para aliviar as tensões. O homem do subsolo, tem por opção o permanecer no subsolo, a superfície cheira mal. A mentira humana dos "normais" é grotesca demais para almas que se depararam com sua realidade verdadeira. Tal como num espelho, é impossível negar o que se está vendo. A fragilidade, a frustração, os limites impostos, os sonhos irrealizáveis, a angústia da existência, parece algo que nos foi deixado como um legado maldito. Em algum momento fizemos algo que aborreceu muito a Divindade. Às vezes penso em qual momento isso se deu, e o que ocorreu. Por que tenho que assumir uma culpa apenas por ser parte da raça? Por que os dias nos rasgam até sangrar? Por que corremos tanto, mesmo sabendo que não vamos chegar a lugar algum? Kafka também sentia essa dor. Em sua obra "O CASTELO" , ele também tenta responder essa última pergunta. E no calor da sua angústia, se transforma em inseto para se libertar da triste condição humana. Mas o mundo é dominado pelos "normais", os bem-aventurados de almas petrificadas, os anestesiados de sentimentos. Que vida colorida eles têm... Foram escolhidos pelos deuses. Povo eleito. Mas os anormais, embora renegados pelo "céus", possuem o talento de sentir o pulsar de cada veia do seu corpo, de sentir cada lágrima derramada pela sua alma, de saber exatamente o que está acontecendo no seu interior, mas na maioria das vezes, saber que não há remédio para o seu mal.
A dor é o elemento positivo deste mundo, e também o vínculo entre este mundo e o positivo em si."(FRANZ KAFKA)
Quando li pela primeira vez NOTAS DO SUBSOLO, há alguns anos, me encontrava em um estado etéreo, tal como na viagem insólita do filme Vanilla Sky.Depois de ter lido bobagens como POLLYANNA, MAIN KEMPF, livros de teólogos como Tim La haye, Jimmy Sweggart, me deparo com o realismo de Dostoiévski, e me apaixono pelo existencialimo. Pude perceber que há duas categorias de humanos: a que percebe e vive a sua dor, outra que a ignora, (até porquê não possue sensibilidade para senti-la.) O elemento dor é algo inerente aos seres tidos como "anormais". Às vezes respirar dói, levantar todos os dias e se deparar com o pauperismo do espírito humano, e também do meu espírito, requer algumas habilidades extras, que somente dosagens do "soma" não seriam suficientes para aliviar as tensões. O homem do subsolo, tem por opção o permanecer no subsolo, a superfície cheira mal. A mentira humana dos "normais" é grotesca demais para almas que se depararam com sua realidade verdadeira. Tal como num espelho, é impossível negar o que se está vendo. A fragilidade, a frustração, os limites impostos, os sonhos irrealizáveis, a angústia da existência, parece algo que nos foi deixado como um legado maldito. Em algum momento fizemos algo que aborreceu muito a Divindade. Às vezes penso em qual momento isso se deu, e o que ocorreu. Por que tenho que assumir uma culpa apenas por ser parte da raça? Por que os dias nos rasgam até sangrar? Por que corremos tanto, mesmo sabendo que não vamos chegar a lugar algum? Kafka também sentia essa dor. Em sua obra "O CASTELO" , ele também tenta responder essa última pergunta. E no calor da sua angústia, se transforma em inseto para se libertar da triste condição humana. Mas o mundo é dominado pelos "normais", os bem-aventurados de almas petrificadas, os anestesiados de sentimentos. Que vida colorida eles têm... Foram escolhidos pelos deuses. Povo eleito. Mas os anormais, embora renegados pelo "céus", possuem o talento de sentir o pulsar de cada veia do seu corpo, de sentir cada lágrima derramada pela sua alma, de saber exatamente o que está acontecendo no seu interior, mas na maioria das vezes, saber que não há remédio para o seu mal.
NOTAS DO SUBSOLO
"O fim dos fins, meus senhores: o melhor é não fazer nada! O melhor é a inércia consciente! Pois bem, viva o subsolo! Embora eu tenha dito realmente que invejo o homem normal até a derradeira gota da minha bílis, não quero ser ele, nas condições em que o vejo (embora não cesse de invejá-lo. Não, em todo caso, o subsolo é mais vantajoso!) Ali, pelo menos, se pode… mas estou mentindo agora também. Minto porque eu mesmo sei, como dois e dois, que o melhor não é o subsolo, mas algo diverso, absolutamente diverso, pelo qual anseio, mas que de modo nenhum hei de encontrar.. " F.M.Dostoiésvski.
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